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	<title>NEUROG2 | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>NEUROG2 | CEPID BRAINN</title>
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		<title>Jornal da Unicamp destaca parcerias internacionais do CEPID BRAINN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 16:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[BIPMed]]></category>
		<category><![CDATA[ENIGMA]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[NEUROG2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisas globais sobre a epilepsia, esclerose lateral amiotrófica e displasia cortical focal contam com a participação do CEPID BRAINN. Confira. 28 de novembro de 2018  &#124; originalmente publicado no Jornal da Unicamp &#160; Pesquisa desenvolvida pelo consórcio internacional ENIGMA analisou o cérebro de mais de 3,8 mil voluntários de diferentes países com o intuito de descobrir diferenças [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisas globais sobre a epilepsia, esclerose lateral amiotrófica e displasia cortical focal contam com a participação do CEPID BRAINN. Confira.</em><span id="more-10790"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">28 de novembro de 2018  | originalmente publicado no<span style="text-decoration: underline;"> <a style="color: #808080; text-decoration: underline;" href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/11/27/parceria-internacional-permite-avancos-na-pesquisa-de-doencas-debilitantes?fbclid=IwAR0062Y9UJ4Sx4wy0RHO2iNKXqIWWfBMhacNLlIydLqoUCX6GIHmIYIwMH4">Jornal da Unicamp</a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">Pesquisa desenvolvida pelo </span><a href="http://agencia.fapesp.br/27246/"><strong>consórcio internacional ENIGMA</strong></a><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR"> analisou o cérebro de mais de 3,8 mil voluntários de diferentes países com o intuito de descobrir diferenças e semelhanças entre a anatomia cerebral e os diferentes tipos de epilepsia. O objetivo é buscar marcadores que auxiliem no prognóstico e no tratamento.</span></p>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">Outro grupo de pesquisadores busca, a partir da análise dos níveis de dois micro-RNAs de pacientes, marcadores genéticos que sirvam como indicadores de </span><a href="http://agencia.fapesp.br/em-busca-do-diagnostico-precoce-para-ela/25589/"><strong>esclerose lateral amiotrófica (ELA)</strong></a><strong> </strong><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">– doença que vitimou o físico britânico Stephen Hawking.</span></p>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">Um terceiro estudo, esse também sobre epilepsia, sugere que a </span><a href="http://agencia.fapesp.br/27733/"><strong>desregulação no gene NEUROG2 </strong></a><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">estaria relacionada com o surgimento de displasia cortical focal – malformação cerebral que é uma das causas mais comuns de epilepsia refratária a medicamentos. Com a identificação desse biomarcador será possível indicar diferentes tratamentos aos pacientes epiléticos resistentes a medicamentos, como a cirurgia, por exemplo.</span></p>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">Os três estudos contam com a participação de pesquisadores do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (</span><a href="http://www.brainn.org.br/"><strong>B</strong></a><a href="http://www.brainn.org.br/"><strong>RAINN</strong></a><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (</span><a href="http://cepid.fapesp.br/home/"><strong>CEPID</strong></a><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">) da FAPESP sediado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</span></p>
<blockquote><p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">“Nosso objetivo é desenvolver novos métodos e técnicas para melhorar o conhecimento sobre tratamento e prevenção de doenças debilitantes e condições que afetam o cérebro, como epilepsia e acidente vascular cerebral (AVC). Também temos interesse em estudar doenças que causam demência ou problemas motores, como é o caso da esclerose lateral amiotrófica (ELA)”, disse </span><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/"><strong>Iscia Cendes</strong></a></span><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">, pesquisadora principal do BRAINN, em palestra na FAPESP Week New York.</span></p></blockquote>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">O encontro, que se realiza na City University of New York (CUNY) de 26 a 28 de novembro de 2018, reúne pesquisadores brasileiros e norte-americanos com o objetivo de estreitar parcerias em pesquisa.</span></p>
<blockquote><p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">“O ser humano, assim como essas doenças que estamos estudando, é muito complexo. Por isso, acreditamos que fazer parte de consórcios e de parcerias seja a melhor maneira de alavancar novas descobertas”, disse Cendes.</span></p></blockquote>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">A pesquisadora afirma que desde o início da criação do BRAINN, em 2013, o número de projetos de big data em neurociência aumentou. São exemplos desses projetos a iniciativa BRAIN nos Estados Unidos, a Human Brain Mapping na Europa, a Alzheimer&#8217;s Disease Neuroimaging Initiative (ADNI), a International League Against Epilepsy (ILAE) e o consórcio ENIGMA.</span></p>
<blockquote><p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">“Os esforços de <em>big data</em> se tornaram o <em>modus operandi</em> da neurociência, substituindo a ciência baseada em hipóteses e de menor escala”, disse.</span></p></blockquote>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">Não por acaso, Cendes afirma que os próximos projetos do BRAINN incluem avançar nos estudos longitudinais. “Esse é um dos nossos pontos fortes como grupo”, disse.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">BIPMED</span></strong></h2>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">Outro propósito do BRAINN é reduzir a lacuna entra a pesquisa biológica fundamental e sua aplicação clínica. Um dos vetores desse propósito é o Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed), iniciativa criada em 2015 por cinco Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.</span></p>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">“O primeiro produto do BIPMed foi a criação de um banco de dados de genomas de pessoas saudáveis e com doenças específicas. Atualmente, são mais de 900 mil variantes genéticas depositadas no banco de dados”, disse.</span></p>
<p><span lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR">No banco de dados estão depositados genomas ligados a encefalopatias epiléticas, anomalias craniofaciais, câncer de mama, surdez hereditária, neurofibromatose e em 2019 vai ganhar sequências ligadas ao lúpus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/11/27/parceria-internacional-permite-avancos-na-pesquisa-de-doencas-debilitantes?fbclid=IwAR0062Y9UJ4Sx4wy0RHO2iNKXqIWWfBMhacNLlIydLqoUCX6GIHmIYIwMH4" class="su-button su-button-style-3d" style="color:#ffffff;background-color:#8304e4;border-color:#6904b7;border-radius:8px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 22px;font-size:17px;line-height:26px;border-color:#a950ed;border-radius:8px;text-shadow:none"><i class="sui sui-file-pdf-o" style="font-size:17px;color:#ffffff"></i> Ler matéria no site do Jornal da Unicamp</span></a>The post <a href="https://www.brainn.org.br/jornal-da-unicamp-destaca-parcerias-internacionais-do-cepid-brainn/">Jornal da Unicamp destaca parcerias internacionais do CEPID BRAINN</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>BRAINN na Agência FAPESP: Malformação associada à epilepsia grave tem mecanismo desvendado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2018 16:36:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agência FAPESP]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia refratária]]></category>
		<category><![CDATA[NEUROG2]]></category>
		<category><![CDATA[Simone Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria da Agência FAPESP aborda descoberta da pesquisadora Simoni Avansini, do CEPID BRAINN, sobre mecanismos associados à epilepsia refratária ao tratamento farmacológico. 07 de maio de 2018     &#124; por Karina Toledo, Agência FAPESP &#160; Uma das causas mais comuns de epilepsia refratária ao tratamento farmacológico – doença considerada de difícil controle – é uma malformação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria da Agência FAPESP aborda descoberta da pesquisadora Simoni Avansini, do CEPID BRAINN, sobre mecanismos associados à epilepsia refratária ao tratamento farmacológico.</em><br />
<span id="more-10276"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">07 de maio de 2018     | por Karina Toledo, <a style="color: #808080;" href="http://agencia.fapesp.br/malformacao_associada_a_epilepsia_grave_tem_mecanismo_desvendado_/27733/"><span style="text-decoration: underline;">Agência FAPESP</span></a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das causas mais comuns de epilepsia refratária ao tratamento farmacológico – doença considerada de difícil controle – é uma malformação cerebral conhecida como displasia cortical focal.</p>
<p>Pacientes com esse problema apresentam uma discreta desorganização na arquitetura de uma região específica do córtex, que pode ou não estar associada à presença de células nervosas com estrutura e funcionamento anormais.</p>
<p>Um novo estudo, feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sugere que a desregulação na expressão de um gene chamado <i>NEUROG2</i>, importante para o processo de diferenciação dos neurônios e também das células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e micróglias), teria um papel-chave no desenvolvimento da doença.</p>
<p>“Mostramos que no tecido cerebral de pacientes com displasia cortical focal a expressão do microRNA hsa-miR-34a está reduzida e isso parece resultar na superexpressão de <i>NEUROG2</i>. Esse fator pode estar associado a falhas no processo de diferenciação das células nervosas”, disse <a href="http://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/"><strong><span style="text-decoration: underline;">Iscia Lopes-Cendes</span></strong></a>, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e orientadora da pesquisa.</p>
<p>A investigação foi realizada durante o doutorado de <b><a href="http://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/694837/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Simoni Avansini</a></b>, em estudo no âmbito do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (<b><a href="http://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">BRAINN</a></b>), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (<b><a href="http://www.cepid.fapesp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CEPID</a></b>) financiado pela FAPESP. Resultados foram divulgados recentemente no periódico <b><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ana.25187" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i>Annals of Neurology</i></a></b>.</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="yRMM1oShxY"><p><a href="http://www.brainn.org.br/estudo-sobre-malformacoes-relacionadas-a-epilepsia-e-publicado-no-annals-of-neurology/">Estudo sobre malformações relacionadas à epilepsia é publicado no Annals of Neurology</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="http://www.brainn.org.br/estudo-sobre-malformacoes-relacionadas-a-epilepsia-e-publicado-no-annals-of-neurology/embed/#?secret=yRMM1oShxY" data-secret="yRMM1oShxY" width="500" height="282" title="&#8220;Estudo sobre malformações relacionadas à epilepsia é publicado no Annals of Neurology&#8221; &#8212; Brainn" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>“Nossos achados se baseiam na análise do tecido cerebral de 16 pacientes com displasia cortical focal do tipo 2 – aquele que além da desorganização cortical também apresenta as células nervosas aberrantes, entre elas neurônios dismórficos, que permanecem em constante estado de excitação e, por isso, favorecem as crises epilépticas”, explicou Cendes.</p>
<p>Nesses casos, acrescentou a pesquisadora, a remoção cirúrgica da área malformada do cérebro é a única estratégia disponível para controlar os sintomas da epilepsia. Mas isso só é possível quando não se trata de uma região nobre do cérebro, como aquelas associadas à visão, audição, fala e demais funções essenciais do organismo.</p>
<p>Segundo Cendes, cerca de 25% dos pacientes com epilepsia refratária com indicação para cirurgia têm displasia cortical focal. Entre crianças, porém, o índice é bem mais alto, sendo a malformação no córtex a principal causa de epilepsia de difícil controle na infância.</p>
<p>Estudos anteriores associaram o aparecimento de displasia cortical focal a mutações em uma via de sinalização celular mediada pela proteína mTOR (proteína alvo da rapamicina em mamíferos, na sigla em inglês), que leva a uma proliferação anormal de células quando hiperativa. Contudo, essas mutações somáticas (presentes no tecido displásico, mas não nas demais células dos pacientes) foram encontradas em aproximadamente um quarto dos afetados pela doença – não sendo capazes, portanto, de explicar todos os casos de malformação cerebral.</p>
<p>Na amostra analisada pelo grupo de Cendes, 28% dos pacientes com displasia tinham mutações somáticas na via da mTOR.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Regulação por microRNA</b></h2>
<p>Com o objetivo de descobrir outras possíveis causas da malformação cerebral, os pesquisadores decidiram conduzir nos tecidos extraídos de pacientes atendidos na Unicamp uma análise da expressão de microRNAs – pequenas moléculas de RNA que não contêm informações para a síntese de proteínas, mas que são capazes de se ligar a genes codificadores e modular sua expressão.</p>
<p>Por uma técnica conhecida como <i>microarray</i>, foi analisado um conjunto de 800 microRNAs. A ideia era identificar, de modo indireto, genes importantes para o desenvolvimento cerebral que poderiam estar desregulados no tecido displásico. Os resultados foram comparados com os de pessoas sem a doença submetidas à autópsia (grupo controle).</p>
<p>“Notamos diferença na expressão de apenas três microRNAs: hsa-let-7f, hsa-miR-31 e hsa-miR-34. Fomos então investigar por técnicas de bioinformática com quais genes essas moléculas poderiam estar interagindo. Chegamos a uma lista com 10 candidatos”, disse Cendes.</p>
<p>O grupo então analisou a expressão desses 10 genes suspeitos nos tecidos dos 16 pacientes e do grupo controle e concluiu que apenas <i>NEUROG2</i> estava superexpresso no grupo com displasia cortical focal.</p>
<p>“O microRNA ao se ligar ao gene inibe sua expressão. Portanto, quando a expressão do microRNA está reduzida, o gene fica mais ativo. É uma regulação ao contrário. Como <i>NEUROG2</i> parece ser um gene importante para o desenvolvimento do cérebro, decidimos aprofundar as análises”, contou Cendes.</p>
<p>Combinando duas técnicas diferentes – PCR (reação em cadeia da polimerase) e hibridação <i>in situ</i> – o grupo da Unicamp conseguiu mostrar que <i>NEUROG2</i> estava de fato com a expressão aumentada justamente nas células nervosas aberrantes encontradas no tecido displásico – tanto os neurônios dismórficos quanto as células em balão, que apresentam marcadores de células-tronco, de neurônios e de células da glia.</p>
<p>Para comprovar que o aumento na expressão estava relacionado à redução em hsa-miR-34a, o grupo realizou os chamados ensaios de ligação. Os resultados do experimento mostraram que de fato o microRNA é capaz de se ligar a uma região importante do gene <i>NEUROG2</i> e inibir sua atividade.</p>
<p>“Resolvemos ir ainda um pouco mais adiante na investigação e mostramos que, no tecido dos pacientes displásicos, o gene <i>RND2</i>– que é regulado por <i>NEUROG2</i> e integra a mesma via de sinalização – também está superexpresso. Isso não foi observado no tecido controle”, contou Cendes.</p>
<p>Dados da literatura científica indicam que a via do <i>NEUROG2</i> é importante para regular o processo de diferenciação das células nervosas. De acordo com Cendes, durante o desenvolvimento embrionário, primeiro deve ocorrer um processo de neurogênese (formação de novos neurônios) e, em seguida, a gliogênese (formação de células da glia).</p>
<p>“Acreditamos que com o <i>NEUROG2</i> superexpresso essa transição da neurogênese para a gliogênese não ocorre de maneira adequada, pois o sinal que estimula a neurogênese fica ativo quando não mais deveria estar. Essa desregulação permanece no tecido displásico desde o desenvolvimento embrionário até a vida adulta”, disse a pesquisadora.</p>
<p>Resta ainda descobrir o que poderia causar a queda na expressão de hsa-miR-34 nesses pacientes. Na avaliação de Cendes, a explicação pode estar relacionada tanto a fatores genéticos (polimorfismos e mutações), quanto epigenéticos (fatores ambientais que alteram a expressão gênica sem modificar o DNA).</p>
<p>“É possível que a desregulação de hsa-miR-34 esteja relacionada a um fator ambiental, como uma infecção viral durante a gestação, por exemplo. São hipóteses que ainda precisam ser testadas em pesquisas futuras”, disse.</p>
<p>O artigo <i>Dysregulation of NEUROG2 Plays a Key Role in Focal Cortical Dysplasia</i> (doi: 10.1002/ana.25187) está publicado em <b><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ana.25187" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/ana.25187</a></b>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="http://agencia.fapesp.br/malformacao_associada_a_epilepsia_grave_tem_mecanismo_desvendado_/27733/" class="su-button su-button-style-flat" style="color:#ffffff;background-color:#FF9900;border-color:#cc7b00;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#ffb84d;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Veja o texto original no site da Agência FAPESP</span></a>The post <a href="https://www.brainn.org.br/brainn-na-agencia-fapesp-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-tem-mecanismo-desvendado/">BRAINN na Agência FAPESP: Malformação associada à epilepsia grave tem mecanismo desvendado</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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