26 de Março – um dia para discutir a epilepsia e vestir roxo!


um dia para vestir roxo

26 de março – por que usar roxo nesse dia? Conheça as origens e os significados do Purple Day neste texto especial.

A epilepsia é uma doença neurológica não contagiosa que afeta em média 1 a duas pessoas em cada 100.

O tipo mais comum de epilepsia é aquela que se manifesta com convulsão, mas ela pode se manifestar de outras maneiras, como crises de ausência, por exemplo. A epilepsia é uma doença que pode ser prevenida e tratada. O não tratamento pode levar a morte. Infelizmente, a doença ainda é mal compreendida pela população, o que a cerca de estigma e preconceito. Ainda há quem acredite que epilepsia é doença contagiosa, mental , espiritual, castigo de Deus. E esse pensamento incorreto a respeito da doença pode inclusive atrasar o início do tratamento aos seus portadores. Os portadores de epilepsia sofrem preconceito em vários setores da sociedade, no trabalho, escola e até dentro da própria família. E para a quebra desse preconceito, movimentos de apoio aos portadores são essenciais na divulgação de informações adequadas a respeito da doença.

O Movimento Purple Day – Dia Roxo foi criado em 2008 por Cassidy Megan uma criança na época com nove anos de Nova Escócia, no Canadá, com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). O objetivo da Cassidy é levar as pessoas a falarem sobre epilepsia em um esforço para acabar com os mitos e mostrar para os portadores de epilepsia que eles não estão sozinhos.

unicamp comemora o purple day

Na UNICAMP também houve comemoração do Purple Day 2016.

 

Cassidy escolheu a cor roxa para representar a epilepsia por causa da lavanda. A flor de lavanda também é frequentemente associada com a solidão que representa os sentimentos de isolamento que muitas pessoas com epilepsia sentem. O objetivo de Cassidy é mostrar que as pessoas com epilepsia, seja em que lugar do mundo estiverem, jamais deverão se sentir sozinhas. Nessa data, várias ações de conscientização são realizadas ao redor do mundo com o intuito de combater o preconceito relacionado a doença.

Dentro desses grupos e movimentos de apoio, os participantes trocam informações , angústias, medos e vitórias em sua batalha diária com a epilepsia.

A cidade de Campinas não tinha nenhum movimento de apoio aos portadores de epilepsia. A ASPE (Associação de Assistência a Pacientes com Epilepsia), ONG que organiza várias ações de conscientização a respeito da epilepsia, apoiou a criação do MAPEC, Movimento de Apoio a Pacientes com Epilepsia de Campinas, criado recentemente.

Rubenita Tenório - MAPEC

Rubenita Tenório, da MAPEC

A presidente do MAPEC, Rubenita Tenório de Lima (foto), é portadora de epilepsia. Rubenita leva uma vida normal, trabalha na Unicamp e conta com a ajuda preciosa de seu filho Nicholas. Nicholas a apoia, ajudando nos momentos de crise e com sua medicação. O apoio da família é essencial no tratamento dos portadores de epilepsia.

Epilepsia não é contagiosa, não é doença espiritual nem sinal de fracasso na vida. Epilepsia é uma doença neurológica e tem tratamento.

Contagie-se , mas pela essência do Purple Day, o Dia Roxo !
Vista roxo e ajude a quebrar o preconceito!
‪#‎Purpleday‬#March26#Epilepsy