Purple Fashion Day começa dia 9 de setembro e conscientiza sobre a Epilepsia


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Arte, Moda e Ciência se unem em campanha de conscientização sobre a epilepsia, uma condição que já afeta mais de 3 milhões de brasileiros.

08 de Setembro de 2016

Por Erik Nardini Medina *

 

Nesta sexta-feira, dia 9 de setembro, entra em cena o projeto Purple Fashion Day com foco em expandir o acesso à informação sobre a Epilepsia, uma doença neurológica que no Brasil afeta cerca de 3 milhões de pessoas. O objetivo da ação, que acontece simultaneamente à Semana Nacional e Latino-Americana de Conscientização de Epilepsia, é sensibilizar as pessoas por intermédio da moda, visando o diálogo no contexto do movimento de popularização da ciência.

foto_lilimin“Nós estamos fazendo um convite aberto a todos interessados e especialmente aos alunos dos cursos de moda, designers, estilistas, modistas e costureiras para que dediquem alguns momentos para desenhar uma coleção que tenha o simbolismo da cor roxa, que é a cor que simboliza a doença, e que possa expressar artisticamente o tema Epilepsia”, explica Li Li Min, pesquisador do BRAINN e docente na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM/Unicamp).

Ao longo dos próximos meses os profissionais vão criar coleções que serão submetidas a uma comissão julgadora. Dez finalistas serão escolhidos pela comissão, e os vencedores irão produzir uma peça de roupa a ser apresentada em 26 de março de 2017, Purple Day – Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia. O Purple Fashion Day é uma iniciativa da ASPE (Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia) em parceria com o BRAINN. Confira o regulamento do Concurso, a partir do dia 9 de setembro, clicando aqui.

 

COLEÇÕES SERÃO APRESENTADAS NO 1° CONCURSO DE MODA E DESFILE PURPLE DAY

logo-fashion-purple-day-2016Diversas ações e materiais educativos sobre Epilepsia serão realizadas ao longo dos próximos meses. “O objetivo dessas ações”, explica Li, “é promover o 1° Concurso de Moda e Desfile Purple Day com o evento de apresentação pública das coleções selecionadas”.

As atividades serão desenvolvidas com recursos de marketing digital, como o Story telling que envolve o leitor com textos “emocionais” e com Hashtags (#) que funcionam como agregadores de assunto na divulgação via redes sociais.

Outras duas ações em mídias sociais previstas no projeto são: a produção de imagens gráficas e fotográficas; e a cobertura de eventos relacionados e promovidos pela ASPE e pelo BRAINN da Unicamp, um CEPID-FAPESP. “Com esse investimento intensivo pelos próximos 6 meses, as publicações irão abranger não somente o público-alvo feminino e adolescente, mas a população em geral”, avalia Li Li Min.

 

EPILEPSIA EM EVIDÊNCIA O ANO TODO

“O que nós queremos é falar sobre Epilepsia e manter o assunto em evidência durante todo os meses, não apenas na ocasião da data do Purple Day”, explica Li Li Min. A ideia, segundo o pesquisador do BRAINN, é fazer com isso seja uma atividade continuada. “As datas pontuais são importantes, mas não são suficientes”, avalia.

A ASPE, associada ao BRAINN, é executora oficial da “Campanha Global Epilepsia Fora das Sombras”, promovida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no Brasil e inova ao trazer uma abordagem simples de um tema tão sensível a milhões de brasileiros. “Tratamos o assunto de forma suave e configurada de simbolismos por meio de uma linguagem artística e de realce à beleza estética”, explica Isilda Sueli Assumpção, Presidente da ASPE Brasil.

Confira as hashtags adotadas pela campanha: #roxoporepilepsia, #aspebrasil, #brainn, #ejaguarepilepsy, #purpleday, #usoroxo

 

POR QUE ROXO?

O Movimento Purple Day – Dia Roxo foi criado no Canadá em 2008 por Cassidy Megan, uma criança na época com nove anos, com a ajuda da Associação de Epilepsia da Nova Escócia (EANS). O objetivo de Cassidy é motivar as pessoas a falarem sobre Epilepsia em um esforço para acabar com os mitos e mostrar para os portadores da doença que eles não estão sozinhos.

Cassidy escolheu a cor roxa para representar a epilepsia por causa da lavanda. A flor de lavanda também é frequentemente associada com a solidão que representa os sentimentos de isolamento que muitas pessoas com Epilepsia sentem.

 

* Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), aluno da especialização em Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). É bolsista MídiaCiência/FAPESP.

 

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