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	<title>Eleri Cardozo | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>Eleri Cardozo | CEPID BRAINN</title>
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		<title>Brasileiro cria sistema para cadeira de rodas &#8216;movida a sorrisos&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2019 17:38:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Eleri Cardozo]]></category>
		<category><![CDATA[Hoobox]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto do pesquisador Paulo Pinheiro, que fez parte do BRAINN como pesquisador associado na equipe do Professor Eleri Cardozo, foi exibido na maior feira de tecnologia do mundo.  11 de janeiro de 2019  &#124; matéria originalmente publicada no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO m sorriso pode fazer o mundo se mover – ou, ao [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Projeto do pesquisador Paulo Pinheiro, que fez parte do BRAINN como pesquisador associado na equipe do Professor Eleri Cardozo, foi exibido na maior feira de tecnologia do mundo. </em><span id="more-10844"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">11 de janeiro de 2019  | matéria originalmente publicada no jornal <a style="color: #808080;" href="https://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,ces-2019-brasileiro-cria-sistema-para-cadeira-de-rodas-movida-a-sorrisos,70002673662">O ESTADO DE SÃO PAULO</a></span></p>
<span class="su-dropcap su-dropcap-style-flat" style="font-size:2em">U</span>m sorriso pode fazer o mundo se mover – ou, ao menos, movimentar uma cadeira de rodas. É nisso que acredita o cientista brasileiro Paulo Pinheiro, fundador da startup <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.brainn.org.br/inovacao/propriedade-intelectual/"><strong>Hoobox Robotics</strong></a></span>: desde 2016, a empresa trabalha no desenvolvimento do Wheelie, uma plataforma que permite cadeirantes controlarem seus veículos a partir de expressões faciais, como um levantar de sobrancelhas, colocar a língua para fora da boca ou até mesmo mandar um beijinho.</p>
<p>Exibido nesta semana durante a <strong><a href="https://link.estadao.com.br/noticias/cultura-digital,ces-2019-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-feira,70002671806">Consumer Electronics Show (CES)</a></strong>, feira de tecnologia que ocorre em Las Vegas, o Wheelie é um dos destaques do estande da Intel, parceira de Pinheiro no desenvolvimento do projeto. O sistema consiste em uma câmera e em um computador de bordo. Juntos, eles são capazes de entender as expressões do usuário e transformá-la em comandos específicos para a cadeira de rodas.</p>
<p>Segundo Pinheiro, a plataforma é capaz de entender pelo menos dez gestos faciais diferentes – embora o sistema precise apenas de cinco (esquerda, direita, ir para a frente, ir para a trás e parar a cadeira) para comandar o veículo. “O kit pode ser adaptado para qualquer cadeira de rodas motorizada em apenas sete minutos”, explica.</p>
<p>De acordo com o fundador da Hoobox, as outras funções podem ser customizadas pelo usuário para, em conjunto com a assistente pessoal Alexa, da Amazon, realizar comandos dentro de uma casa conectada, como ligar a televisão, acender lâmpadas ou abrir e fechar cortinas.</p>
<p>O projeto surgiu como fruto da pesquisa de Paulo Pinheiro em seu pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na área de visão computacional. Ele teve a ideia para o projeto quando estava em um aeroporto. “Vi uma menina paraplégica: ela não era capaz de mover a cadeira de rodas, mas tinha um sorriso lindo. Foi aí que eu tive o estalo que precisava”, conta o empreendedor.</p>
<p><strong>ESTRUTURA.</strong> Hoje, a Hoobox tem 11 funcionários, divididos entre Brasil e EUA. No País, a equipe da empresa fica alocada dentro do Hospital Albert Einstein, que realizou em 2017 uma rodada de investimento-semente na startup. Já nos EUA, o time da empresa tem base em Houston, dentro do laboratório de inovação da Johnson &amp; Johnson, desenvolvendo áreas como design, usabilidade e segurança. Em Las Vegas, a Hoobox busca gerar interesse para a captação de uma segunda rodada de aportes, avaliada em US$ 2,5 milhões – os recursos serão utilizados para que a empresa desenvolva a versão final de seu produto.</p>
<p>Por enquanto, o que há disponível no mercado é uma versão protótipo, que a empresa envia a pacientes e centros de saúde. Para faturar, a Hoobox cobra uma assinatura mensal de US$ 300 pelo serviço, utilizado por hospitais e também pelo usuário final. “Queremos entregar 3 mil kits para consumidores nos próximos meses”, afirma Pinheiro. De acordo com o executivo, outro mercado em potencial da startup são cuidadores de saúde – nos últimos meses, a Hoobox fechou acordo com duas empresas de cuidadores da Califórnia, que pagam uma assinatura só mas utilizam a solução da empresa em diversos pacientes.</p>
<p><em>*O repórter viajou a convite da Intel</em></p>
<a href="https://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,ces-2019-brasileiro-cria-sistema-para-cadeira-de-rodas-movida-a-sorrisos,70002673662" class="su-button su-button-style-3d" style="color:#ffffff;background-color:#8304e4;border-color:#6904b7;border-radius:4px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:5px 14px;font-size:12px;line-height:18px;border-color:#a950ed;border-radius:4px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link-square" style="font-size:12px;color:#ffffff"></i> Veja a matéria no site do Estadão</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<div class="su-box su-box-style-glass" id="" style="border-color:#0b0015;border-radius:2px"><div class="su-box-title" style="background-color:#3e1148;color:#FFFFFF;border-top-left-radius:0px;border-top-right-radius:0px">Saiba mais sobre a Hoobox</div><div class="su-box-content su-u-clearfix su-u-trim" style="border-bottom-left-radius:0px;border-bottom-right-radius:0px">A HOOBOX Robotics foca no estudo e no desenvolvimento de soluções inovadoras para controle de cadeiras de roda.</p>
<p>Website: <a href="http://www.hoo-box.com"><strong>www.hoo-box.com</strong></a></div></div>
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		<title>Pesquisadores do BRAINN recebem Prêmio Inventores 2018</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Aug 2018 20:20:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Eleri Cardozo]]></category>
		<category><![CDATA[INOVA UNICAMP]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Li Li Min]]></category>
		<category><![CDATA[premiação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os pesquisadores Eleri Cardozo e Li Li Min foram alguns dos agraciados pela premiação da Agência de Inovação da Unicamp. 16 de agosto de 2018  &#124; por Carolina Octaviano, publicado no site da Inova UNICAMP &#160; Foi realizada no dia 09 de agosto mais uma edição do Prêmio Inventores, iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Os pesquisadores Eleri Cardozo e Li Li Min foram alguns dos agraciados pela premiação da Agência de Inovação da Unicamp.</em><span id="more-10517"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">16 de agosto de 2018  | por Carolina Octaviano, publicado no <span style="text-decoration: underline;"><a style="color: #808080; text-decoration: underline;" href="https://www.inova.unicamp.br/noticia/190-profissionais-e-2-unidades-recebem-o-premio-inventores-2018/">site da Inova UNICAMP</a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi realizada no dia 09 de agosto mais uma edição do<strong> Prêmio Inventores</strong>, iniciativa da Agência de Inovação Inova Unicamp para valorizar professores e pesquisadores por seus esforços na proteção e transferência de tecnologias inovadoras. Neste ano, foram homenageados 190 profissionais – professores, pesquisadores, ex-alunos e alunos da Unicamp, além de duas unidades de ensino e pesquisa da Universidade. A cerimônia de premiação ocorreu durante um jantar no Portal Girassol que contemplou, ainda, a comemoração dos 15 anos de existência da Inova Unicamp.</p>
<p>O reitor da Unicamp, Prof. Marcelo Knobel, destacou o pioneirismo da Inova Unicamp, criada anteriormente à lei de inovação, e frisou a importância da Agência para o reconhecimento de talentos e o incentivo a atividades que promovam a inovação e o empreendedorismo. “Gostaria de parabenizar a todos que fizeram parte da história da Inova Unicamp. Foi com o esforço de cada um de vocês que a Unicamp conseguiu conquistar números tão expressivos e relevantes ao longo dos anos”, afirma Knobel.</p>
<p>“Neste ano, além do reconhecimento oferecido, a Inova quis proporcionar também um momento de interação entre estes docentes e profissionais das empresas que promovem a inovação na Unicamp”, comenta o professor Newton Frateschi, diretor-executivo da Inova Unicamp. “Um dos primeiros conceitos que aprendemos para estimular a inovação, logo que a Agência foi criada, é que o professor inventor precisa ser valorizado e reconhecido pela instituição”, lembra o professor Roberto Lotufo, diretor-executivo na gestão 2004-2012.</p>
<p>Criada em 2004, a premiação passou a ser realizada anualmente desde 2009. Em 2018, o número de categorias também foi ampliado. Além das categorias “Patente Concedida” e “Tecnologia Licenciada”, voltadas aos profissionais, a premiação agora conta com duas categorias institucionais. Na categoria “Unidade de Destaque na Proteção à Propriedade Intelectual”, a grande vencedora foi o Instituto de Biologia (IB), responsável por 18 dos 81 depósitos de patentes em 2017. Já na categoria “Unidade de Destaque na Transferência de Tecnologia”, a vencedora foi a Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), com 6 patentes licenciadas para empresas, no ano anterior.</p>
<p>Na primeira edição da iniciativa, nove docentes foram premiados por terem suas tecnologias licenciadas. Já na edição deste ano, o número saltou para 190 profissionais. Atualmente, além de homenagear profissionais com tecnologias licenciadas no ano anterior à realização do evento, o prêmio também engloba aqueles que tiveram patentes concedidas. Em 2017, foram concedidas 61 patentes e firmados 22 contratos de transferências de tecnologia com empresas.</p>
<p>O diretor-executivo da Inova Unicamp acredita que a expansão no número de premiados, ao longo das edições do Prêmio Inventores, está diretamente ligada à ampliação da cultura de inovação tecnológica e empreendedorismo na Universidade. “De forma geral, isso demonstra a importância da Inova ao longo dos anos que, com muita competência, tem atraído novos inventores com o intuito de, não só transformar o resultado de suas pesquisas em patentes, mas principalmente negociá-las com as empresas. Ou seja, esses números mostram que a Inova tem cumprido sua missão”, afirma.</p>
<p>Já na visão do professor Roberto Lotufo, o Prêmio Inventores é importante pois demonstra o potencial da Unicamp em prover tecnologias inovadoras para a sociedade. “O papel de uma agência como a Inova é ampliar o impacto do conhecimento gerado na Universidade para a sociedade, e ser um agente importante para estimular a construção e fortalecimento de uma cultura inovadora e empreendedora. Esses indicadores crescentes mostram o sucesso da iniciativa”, completa.</p>
<p>Diretor-executivo na gestão 2013-2017, o professor Milton Mori também credita a consolidação da cultura de inovação na Universidade à expertise da Inova Unicamp. Ele defende que, com uma equipe altamente capacitada, há a garantia de um trabalho de qualidade que culmina no depósito de patentes e no licenciamento de tecnologias. “Um trabalho primoroso e que deve melhorar cada vez mais”, avalia Mori.</p>
<p>Patrocinaram esta edição do Prêmio Inventores: a CCLPI, a Clarke Modet &amp; Co, a Cervejaria Ambev, a FM2S, a Agricef, Kasznar Leonardos Propriedade Intelectual e a Matera. Para saber mais sobre o Prêmio, acesse: <a href="http://www.inova.unicamp.br/premioinventores">www.inova.unicamp.br/premioinventores</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>CONFIRA OS VENCEDORES VINCULADOS AO BRAINN</strong></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong><u>Categoria Patente Concedida</u></strong></h3>
<ul>
<li><strong>Premiados:</strong> Nayene Leocádia Manzutti Eid (FCM) e <a href="http://www.brainn.org.br/li-li-min/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Li Li Min</strong></span></a> (FCM)</li>
<li><strong>Patente Concedida:</strong> Disposição construtiva introduzida em recipiente para procedimento radiográfico manual em câmara escura portátil</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong><u>Categoria Tecnologia Licenciada</u></strong></h3>
<ul>
<li><strong>Premiados:</strong> <a href="http://www.brainn.org.br/eleri-cardozo/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Eleri Cardozo</strong></span></a> (FEEC) e Paulo Gurgel Pinheiro (Hoobox Robotics)</li>
<li><strong>Tecnologia licenciada:</strong> Método de análise facial para controle de dispositivo</li>
<li><strong>Empresa licenciada</strong>: Hoobox Robotics</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://www.inova.unicamp.br/noticia/190-profissionais-e-2-unidades-recebem-o-premio-inventores-2018/" class="su-button su-button-style-flat" style="color:#ffffff;background-color:#FF9900;border-color:#cc7b00;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#ffb84d;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Leia a reportagem completa no site da Inova/Unicamp</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-recebem-premio-inventores-2018/">Pesquisadores do BRAINN recebem Prêmio Inventores 2018</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Cadeira de rodas é controlada por expressões faciais</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/cadeira-de-rodas-e-controlada-por-expressoes-faciais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2016 20:12:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agência FAPESP]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleri Cardozo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa liderada pelo cientista Eleri Cardozo, do BRAINN, é destaque na Agência FAPESP. Acompanhe aqui a reportagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa liderada pelo cientista Eleri Cardozo, do BRAINN, é destaque na Agência FAPESP. Acompanhe aqui a reportagem.</em><span id="more-8597"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Karina Toledo  |  <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://agencia.fapesp.br/cadeira_de_rodas_e_controlada_por_expressoes_faciais/23139/">Originalmente publicado na Agência FAPESP</a></span></b> – Uma cadeira de rodas que pode ser controlada por pequenos movimentos da face, da cabeça ou da íris foi desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC/Unicamp).</p>
<p>O equipamento ainda é considerado experimental e de alto custo. Porém, um projeto <b><a href="http://www.fapesp.br/pipe/chamada/resultado/chamada_de_propostas_para_o_programa_pipe__4_ciclo_de_analise_de_2015/6/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aprovado recentemente</a></b> pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, tem como objetivo adaptar a tecnologia para torná-la mais acessível e colocá-la no mercado brasileiro dentro de dois anos.</p>
<p>“Nosso objetivo é que o produto final custe no máximo o dobro de uma cadeira motorizada comum, dessas que são controladas por<i>joystick</i> e hoje custam em torno de R$ 7 mil”, disse o professor da FEEC/Unicamp <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.brainn.org.br/eleri-cardozo/">Eleri Cardozo</a></strong></span>, que apresentou resultados da pesquisa durante o <b><a href="http://brainncongress.wix.com/2016" target="_blank" rel="noopener noreferrer">3rd BRAINN Congress</a></b>, realizado em Campinas de 11 a 13 de abril de 2016.</p>
<p>Segundo Cardozo, a tecnologia poderá beneficiar pessoas com tetraplegia, vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), portadores de esclerose lateral amiotrófica ou outras condições de saúde que impedem o movimento preciso das mãos.</p>
<p>O trabalho, iniciado em 2011, contou inicialmente com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e hoje é desenvolvido no âmbito do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (<b><a href="http://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">BRAINN</a></b>), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (<b><a href="http://cepid.fapesp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CEPID</a></b>) apoiado pela FAPESP.</p>
<p><iframe loading="lazy" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/95OCYRZyYV4?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Nosso grupo estudava técnicas de interface cérebro-computador (<i>BCI, na sigla em inglês</i>, métodos de aquisição e processamento de sinais que permitem a comunicação entre o cérebro e um dispositivo externo) e achamos que seria interessante avaliar a tecnologia em uma situação real”, contou Cardozo.</p>
<p>O grupo então adquiriu uma cadeira motorizada convencional, retirou o <i>joystick</i> e a equipou com diversos dispositivos normalmente encontrados em robôs, como sensores capazes de medir a distância de paredes e de outros objetos ou detectar diferenças de profundidade no piso.</p>
<p>O protótipo também foi equipado com um notebook que envia os comandos diretamente para a cadeira e com uma câmera 3D com a tecnologia RealSense, da Intel, que permite interagir com o computador por meio de expressões faciais ou movimentos corporais.</p>
<p>“A câmera identifica mais de 70 pontos da face – em torno da boca, do nariz e dos olhos – e, a partir da movimentação desses pontos, é possível extrair comandos simples, como ir para frente, para trás, para a esquerda ou direita e, o mais importante, parar”, explicou Cardozo.</p>
<p>Também é possível interagir com o computador por meio de comandos de voz, mas essa tecnologia é considerada menos confiável que as expressões faciais por causa das diferenças de timbre e da possível interferência de ruído ambiente.</p>
<p>“Essas limitações podem ser contornadas com a definição de um número reduzido de comandos e com uma função de treinamento incorporada ao software que otimiza a identificação dos comandos para um usuário específico”, disse Cardozo.</p>
<p>Pensando em pacientes com quadros ainda mais graves – que impedem até mesmo a movimentação facial – o grupo também trabalha em uma tecnologia de BCI que permite extrair sinais diretamente do cérebro, por meio de eletrodos externos, e transformá-los em comandos. O equipamento, no entanto, ainda não está embarcado na cadeira robotizada.</p>
<p>“Fizemos demonstrações em que uma pessoa fica sentada na cadeira e outra sentada próximo a uma mesa usando o capacete com os eletrodos e controlando a cadeira. Antes de embarcar o equipamento de BCI na cadeira precisamos solucionar algumas limitações, como a alimentação de energia. Ainda é uma tecnologia muito cara, mas está saindo uma nova geração de baixo custo, na qual o capacete pode ser impresso em 3D”, disse Cardozo.</p>
<p>A cadeira também foi equipada como uma antena wifi que permite a um cuidador dirigir o equipamento remotamente, pela internet. “Essas interfaces exigem do usuário um nível de concentração que pode ser cansativo. Por isso, se houver necessidade, a qualquer momento outra pessoa pode assumir o comando da cadeira”, contou Cardozo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Startup</b></h3>
<p>Dentre as metodologias já testadas pela equipe da Unicamp, a interface baseada em captura e processamento de expressões faciais tem se mostrado a mais promissora no curto prazo e, portanto, será o foco do projeto desenvolvido no âmbito do programa PIPE sob a coordenação do pesquisador Paulo Gurgel Pinheiro. Para isso, o grupo criou a<i> startup</i> <b><a href="http://www.hoo-box.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">HOO.BOX Robotics</a></b>.</p>
<p>“A empresa é um <i>spin-off</i> do meu pós-doutorado, cujo objetivo era desenvolver interfaces para dirigir uma cadeira de rodas com o mínimo de esforço possível do usuário. Inicialmente testamos sensores capazes de captar contrações dos músculos da face, depois evoluímos para tecnologias de imagem capazes de captar expressões faciais sem a necessidade de sensores”, contou Pinheiro.</p>
<p>Em vez de criar uma cadeira robotizada, como é o caso do protótipo da Unicamp, o grupo pretende, para reduzir o custo, desenvolver um software e uma minigarra mecânica que poderiam ser implantados em qualquer cadeira motorizada com <i>joystick</i> já existente no mercado.</p>
<p>“Nossa ideia é que o usuário possa baixar o software que fará o processamento das expressões faciais em seu notebook. O computador ficará conectado a essa minigarra por meio de uma porta USB. Quando ele fizer as expressões-chave, como um beijo, um meio sorriso, franzir o nariz, inflar as bochechas ou levantar as sobrancelhas, o software manda o comando para a garra e essa movimenta o <i>joystick</i>. Dessa forma, não mexemos na estrutura da cadeira e ela não perde a garantia”, explicou Pinheiro.</p>
<p>O pesquisador estima que um protótipo do sistema, batizado de Wheelie, estará pronto até o início de 2017. Dois desafios deverão ser vencidos nesse período: melhorar a classificação das expressões faciais, de modo a evitar que a interpretação dos sinais fique prejudicada por diferenças na iluminação ambiente, e garantir que apenas as expressões faciais do usuário da cadeira sejam capturadas quando houver outras pessoas próximas.</p>
<p>“A tecnologia também poderá, no futuro, ajudar na recuperação de pessoas que sofreram AVC ou outro tipo de lesão cerebral, pois o paciente poderá observar o avanço na realização de movimentos e ficará mais motivado a seguir o tratamento”, disse Pinheiro.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/cadeira-de-rodas-e-controlada-por-expressoes-faciais/">Cadeira de rodas é controlada por expressões faciais</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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