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	<title>saúde | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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		<title>BIPMed e o primeiro banco de dados genéticos público da América Latina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2016 17:41:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[BIPMed]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Através do projeto BIPMed, médicos e cientistas querem usar informações do seu DNA para tratar doenças.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Através do projeto BIPMed, médicos e cientistas querem usar informações do seu DNA para tratar doenças.</em><span id="more-8601"></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 11px; color: #808080;">06 de Maio de 2016</span></p>
<h5><em>por Erik Nardini Medina *</em></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>É provável que você já tenha ouvido falar sobre <strong>Medicina de Precisão</strong>, um conceito que tem contribuído para criar as bases da área médica no século 21. Essa novidade engloba o que há de mais atual na medicina, como a <strong>genômica</strong>, que se utiliza de dados genéticos de larga escala para o diagnóstico e tratamento de doenças, e a <strong>medicina personalizada.</strong></p>
<p>“<strong>Hoje em dia nós fazemos a medicina para a maioria, mas nós sabemos que existem diferenças individuais</strong>, que cada indivíduo manifesta a doença à sua maneira e responde ao tratamento à sua maneira. Só que a medicina atual não leva em conta essas individualidades. Então, a medicina personalizada procura, por meio do estudo de fatores genéticos que caracterizam cada indivíduo, fazer um tratamento mais personalizado para cada indivíduo levando em conta as suas diferenças”, explica a doutora Iscia Lopes Cendes, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Neurologia e Neurociências (BRAINN).</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="background-color: #f4f4f4; padding: 20px;">
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-8605" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed.jpg" alt="programa oxigênio - bipmed" width="1024" height="536" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed.jpg 1024w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed-300x157.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed-768x402.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed-382x200.jpg 382w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed-82x43.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed-100x52.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/programa-oxigênio-bipmed-156x82.jpg 156w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2016/04/19-04-report-bipmed.mp3"><strong>OUÇA ESTA REPORTAGEM NO PROGRAMA OXIGÊNIO</strong></a></p>
<div class="su-audio" data-id="su_audio_player_6a6cfbbd28a2a" data-audio="http://oxigenio.comciencia.br/wp-content/uploads/2016/04/19-04-report-bipmed.mp3" data-swf="https://www.brainn.org.br/wp-content/plugins/shortcodes-ultimate/vendor/jplayer/jplayer.swf" data-autoplay="no" data-loop="no" style=""><div id="su_audio_player_6a6cfbbd28a2a" class="jp-jplayer"></div><div id="su_audio_player_6a6cfbbd28a2a_container" class="jp-audio"><div class="jp-type-single"><div class="jp-gui jp-interface"><div class="jp-controls"><span class="jp-play"></span><span class="jp-pause"></span><span class="jp-stop"></span><span class="jp-mute"></span><span class="jp-unmute"></span><span class="jp-volume-max"></span></div><div class="jp-progress"><div class="jp-seek-bar"><div class="jp-play-bar"></div></div></div><div class="jp-volume-bar"><div class="jp-volume-bar-value"></div></div><div class="jp-current-time"></div><div class="jp-duration"></div></div><div class="jp-title"></div></div></div></div>
<div class="su-button-center"><a href="http://oxigenio.comciencia.br/?p=1015" class="su-button su-button-style-soft" style="color:#ffffff;background-color:#FF9900;border-color:#cc7b00;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#ffb84d;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Ouça o programa completo</span></a></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>BIPMED: INOVAÇÃO À BRASILEIRA</strong></p>
<p>O interesse pela chamada medicina de precisão motivou a criação, em novembro de 2015, do <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.brainn.org.br/primeiros-resultados-da-bipmed-foram-apresentados-durante-a-fapesp-week/">BIPMed (Brazilian Initiative On Precision Medicine)</a></strong></span>, um projeto que reúne cinco grandes centros de pesquisa multidisciplinares com o objetivo de implantar esse novo conceito de medicina no Brasil, é o que conta a pesquisadora do <strong>BRAINN</strong> que é um dos institutos envolvidos no BIPMED.</p>
<p>“O BIPMed surge como uma iniciativa para implantar esse tipo de medicina aqui no Brasil. Porque essa ideia de medicina de precisão é uma ideia que hoje corre o mundo todo. No começo do ano houve o lançamento pelo presidente Obama nos EUA de uma iniciativa grande para implantar esse tipo de medicina por lá, e nós achamos que também precisamos de uma iniciativa como essa no Brasil.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>DIFICULDADES CONTORNADAS</strong></p>
<p>A pesquisadora relata que uma das <strong>dificuldades para aplicar a medicina de precisão no país está na falta de informações genômicas da população brasileira</strong>. Nesse sentido, os pesquisadores desenvolveram o <strong>primeiro banco de dados genéticos público da América Latina</strong>.</p>
<p>“Muitos dados genômicos da população brasileira foram gerados, mas eles estão guardados nos arquivos dos pesquisadores, nos computadores individuais”, explica Cendes.</p>
<div id="attachment_8604" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-8604" loading="lazy" class="size-full wp-image-8604" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn.jpg" alt="doutora iscia lopes-cendes brainn" width="700" height="465" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn.jpg 700w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn-300x199.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn-301x200.jpg 301w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn-82x54.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn-100x66.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2016/05/doutora-iscia-lopes-cendes-brainn-156x104.jpg 156w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-8604" class="wp-caption-text">Dra. Iscia Lopes Cendes: “Fazemos a medicina para a maioria, mas sabemos que existem diferenças individuais&#8221; (ASCOM/Unicamp)</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O primeiro produto que o <strong>BIPMed</strong> lançou foi o primeiro banco de dados genômicos público da América Latina, e já depositamos dados da população normal brasileira e vamos continuar depositando. Qualquer pesquisador pode depositar seus dados e qualquer pessoa no mundo pode consultar”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ACESSO A TODOS</strong></p>
<p>Para o doutor <strong>José Franco</strong>, médico geneticista da PUC-Campinas, o <strong>BIPMed</strong> é um esforço inovador que abre perspectivas para a comunidade médica e científica de todo o mundo ao criar o que ele chama de redes e promover uma ciência aberta, participativa e proativa.</p>
<p>“O objetivo dessa iniciativa é integrar e incorporar essas informações em diversos níveis, abrindo novas possibilidades para a medicina genética diagnosticar e tratar da melhor forma possível. [Espera-se] que no futuro tenhamos um impacto significativo na saúde pública e que esse trabalho permita avanços na saúde de nossa população, assim como na pesquisa, necessária para que o país possa evoluir e avançar.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CAMINHO É LONGO E PROMISSOR</strong></p>
<p>A <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/">Doutora Iscia Lopes Cendes, do <strong>BRAINN</strong></a></span>, lembra que o trabalho ainda é bastante recente e que por isso há um longo caminho a ser percorrido para se estabelecer um banco de dados poderoso e, enfim, intensificar o exercício da medicina de precisão.</p>
<p>“Nós estamos começando da estaca zero. Vamos conhecer o que é o genoma da população brasileira normal. Aí sim nós vamos poder interpretar melhor qual é a variação genética identificada que possa estar causando doenças”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PROJETO COLABORATIVO</strong></p>
<p>Pesquisadores interessados em depositar dados genômicos no banco de dados, ou pacientes que tenham sido submetidos são convidados a compartilhar suas informações. Basta entrar em contato com os responsáveis pelo projeto no endereço <strong><a href="http://www.bipmed.iqm.unicamp.br/genes">www.bipmed.iqm.unicamp.br/genes</a>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), aluno da especialização em Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp). É bolsista MídiaCiência/FAPESP.</em></p>
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