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	<title>Simoni Avansini | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>Simoni Avansini | CEPID BRAINN</title>
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		<title>8th BRAINN CONGRESS: um resumo de três dias de intensas atividades científicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2022 18:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Congresso reuniu centenas de participantes em atividades virtuais com pesquisadores de renome internacional. Confira um resumo do que aconteceu e assista aos vídeos das palestras. 08 de julho de 2022  &#124; por Redação WebContent 2022 celebra a oitava edição do BRAINN CONGRESS, a segunda realizada inteiramente em formato virtual. Em um ambiente digital repleto de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Congresso reuniu centenas de participantes em atividades virtuais com pesquisadores de renome internacional. Confira um resumo do que aconteceu e assista aos vídeos das palestras</em>.</p>
<p><span id="more-13896"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">08 de julho de 2022  | por <a style="color: #808080;" href="https://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<p>2022 celebra a <strong>oitava edição</strong> do <a href="https://www.brainn.org.br/evento/8th-brainn-congress/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>BRAINN CONGRESS</strong></span></a>, a segunda realizada inteiramente em formato virtual. Em um ambiente digital repleto de interação, os participantes &#8211; estudantes e pesquisadores de todo o Brasil &#8211; expuseram trabalhos, assistiram a dezenas de horas de programação de alta qualidade e puderam participar de debates sobre alguns dos assuntos científicos mais relevantes da atualidade, em encontros com profissionais de renome internacional.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-13961" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual.jpg" alt="BRAINN - Reportagem BRAINN Congress - espaco virtual" width="900" height="475" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual-300x158.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual-768x405.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual-379x200.jpg 379w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual-82x43.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual-100x53.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/07/BRAINN-Reportagem-BRAINN-Congress-espaco-virtual-156x82.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 10pt; color: #808080;">Os participantes do evento puderam explorar um ambiente virtual especialmente criado para o Congresso.</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>AS PALESTRAS DO BRAINN CONGRESS </strong></h2>
<h2><span style="color: #808080;"><strong>DEBATES SOBRE TEMAS DE ALTA RELEVÂNCIA EM NEUROCIÊNCIAS</strong></span></h2>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DIA 01: EPILEPSIA, ÔMICA E FAKE NEWS</h3>
<p>O evento teve início no dia 04 de abril, com as palestras da dra. <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/"><strong>Simoni Avansini</strong></a>, do jovem pesquisador FAPESP <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-recebem-financiamento-da-chan-zuckerberg-initiative/"><strong>Diogo Troggian Veiga</strong></a> e o impactante encerramento do dr. <a href="https://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes-participa-do-workshop-o-cientista-do-seculo-xxi/"><strong>Luiz Carlos Dias</strong></a>, em uma conversa franca sobre <em>fake news</em>, moderada pelo Coordenador de Educação e Difusão de Conhecimento do CEPID BRAINN, dr. <a href="https://www.brainn.org.br/dr-li-li-min-participa-do-programa-band-mulher-tirando-duvidas-sobre-epilepsia/"><strong>Li Li Min</strong></a>.</p>
<p>A palestra da dra. Avansini retomou temas caros à pesquisadora, que trabalha há anos no estudo de <strong>malformações corticais</strong>. Avansini apresentou os resultados de um estudo conjunto entre a Unicamp e a Universidade de San Diego, na Califórnia, sobre <strong>displasia cortical focal</strong> &#8211; <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/"><span style="text-decoration: underline;">um tema já explorado em detalhes aqui no website do CEPID</span></a>. Esse tipo de displasia é a principal causa de <strong>epilepsia</strong> resistente a medicamentos em crianças, e possivelmente a segunda causa dessa resistência em adultos.</p>
<p>O jovem pesquisador FAPESP dr. Diogo Veiga, atualmente trabalhando na FCM Unicamp junto à pesquisadora do CEPID BRAINN dra. <a href="https://www.brainn.org.br/artigo-sobre-rnas-da-dra-iscia-lopes-cendes-e-top-5-em-citacoes/"><strong>Íscia Lopes-Cendes</strong></a>, explicou em palestra os trabalhos em ômica e <em>single-cell</em> relacionados ao cérebro humano e a doenças neurológicas conduzidos por seu grupo de pesquisas, além de apresentar um panorama atual destas áreas de estudos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] “Single-cell omics to study the human brain and neurological diseases”" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/aaPiMwgi9EQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080; font-size: 10pt;"><em>Palestra do dr. Diogo Troggian Veiga, Jovem Pesquisador FAPESP, no 1º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 04 de abril de 2022.</em></span></p>
<p>O primeiro dia de palestras terminou com um bate-papo com o dr. <strong>Luiz Carlos Dias</strong>, da Unicamp, sobre <em>fake news</em> e a enorme relevância que elas tiveram ao longo da <a href="https://www.brainn.org.br/tv-efeitos-da-covid-19-no-cerebro-pesquisa-e-destaque-no-jornal-nacional/"><strong>pandemia da COVID-19</strong></a>. Luiz participou ativamente de importantes debates públicos sobre conscientização científica nos últimos meses, sendo convidado a mesas redondas para interações com outros grandes divulgadores científicos e influenciadores digitais, e trouxe para a sessão especial que fechou a noite detalhes impressionantes sobre o impacto negativo que as notícias falsas têm na criação de uma sociedade coesa e cientificamente orientada.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] Sessão Especial: Fake News - dr. Luiz Carlos Dias, Unicamp (04.04.2022)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/DSbjvhOfOzA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; color: #808080;"><em>Palestra do dr. Luiz Carlos Dias, da Unicamp, sobre Fake News, na Sessão Especial do 1º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 04 de abril de 2022. Mediação: dr. Li Li Min, CEPID BRAINN / Unicamp.</em></span></p>
<p> Ao longo do primeiro dia, assim como ocorreu nos demais dias de evento, alunos apresentaram seus trabalhos em <strong>sessões orais e de pôsteres</strong>, tendo a oportunidade de apresentar, ao vivo e para todo o público do BRAINN CONGRESS, os principais resultados de suas pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DIA 02: IMAGEAMENTO CEREBRAL, DOPAMINA, TRATAMENTOS PARA NEURODEFICIÊNCIAS E NEUROEDUCAÇÃO</h3>
<p>O segundo dia do evento começou com a palestra do pesquisador do CEPID BRAINN e professor do Instituto de Física da Unicamp, dr. <a href="https://www.brainn.org.br/covid-19-rickson-mesquita-apresenta-na-tv-graficos-sobre-numero-de-casos-e-transmissao-da-doenca-na-regiao-de-campinas/"><strong>Rickson Mesquita</strong></a>. Rickson falou sobre uma solução para um dos grandes problemas da neuroimagem: conseguir bons dados de estudo em fisiologia sistêmica global, com foco no cérebro humano. A estratégia apresentada utiliza <a href="https://www.brainn.org.br/historias-de-sucesso-do-brainn-luz-para-enxergar-dentro-do-cerebro/"><strong>luz no espectro próximo ao infravermelho</strong></a>, com resultados surpreendentes.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] “Assessment of global systemic physiology with near-infrared light”" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/moHVhmPCqcs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="color: #808080; font-size: 10pt;">Palestra &#8220;Assessment of global systemic physiology with near-infrared light and its implications to neuroimaging&#8221; do dr. Rickson Mesquita, da Unicamp, no 2º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 05 de abril de 2022.</span></em></p>
<p>A palestra seguinte trouxe a dra. <strong>Adrienne Fairhall</strong>, professora do Departamento de Fisiologia e Biofísica da Universidade de Washington, em uma discussão sobre sinalização dependente do contexto na dopamina, uma das moléculas presentes no cérebro &#8220;mais populares&#8221; atualmente, conforme citou a pesquisadora, dados os inúmeros artigos e reportagens que vinculam a dopamina a efeitos importantes no cotidiano, como o &#8220;vício&#8221; em tecnologia.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] “Context-dependent signalling in dopamine”" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/QK5Ye0vNzH4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt; color: #808080;"><em>Palestra da dra. Adrienne Fairhall, da University of Washington, no 2º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 05 de abril de 2022.</em></span></p>
<p>O segundo dia de apresentações também marcou a presença de outra convidada internacional, a dra. <strong>Elizabeth Condliffe</strong>, da Universidade de Calgary, no Canadá, que trabalha em aprimoramentos de tratamentos para pessoas com paralisia cerebral e outras neurodeficiências crônicas. Seu foco de estudos é o aperfeiçoamento de intervenções clínicas, a fim de promover mudanças neuroplásticas e diminuir os efeitos negativos dessas deficiências ao longo da vida do paciente. A dra. Condliffe falou, ainda, sobre os benefícios do uso de tecnologias inovadoras &#8211; como robôs &#8211; na neuroreabilitação.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] “Neurorehabilitation Delivery and Assistive Devices”" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ISkmw0J7wOw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080; font-size: 10pt;"><em>Palestra &#8220;Neurorehabilitation Delivery and Assistive Devices: the potential roles of Robotic Gait Trainers&#8221;, da dra. Elizabeth Condliffe, da University of Calgary, no 2º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 05 de abril de 2022.</em></span></p>
<p>Finalizando o segundo dia do Congresso, o dr. Li Li Min conversou com a professora responsável pela unidade de saúde dos adolescentes no Departamento de Pediatria da Unicamp, a dra. <strong>Lilia d´Souza-Li</strong>, sobre Neuroeducação. A conversa, com ampla interação com o público, abordou a relevância dos conhecimentos mais atuais sobre formação e plasticidade cerebral na saúde e no cotidiano de adolescentes e jovens adultos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DIA 03: COVID E REABILITAÇÃO MOTORA</h3>
<p>A quarta-feira, dia 06 de abril, marcou a despedida do Congresso deste ano. O dia foi iniciado com a aguardada palestra da dra. <a href="https://www.brainn.org.br/evento/live-alteracoes-neurologicas-persistentes-em-pacientes-com-forma-leve-de-covid-19-clarissa-yasuda/"><strong>Clarissa Yasuda</strong></a>, pesquisadora do CEPID BRAINN, sobre os impactos no cérebro do vírus <strong>SARS-CoV-2</strong>, abordando as diversas consequências da infecção pelo novo coronavírus. Yasuda atuou desde o início da pandemia na <a href="https://www.brainn.org.br/covid-19-grupo-de-pesquisa-em-neurologia-cognitiva-doa-r10-mil-para-compra-de-epis/"><strong>linha de frente contra a COVID-19</strong></a> e conhece de perto os efeitos nefastos do vírus na saúde humana, assim como os efeitos de longo prazo da doença.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] “Brain dysfunction after SARS-CoV-2 infection”" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/JDHJEewm0DM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080; font-size: 10pt;"><em>Palestra da dra. Clarissa Yasuda, da Unicamp, no 3º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 06 de abril de 2022.</em></span></p>
<p>Fechando o evento, falou o dr. <a href="https://www.brainn.org.br/realidade-virtual-no-tratamento-do-avc-alexandre-brandao-no-campuscast/"><strong>Alexandre Brandão</strong></a>, pesquisador associado do CEPID, com larga experiência em cinesiologia e interação humano-computador na reabilitação motora. Seu trabalho já resultou em diversas inovações em áreas como realidade virtual e reconhecimento gestual. Na palestra, Brandão apresentou os resultados da <em>BRAINN_VR Initiative</em>, utilizando técnicas e tecnologias modernas na reabilitação neurofuncional.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="[8th BRAINN CONGRESS] “BRAINN_VR: an approach for virtual rehabilitation &amp; neurofunctional recovery”" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/ym9HIQTCMsQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #808080;"><em><span style="font-size: 10pt;">Palestra &#8220;BRAINN_VR Initiative: an approach for virtual rehabilitation and neurofunctional recovery&#8221;, do dr. Alexandre Brandão, da Unicamp, no 3º dia do 8th BRAINN CONGRESS, em 06 de abril de 2022.</span></em></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>PREMIAÇÕES</strong></h2>
<p>Como já é tradição nos Congressos BRAINN, prêmios foram oferecidos aos melhores trabalhos inscritos pelos alunos neste ano. No total, mais de 70 trabalhos foram aceitos e apresentados durante o evento. Confira a seguir a lista dos vencedores do &#8220;<em>Best Paper Awards</em>&#8220;:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>GRADUAÇÃO</h3>
<h4>Sessão Oral</h4>
<ul>
<li>&#8220;Gray matter atrophy associated with anxiety and depression after mild COVID-19 infection&#8221; &#8211; Beatriz A Costa</li>
<li>&#8220;Effects of pharmacoresponse on in-vivo neuronal damage in MTLE patients: a longitudinal study&#8221; &#8211; Eloisa B Granussio</li>
<li>&#8220;Fully Automated Tool for Consciousness Classification Using EEG&#8221; &#8211; Giovana Gouvea</li>
<li>&#8220;Histopathological evaluation of white matter glia and correlation with MRI findings from epilepsy patients surgically treated in a Brazilian institution&#8221; &#8211; Ingrid C. S. Cardoso</li>
<li>&#8220;Development of Virtual Reality scenarios attached to a motor imagery based BCI for rehabilitation of lower and upper limbs&#8221; &#8211; João A. S. Meireles</li>
<li>&#8220;Motor skills dysfunction and fatigue persist after mild infection by SARS-COV 2&#8221; &#8211; Maria J Mendes</li>
</ul>
<h4>Sessão Pôster</h4>
<ul>
<li>&#8220;Searching for biomarkers of drug resistance in mesial temporal lobe epilepsy using ¹H-NMR spectroscopy&#8221; &#8211; Alexandre Godoi</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>MESTRADO</h3>
<h4>Sessão Oral</h4>
<ul>
<li>&#8220;A pipeline for automated quality assessment of MRSI spectra based on Fuzzy ART neural network and k-means&#8221; &#8211; Gabriel SM Dias</li>
<li>&#8220;Cannabidiol induces changes in genes associated with energy metabolism, protein translation, neuroplasticity, and chromatin changes in mice ventral CA1 neurons&#8221; &#8211; João Paulo D Machado</li>
<li>&#8220;Clinical predictors of positive genetic investigation in Developmental and Epileptic Encephalopathies&#8221; &#8211; Maria Luiza Benevides</li>
</ul>
<h4>Sessão Pôster</h4>
<p>&#8220;Volumetric Segmentation of the Corpus Callosum: comparing 2D and 3D nnU-Net models trained on diffusion MRI&#8221; &#8211; Joany Rodrigues</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DOUTORADO</h3>
<h4>Sessão Oral</h4>
<ul>
<li>&#8220;Characterization of the gut microbiome in patients with different forms of epilepsy and autoimmune encephalitis&#8221; &#8211; Diana M Mejía</li>
<li>&#8220;The role of genomic footprint in the mechanisms underlying mesial temporal lobe epilepsy: a single-cell approach&#8221; &#8211; Jaqueline Geraldis</li>
<li>&#8220;Static vs. dynamic functional connectivity for EEG-based motor imagery BCIs&#8221; &#8211; Paula G Rodrigues</li>
<li>&#8220;Fatigue, somnolence and depression persist after six months in recovered individual after the acute COVID-19&#8221; &#8211; Rafael Batista João</li>
</ul>
<h4>Sessão Pôster</h4>
<ul>
<li>&#8220;Individual characterization of epilepsy patients using functional connectivity&#8221; &#8211; Bruna M Carlos</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>PÓS-GRADUAÇÃO</h3>
<h4>Sessão Oral</h4>
<ul>
<li>&#8220;Circulating nucleic acids as a potential non-invasive biomarker for predicting pharmacoresistant in patients with mesial temporal lobe epilepsy&#8221; &#8211; Danielle C.F. Bruno</li>
<li>&#8220;The transcriptome of mesial temporal lobe epilepsy with hippocampal sclerosis&#8221; &#8211; Estela M Bruxel</li>
</ul>
<h4>Sessão Pôster</h4>
<ul>
<li>&#8220;Multiomics analysis in the plasma of patients in chronic phase of ischemic stroke: insights into molecular mechanisms leading to recovery&#8221; &#8211; Amanda Donatti</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>AGENDA</strong></h2>
<p>O oitavo <strong>Congresso do CEPID BRAINN</strong> foi organizado pelo CEPID com apoio da FAPESP e da Universidade Estadual de Campinas, e patrocínio da <a href="http://www.brainsupport.com.br"><strong><em>Brain Support Corporation</em></strong></a>, e ocorreu entre os dias 04 e 06 de abril de 2022.</p>
<p>Mais informações sobre o evento &#8211; tanto sobre as edições passadas quanto sobre o nono Congresso &#8211; podem ser encontradas no website oficial: <a href="https://www.brainncongress.com"><strong>www.brainncongress.com</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/8th-brainn-congress-um-resumo-de-tres-dias-de-intensas-atividades-cientificas/">8th BRAINN CONGRESS: um resumo de três dias de intensas atividades científicas</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Grupo cria modelo que mimetiza malformação associada à epilepsia grave e abre caminho para novas terapias</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 13:19:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[organoides]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria da Agência FAPESP detalha pesquisa que utiliza organoides no estudo da displasia cortical focal. Confira entrevista com pesquisadoras do CEPID BRAINN. 17 de março de 2022  &#124; publicado originalmente em Agência FAPESP Luciana Constantino &#124; Agência FAPESP – A displasia cortical focal é uma malformação cerebral responsável por um dos tipos mais graves de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria da Agência FAPESP detalha pesquisa que utiliza organoides no estudo da displasia cortical focal. Confira entrevista com pesquisadoras do CEPID BRAINN.</em><br />
<span id="more-13559"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">17 de março de 2022  | publicado originalmente em <span style="text-decoration: underline;"><a style="color: #808080; text-decoration: underline;" href="https://agencia.fapesp.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/">Agência FAPESP</a></span></span></p>
<p><b>Luciana Constantino | Agência FAPESP </b> – A <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/"><strong>displasia cortical focal</strong></a> é uma malformação cerebral responsável por um dos tipos mais graves de <a href="https://www.brainn.org.br/purple-day-dia-do-roxo-em-prol-da-epilepsia/"><strong>epilepsia</strong></a>. O tratamento para esses casos ainda é difícil, seja pela falta de drogas eficazes ou por dificuldade de acesso a cirurgia. Agora, um novo modelo humano criado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a partir de células de pacientes abre oportunidades para testar terapias e medicamentos mais específicos.</p>
<p>Em parceria com um grupo da Universidade da Califórnia, em San Diego, os cientistas criaram os primeiros modelos de <a href="https://www.brainn.org.br/epilepsia-in-vitro-minicerebros-criados-em-laboratorio-simulam-ma-formacao-do-cortex-cerebral/"><strong>organoides </strong></a>(cultura celular 3D que contém tipos de células específicas do órgão que se deseja estudar) corticais que mimetizam a displasia cortical focal, caracterizada por uma malformação do córtex. Identificaram mecanismos que podem estar envolvidos no surgimento da anomalia ainda durante a formação do cérebro. Também conseguiram obter registros elétricos que se aproximam da descarga neuronal associada a crises epilépticas em humanos.</p>
<p>Os resultados foram publicados na revista <i>Brain</i>, da Oxford Academic, uma das mais relevantes em neurologia clínica e neurociências. Podem contribuir com trabalhos futuros voltados a testar drogas contra a epilepsia grave, aquela que acomete indivíduos que, mesmo depois de dois anos de uso da medicação adequada e ou de cirurgia, continuam a ter crises frequentes.</p>
<p>Os organoides (órgão desenvolvido <i>in vitro</i> que simula a morfologia e o funcionamento de parte do cérebro) foram cultivados a partir de células da pele de quatro pacientes com epilepsia grave tratados no Hospital de Clínicas da Unicamp. Essas células foram reprogramadas para se tornar células-tronco pluripotentes, diferenciando-se, em seguida, em células neurais.</p>
<p>Ao fazer análises morfológicas, moleculares e funcionais dos organoides, o grupo identificou características desta malformação cortical, entre elas alteração na proliferação celular, hiperexcitabilidade da rede neuronal, presença de neurônios dismórficos e de células “balão”, chamadas assim por causa de seu formato (parecem híbridas, tendo o núcleo como se fosse o de um neurônio e o citoplasma como o de um astrócito).</p>
<blockquote><p>“Encontramos alteração molecular compatível com o que se espera em vias celulares relacionadas com desenvolvimento e maturação de neurônios. Também demonstramos que é possível gerar organoide cortical com atividade elétrica que se aproxima do que se entende como descarga neuronal associada à epilepsia. Portanto, obtivemos um modelo próximo do que vemos em pacientes, que poderá, futuramente, ser usado para fazer triagem de medicações já existentes”, resume <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/241/iscia-teresinha-lopes-cendes/" target="_blank" rel="noopener">Iscia Lopes-Cendes</a></strong>, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e coautora do artigo.</p></blockquote>
<p>A pesquisa foi realizada durante o <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/174185/modelagem-da-displasia-cortical-focal-utilizando-organoides-corticais-busca-por-novas-terapias-para/" target="_blank" rel="noopener">pós-doutorado</a></strong> de <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/694837/simoni-helena-avansini/" target="_blank" rel="noopener">Simoni Avansini</a></strong>, no âmbito do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58565/instituto-brasileiro-de-neurociencia-e-neurotecnologia-brainn/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia</a></strong> (<strong><a href="https://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">BRAINN</a></strong>) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. O trabalho também recebeu financiamento por meio de outros três projetos (<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/100539/modeling-focal-cortical-dysplasia-using-cortical-organoids-looking-for-new-epilepsy-therapies/" target="_blank" rel="noopener">17/50404-1</a></strong>, <strong><a href="https://bv.fapesp.br/en/auxilios/105358/modeling-mosaicism-in-focal-cortical-dysplasia-using-cortical-organoids/" target="_blank" rel="noopener">19/09090-9</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/177028/modelagem-da-displasia-cortical-focal-utilizando-organoides-corticais-busca-por-novas-terapias-para/" target="_blank" rel="noopener">18/02967-0</a></strong>).</p>
<p>Até então havia uma limitação para estudos desse tipo de epilepsia em modelos animais, incluindo roedores, porque o córtex cerebral é bem diferente do córtex humano e não apresenta esse tipo de malformação. “Na área da epilepsia, esse é um estudo muito importante. Ao longo de anos foram várias tentativas, com erros e acertos. O resultado coroa a busca da Simoni, que manteve algo importante em um pesquisador: a perseverança”, afirma Lopes-Cendes, que é pesquisadora principal no BRAINN.</p>
<p>Doença neurológica sem cura, a epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que no Brasil sejam 2 milhões de registros.</p>
<p>Os pacientes com casos graves chegam a ter entre 40 e 50 convulsões por dia, com perda de sentido e queda. O tratamento é feito com uma combinação de medicamentos, que nem sempre funciona. A maior parte das drogas diminui a atividade dos neurônios de forma generalizada, controlando as crises, mas provocando muitos efeitos colaterais, como sonolência e alteração de memória. Outra alternativa é a cirurgia, em que é retirada a parte do cérebro afetada pela malformação.</p>
<p>As crises não controladas, além de ter impacto na rotina do paciente, são um grave risco de morte súbita e prematura (chegando a ser até três vezes maior do que entre a população geral). Além disso, aproximadamente metade das pessoas adultas com epilepsia tem outros tipos de transtornos, como depressão e ansiedade (<i>leia mais em: <strong><a href="https://www.who.int/publications/i/item/epilepsy-a-public-health-imperative" target="_blank" rel="noopener">www.who.int/publications/i/item/epilepsy-a-public-health-imperative</a></strong></i>).</p>
<blockquote><p>“Conseguimos mimetizar o desenvolvimento do neocórtex e algumas características básicas da displasia cortical focal. A vantagem é que obtivemos um modelo humano, mantendo o <i>background</i> genético do paciente. Com o organoide é possível estudar cada estágio da malformação, que começa no desenvolvimento do córtex, com repercussão na proliferação e diferenciação das células”, diz Avansini à <b>Agência FAPESP</b>.</p></blockquote>
<p>Na literatura ainda não está claro como o desenvolvimento cortical anormal pode contribuir para a geração de crises epilépticas no tecido cortical displásico. Em 2018, outro artigo publicado pelo grupo, resultado do doutorado de Avansini, havia sugerido que a desregulação na expressão de um gene chamado <i>NEUROG2</i>, importante para o processo de diferenciação dos neurônios e das células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e micróglias), teria um papel-chave no desenvolvimento da doença (<i>leia mais em: <strong><a href="https://agencia.fapesp.br/27733/" target="_blank" rel="noopener">agencia.fapesp.br/27733/</a></strong></i>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Amostra</b></h2>
<p>Os pesquisadores usaram células da pele de quatro pacientes que não responderam ao tratamento com medicação nem à cirurgia. Um deles chegou a passar por três procedimentos cirúrgicos que resultaram na redução da quantidade de crises, mas ainda sem alcançar o resultado esperado. Os outros três indivíduos fizeram duas cirurgias, entre eles uma criança que começou com convulsões aos 14 meses de idade e teve a parte da fala afetada.</p>
<p>“Nossos dados apontam para uma ruptura molecular na junção das células neuroepiteliais que afetaria alguns neurônios que formam a placa cortical, levando a alterações na rede neural. Essas, por sua vez, tornariam esses pacientes suscetíveis à epilepsia”, afirma o professor <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/40190/alysson-renato-muotri/" target="_blank" rel="noopener">Alysson Muotri</a></strong>, da Universidade da Califórnia e um dos autores correspondentes do artigo, em <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TWXS0UBp1rs&amp;t=257s" target="_blank" rel="noopener">vídeo</a></strong> de divulgação do trabalho.</p>
<p>Para capturar os registros elétricos, os cientistas usaram duas técnicas, sendo uma delas inovadora na área: colocaram o organoide em placa com eletrodos e introduziram o eletrodo dentro do organoide. Esses eletrodos foram desenvolvidos especificamente para a pesquisa.</p>
<p>O grupo também conseguiu trabalhar com organoides de três e cinco meses, o que é difícil de obter porque eles tendem a morrer em pouco tempo por não terem sistema vascular.</p>
<p>“Somos movidos por desafios. Tive um familiar com epilepsia que faleceu em decorrência de uma das crises. Quando vivenciamos isso, sabemos exatamente o que vai no coração das famílias. Isso é o que me move. Conseguimos avançar em muitas coisas, mas ainda é preciso fazer mais, a busca continua&#8221;, afirma Avansini.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, o próximo passo é buscar entender mais a formação da epilepsia e colocar foco na região proliferativa para entender como as células e o circuito se formam. E, se houver alteração nessa etapa, como é possível interferir no sistema para levar a novos tratamentos.</p>
<p>Agora, Avansini é pesquisadora no Laboratório de Bioimagem, dentro do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), instituição de pesquisa especialmente focada para o uso da luz síncrotron. O LNBio integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) com outros três laboratórios: o Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/Sirius), o Nacional de Biorrenováveis (LNBr) e o Nacional de Nanotecnologia (LNNano).</p>
<p>“Nosso CEPID cumpriu a tarefa de produzir boa ciência e formar pesquisadores independentes que continuarão fazendo boa ciência”, completa Lopes-Cendes.</p>
<p>O artigo <i>Junctional instability in neuroepithelium and network hyperexcitability in a focal cortical dysplasia human model</i> está disponível em: <strong><a href="https://academic.oup.com/brain/advance-article-abstract/doi/10.1093/brain/awab479/6484506?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noopener">https://academic.oup.com/brain/advance-article-abstract/doi/10.1093/brain/awab479/6484506?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://agencia.fapesp.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/38134/" target="_blank" rel="noopener">original aqui</a></span>.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/">Grupo cria modelo que mimetiza malformação associada à epilepsia grave e abre caminho para novas terapias</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Epilepsia in vitro: minicérebros criados em laboratório simulam má-formação do córtex cerebral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 19:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Brain]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[organoides]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Pesquisa FAPESP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confira reportagem da Revista &#8220;Pesquisa FAPESP&#8221; sobre o trabalho inovador realizado por pesquisadores do CEPID BRAINN. 18 de fevereiro de 2022  &#124; por Meghie Rodrigues, na Revista Pesquisa FAPESP Um grupo de pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e da Califórnia em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos, desenvolveu uma técnica nova de cultivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Confira reportagem da Revista &#8220;Pesquisa FAPESP&#8221; sobre o trabalho inovador realizado por pesquisadores do CEPID BRAINN.</em></p>
<p><span id="more-13482"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">18 de fevereiro de 2022  | por <a style="color: #808080;" href="https://revistapesquisa.fapesp.br/epilepsia-in-vitro/"><span style="text-decoration: underline;">Meghie Rodrigues, na Revista Pesquisa FAPESP</span></a></span></p>
<p>Um grupo de pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e da Califórnia em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos, desenvolveu uma técnica nova de cultivo em laboratório de organoides que mimetizam o córtex cerebral. Chamados de minicérebros, eles permitem simular e observar o surgimento de epilepsias de difícil tratamento comumente causadas por um tipo específico de lesão, a displasia cortical focal. Essa alteração tem como um de seus efeitos a geração de neurônios dismórficos, maiores e com mais conexões do que o normal, que disparam sinais elétricos de forma desordenada e levam a crises convulsivas frequentes. Cerca de 30% das pessoas com epilepsia apresentam diferentes formas da doença que não respondem a tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos.</p>
<p>Para estudar a epilepsia decorrente da displasia cortical focal, a equipe de cientistas desenvolveu minicérebros maduros nos quais foi possível acompanhar o desenvolvimento do córtex cerebral e a formação de diferentes células neurais, como as da glia, que dão suporte e proteção aos neurônios, e o aparecimento dos neurônios dismórficos. Os organoides foram “envelhecidos” por um período de 90 a 150 dias antes de serem empregados nos experimentos, um dos grandes diferenciais do método. Nas simulações, os pesquisadores puderam observar a formação da atividade elétrica em um processo que emula o padrão observado no cérebro de um feto durante seu primeiro trimestre de desenvolvimento. Os resultados do estudo foram publicados em dezembro na revista científica <em>Brain</em>.</p>
<p>A displasia cortical focal é uma má-formação cerebral que ocorre durante a gestação.  Cada indivíduo apresenta os sintomas de epilepsia em momentos diferentes da vida, não necessariamente na infância. Recém-nascidos ainda não têm um nível de desenvolvimento cerebral o suficiente para ter crises de epilepsia. “Mas é muito provável que essa pessoa com displasia vai manifestar a doença em algum momento da vida”, diz a médica geneticista Iscia Lopes-Cendes, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, coordenadora da equipe que produziu os minicérebros ao lado do neurocientista brasileiro Alysson Muotri, da UCSD. Os trabalhos de Lopes-Cendes fazem parte das atividades do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (<a href="https://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">BRAINN</a>), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP.</p>
<p>“Uma pessoa com epilepsia grave causada por displasia cortical focal tem entre 40 e 50 crises epilépticas por dia. Isso impossibilita crianças de irem à escola e adultos de terem uma vida normal”, comenta a neurocientista Simoni Avansini, autora principal do artigo, que fez pós-doutorado na Unicamp e na UCSD sobre o cultivo de organóides cerebrais e hoje trabalha no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).</p>
<div style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" src="https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200.jpg" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" srcset="https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200.jpg 1200w, https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200-250x131.jpg 250w, https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200-700x368.jpg 700w, https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200-120x63.jpg 120w" alt="" width="1200" height="630" /><p class="wp-caption-text"><em>Os chamados minicérebros são organoides que reúnem diferentes tipos de células cerebrais (vistos por microscopia eletrônica). Simoni Avansini / CNPEM.</em></p></div>
<p>Um córtex cerebral saudável é organizado em seis camadas. As células de cada segmento trabalham de forma ordenada e conectada. No cérebro com displasia, as camadas do córtex não são bem diferenciadas. Existem algumas células anormais, neurônios dismórficos e células em formatos de balão. Os neurônios dismórficos provavelmente são os principais responsáveis por gerar crises de epilepsia, ou seja, por produzir descargas elétricas anormais que provocam as crises.</p>
<p>Apesar do nome, os chamados minicérebros não se parecem com pequenos encéfalos. São um conjunto de diferentes células cerebrais que formam estruturas do tamanho da cabeça de um alfinete capazes, em tese, de se “comportar” em linhas gerais como os tecidos do órgão. Várias doenças e condições clínicas, como a esquizofrenia, têm sido simuladas por meio da criação de diferentes organoides desse tipo. Minicérebros para o estudo da ação do vírus zika no sistema nervoso, por exemplo, não precisam ser tão “envelhecidos”. Após uma semana de cultivo em laboratório já podem ser utilizados.</p>
<p>Para criar os minicérebros, a equipe reprogramou células-tronco adultas retiradas da pele de quatro pacientes com epilepsia causada por displasia cortical focal, que foram internados para cirurgia no Hospital de Clínicas da Unicamp. Inicialmente, elas foram transformadas em células-tronco de pluripotência induzida (iPSC), que têm a capacidade de se desenvolver e se transformar em diversos tipos de células. “Em seguida, diferenciamos as iPSCs em células neurais, que foram cultivadas sob agitação para obter os minicérebros”, explica Lopes-Cendes. Para ter um grupo controle, o mesmo processo foi repetido com células de pessoas saudáveis do mesmo sexo e idade próxima dos pacientes com displasia. O objetivo final da comparação era ter um modelo humano para entender a fisiopatologia da displasia cortical focal.</p>
<p>Para o neurocientista José Eduardo Peixoto-Santos, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), o trabalho é inovador e abre muitas possibilidades nas pesquisas sobre displasia cortical e epilepsia. O fato de os pesquisadores da Unicamp e da UCSD não terem utilizado microeletrodos para estimular a corrente elétrica nos minicérebros mostra o alto grau de sofisticação do estudo. “A equipe aplicou uma luz para obter os estímulos elétricos nos minicérebros. Assim, a corrente elétrica é muito mais parecida com o que realmente ocorre no cérebro humano”, comenta Peixoto-Santos, que não participou do estudo. “Pouca gente trabalha com essa técnica, que é bem difícil de ser dominada.”<br />
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas no mundo sofrem hoje de epilepsia. Mais de 80% delas vive em países de renda baixa ou média, muitas sem o tratamento necessário. Entender melhor como os neurônios dismórficos se formam em um cérebro com displasia cortical focal – e o caminho que a atividade elétrica percorre em um episódio de crise epiléptica – pode fazer avançar o conhecimento das causas da doença e talvez levar a tratamentos mais específicos<strong>.</strong></p>
<p class="bibliografia separador-bibliografia"><strong>Projeto</strong><br />
Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia – Brainn (<a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58565/instituto-brasileiro-de-neurociencia-e-neurotecnologia-brainn/?q=13/07559-3" target="_blank" rel="noopener">nº 13/07559-3</a>); <strong>Modalidade</strong> Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid); <strong>Pesquisador responsável</strong> Fernando Cendes (Unicamp); <strong>Investimento</strong> R$ 28.676.399,62</p>
<p class="bibliografia"><strong>Artigo científico</strong><br />
AVANSINI. S. H. e<em>t al</em>. <a href="https://academic.oup.com/brain/advance-article-abstract/doi/10.1093/brain/awab479/6484506" target="_blank" rel="noopener">Junctional instability in neuroepithelium and network hyperexcitability in a focal cortical dysplasia human model</a>. <strong>Brain</strong>. 27 dez. 2021.</p>
<div class="wp-caption"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/">Pesquisa FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/"> licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/epilepsia-in-vitro/" target="_blank" rel="noopener">original aqui</a>.</p>
<p><script>var img = new Image(); img.src='https://revistapesquisa.fapesp.br/republicacao_frame?id=425026&referer=' + window.location.href;</script></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/epilepsia-in-vitro-minicerebros-criados-em-laboratorio-simulam-ma-formacao-do-cortex-cerebral/">Epilepsia in vitro: minicérebros criados em laboratório simulam má-formação do córtex cerebral</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Estudo utilizando modelo humano de displasia cortical focal é publicado na revista ‘Brain’</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2022 17:52:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalho realizado pela pesquisadora Simoni Avansini, do CEPID BRAINN, e colegas é publicado em um dos mais importantes periódicos sobre neurociências em todo o mundo. 25 de janeiro de 2022  &#124; Redação WebContent Pesquisadores do CEPID BRAINN e colegas, em um trabalho realizado pela dra. Simoni Avansini (uma das speakers do 8th BRAINN Congress) e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Trabalho realizado pela pesquisadora Simoni Avansini, do CEPID BRAINN, e colegas é publicado em um dos mais importantes periódicos sobre neurociências em todo o mundo.</em></p>
<p><span id="more-13364"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">25 de janeiro de 2022  | <a style="color: #808080;" href="https://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<div id="attachment_13371" style="width: 411px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-13371" loading="lazy" class=" wp-image-13371" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF.jpg" alt="CEPID BRAINN - Organoides corticais obtidos de células tronco pluripotente de pacientes com DCF" width="401" height="316" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF.jpg 507w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF-300x237.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF-254x200.jpg 254w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF-82x65.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF-100x79.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Organoides-corticais-obtidos-de-celulas-tronco-pluripotente-de-pacientes-com-DCF-156x123.jpg 156w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" /><p id="caption-attachment-13371" class="wp-caption-text"><strong>Figura 1</strong>. Organoides corticais obtidos de células tronco pluripotente de pacientes com DCF</p></div>
<p>Pesquisadores do <strong>CEPID BRAINN</strong> e colegas, em um trabalho realizado pela dra. <strong>Simoni Avansini</strong> (uma das <em>speakers</em> do <a href="http://brainncongress.com/8th-brainn-congress-2022/"><strong><em><span style="text-decoration: underline;">8th BRAINN Congress</span></em></strong></a>) e em colaboração com a Universidade da California, San Diego (UCSD), publicaram um novo estudo no periódico <strong>Brain</strong> em que descrevem a criação de um modelo humano, baseado em <strong>organoides</strong>, para a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/jornal-da-unicamp-pesquisa-do-brainn-sobre-displasia-cortical-focal-e-destaque/"><strong>displasia cortical focal</strong></a></span>, uma das formas mais comuns de malformação do córtex cerebral e responsável por um dos tipos de epilepsia de mais difícil tratamento.</p>
<p>O <em>paper</em>, intitulado &#8220;<em>Junctional instability in neuroepithelium and network hyperexcitability in a focal cortical dysplasia human model</em>&#8220;, está na edição de dezembro de 2021 do <strong>Brain</strong>, publicação científica da <em>Oxford Academic Press</em> com fator de impacto <strong>13.5</strong> (2020), o que o torna um dos 10 periódicos mais relevantes em neurologia clínica e em neurociências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>ESTUDANDO AS CAUSAS DA EPILEPSIA</strong></h2>
<div id="attachment_11423" style="width: 142px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-11423" loading="lazy" class="wp-image-11423 size-full" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/BRAINN-simoni-avansini.jpg" alt="" width="132" height="163" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/BRAINN-simoni-avansini.jpg 132w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/BRAINN-simoni-avansini-66x82.jpg 66w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/BRAINN-simoni-avansini-81x100.jpg 81w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/06/BRAINN-simoni-avansini-126x156.jpg 126w" sizes="(max-width: 132px) 100vw, 132px" /><p id="caption-attachment-11423" class="wp-caption-text">A pesquisadora Simoni Avansini</p></div>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde, a epilepsia afeta mais de <strong>50 milhões de pessoas</strong> em todo o mundo, sendo uma das doenças neurológicas de maior incidência. Ainda segundo a entidade, estima-se que 70% dessas pessoas poderiam viver sem as crises convulsivas &#8211; principal característica da doença &#8211; caso fossem devidamente diagnosticadas e tratadas.</p>
<p>Atualmente, existem <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/purple-day-dia-do-roxo-em-prol-da-epilepsia/">diversas opções de tratamentos</a></span> por via medicamentosa ou por <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/unicamp-hospital-de-clinicas-realiza-a-100a-cirurgia-de-epilepsia-em-criancas/">intervenção cirúrgica</a></span> que, comprovadamente, reduzem o número de convulsões e permitem ao paciente levar uma vida de maior estabilidade e qualidade. Ainda assim, algumas formas de epilepsia são bastante evasivas mesmo aos tratamentos mais modernos.</p>
<blockquote><p><em>A displasia cortical focal é a primeira causa de epilepsia de difícil controle em crianças e a segunda causa em adultos.</em></p></blockquote>
<p>Uma dessas formas é a causada pela <strong>displasia cortical focal</strong> (DCF). O termo se refere a uma das malformações mais comuns do córtex cerebral, caracterizada por alterações na microarquitetura cortical e que pode ser acompanhada pelo aparecimento de células anormais (como &#8220;neurônios gigantes&#8221; e &#8220;células em balão&#8221;). A DCF pode causar quadros graves de epilepsia em crianças, e é refratária até mesmo aos melhores tratamentos disponíveis hoje, incluindo cirurgia. Como envolve alterações em microestruturas e na composição celular do cérebro, a DCF é uma condição complexa de se estudar. Mas o inovador modelo humano, descrito no artigo recém-publicado, pode definir uma nova era na compreensão dessa doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>DETALHES DO ESTUDO</strong></h2>
<div id="attachment_13374" style="width: 350px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-13374" loading="lazy" class=" wp-image-13374" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica.jpg" alt="CEPID BRAINN - Registro da atividade elétrica no organoide cortical" width="340" height="422" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica.jpg 325w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica-242x300.jpg 242w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica-161x200.jpg 161w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica-66x82.jpg 66w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica-81x100.jpg 81w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Registro-da-atividade-eletrica-no-organoide-cortica-126x156.jpg 126w" sizes="(max-width: 340px) 100vw, 340px" /><p id="caption-attachment-13374" class="wp-caption-text"><strong>Figura 2</strong>. Registro da atividade elétrica no organoide cortical usando técnica inovadora desenvolvida pelo grupo de pesquisadores</p></div>
<p>No artigo, os pesquisadores descrevem o desenvolvimento de um modelo humano da DCF utilizando organoides, construídos a partir de material biológico de pacientes. Células dos pacientes são colhidas e reprogramadas para se tornarem células tronco pluripotentes, diferenciando-se, em seguida, em células neurais. Estas células são organizadas em estruturas tridimensionais chamadas de &#8216;organoides&#8217;, que &#8216;simulam&#8217; a morfologia e o funcionamento de parte do cérebro, em uma escala “miniatura” (ver <strong>Figura 1</strong> acima). Tudo para que os cientistas possam analisar, da maneira mais realista e direta possível, as diferentes etapas do desenvolvimento do córtex cerebral e a formação da atividade elétrica (<strong>Figura 2</strong>), sem precisar utilizar métodos invasivos e mantendo o <em>background</em> genético do paciente.</p>
<p>Por meio da análise morfológica e funcional desses organoides, os pesquisadores foram capazes de identificar características da DCF, como a alteração na proliferação celular, presença de neurônios dismórficos, de células balão e hiperexcitabilidade da rede neuronal. Além disso, descrevem no artigo outros detalhes estruturais e genéticos que podem ajudar na compreensão de como e por que a DCF ocorre, além de abrir caminhos para pesquisas sobre novos tratamentos para a condição.</p>
<p>&#8220;Nossos dados apontam para uma ruptura molecular na junção das células neuroepiteliais que afetaria alguns neurônios que formam a placa cortical (<strong>Figura 3</strong>), levando a alterações na rede neural que, por sua vez, tornariam esses pacientes suscetíveis à epilepsia&#8221;, explica o professor Alysson Muotri, da UCSD, em vídeo de divulgação sobre o trabalho (link abaixo).</p>
<div id="attachment_13380" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-13380" loading="lazy" class="size-full wp-image-13380" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2.jpg" alt="CEPID BRAINN - Imunomarcacao de tubulina e N-caderina na regiao proliferativa dos organoides corticais 2" width="800" height="400" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2.jpg 800w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2-300x150.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2-768x384.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2-400x200.jpg 400w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2-82x41.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2-100x50.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2022/01/CEPID-BRAINN-Imunomarcacao-de-tubulina-e-N-caderina-na-regiao-proliferativa-dos-organoides-corticais-2-156x78.jpg 156w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-13380" class="wp-caption-text"><strong>Figura 3</strong>. Imunomarcação da proteina tubulina (verde) e de proteina de aderência celular N-caderina (vermelho) na região proliferativa dos organoides corticais, chamada de roseta neural. (A) Organoide de um indivíduo controle. (B) Organoide de um paciente com DCF, evidenciando a presença de roseta neurais muito grandes e acúmulo desta proteína no lúmen. Barra de escala: 100µm</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pesquisadora <a href="https://www.brainn.org.br/unicamp-concede-premio-de-reconhecimento-academico-zeferino-vaz-a-dra-iscia-lopes-cendes/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Iscia Lopes Cendes</strong></span></a>, do <strong>CEPID BRAINN</strong> e uma das coautoras do estudo, detalha a relevância dos achados: &#8220;(&#8230;) o desenvolvimento de novos tratamentos [para a DCF] é essencial. Sabendo disso, a dra. Avansini propõe um novo modelo, desenvolvido a partir de material biológico do próprio paciente. Com isso, abre-se a possibilidade de novos tratamentos serem criados e testados previamente ao uso em pacientes&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assista a um breve resumo sobre o trabalho (em inglês) no vídeo a seguir:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="BRAIN 2021 01554 R1" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/TWXS0UBp1rs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>PARA SABER MAIS</strong></h3>
<h4 style="padding-left: 40px;"><em>Junctional instability in neuroepithelium and network hyperexcitability in a focal cortical dysplasia human model</em></h4>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="color: #808080;">Simoni H. Avansini, Francesca Puppo, Jason W. Adams, Andre S. Vieira, Ana C. Coan, Fabio Rogerio, Fabio R. Torres, Patricia A. O. R. Araújo, Mariana Martin, Maria A. Montenegro, Clarissa L. Yasuda, Helder Tedeschi, Enrico Ghizoni, Andréa F. E. C. França, Marina K. M. Alvim, Maria C. Athié, Cristiane S. Rocha, Vanessa S. Almeida, Elayne V. Dias, Lauriane Delay, Elsa Molina, Tony L. Yaksh, Fernando Cendes, Iscia Lopes Cendes, Alysson R. Muotri</span></p>
<p style="padding-left: 40px;">Brain, 2021; awab479, <a href="https://doi.org/10.1093/brain/awab479">https://doi.org/10.1093/brain/awab479</a></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/">Estudo utilizando modelo humano de displasia cortical focal é publicado na revista ‘Brain’</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisadora do BRAINN recebe &#8220;Return Home Fellowship&#8221; da International Brain Research Organization</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2020 12:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[International Brain Research Organization]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Return Home Fellowship]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dra. Simoni Avansini receberá €20.000 para retornar ao Brasil e realizar pesquisas de ponta em neurociências. 17 de dezembro de 2020  &#124; por Redação WebContent A biotecnologista dra. Simoni Avansini, vinculada ao CEPID BRAINN e ex-orientada da dra. Iscia Lopes-Cendes, recebeu o prestigiado prêmio &#8220;Return Home Fellowship&#8221; da International Brain Research Organization (IBRO). Simoni atualmente é Research Associate no Departamento de Pediatria da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Dra. Simoni Avansini receberá €20.000 para retornar ao Brasil e realizar pesquisas de ponta em neurociências.</em></p>
<p><span id="more-12583"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">17 de dezembro de 2020  | por <a style="color: #808080;" href="https://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<p>A biotecnologista dra. <a href="https://www.brainn.org.br/jornal-da-unicamp-pesquisa-do-brainn-sobre-displasia-cortical-focal-e-destaque/"><strong>Simoni Avansini</strong></a>, vinculada ao <strong>CEPID BRAINN</strong> e ex-orientada da dra. <a href="https://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/"><strong>Iscia Lopes-Cendes</strong></a>, recebeu o prestigiado prêmio &#8220;<em>Return Home Fellowship</em>&#8221; da <em>International Brain Research Organization</em> (IBRO). Simoni atualmente é <em>Research Associate</em> no Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA.</p>
<p>Fundada em 1961, a <em>International Brain Research Organization</em> é a maior federação global de organizações de neurociência. O grupo visa a promover e apoiar a neurociência em todo o mundo, por meio de treinamento, ensino, pesquisa colaborativa, defesa legal e divulgação de conhecimento.</p>
<p>Neste prêmio, a IBRO oferece um incentivo de €20.000 a pesquisadores selecionados &#8211; oriundos de países menos desenvolvidos e que atualmente trabalham em centros de estudo de excelência &#8211; para que retornem às instituições de ensino superior de seu país natal e conduzam ali experimentos de ponta em neurociências, ajudando no avanço de suas carreiras e na disseminação global de conhecimento científico.</p>
<p>O <strong>CEPID BRAINN</strong> parabeniza a dra. Simoni por esta conquista da mais alta relevância.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadora-do-brainn-recebe-return-home-fellowship-da-international-brain-research-organization/">Pesquisadora do BRAINN recebe “Return Home Fellowship” da International Brain Research Organization</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Jornal da Unicamp: pesquisa do BRAINN sobre Displasia Cortical Focal é destaque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 May 2018 20:33:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Annals of Neurology]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria &#8220;Quando o silenciamento falha&#8221; revela como gene com expressão desregulada está dentre as possíveis causas da Displasia Cortical Focal, malformação causadora de epilepsia de difícil controle. 09 de maio de 2018     &#124; por Camila Delmondes, para o Jornal da Unicamp &#124; Fotos: Antoninho Perri / Divulgação &#124; Edição de Imagem: Luis Paulo Silva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria &#8220;Quando o silenciamento falha&#8221; revela como gene com expressão desregulada está dentre as possíveis causas da Displasia Cortical Focal, malformação causadora de epilepsia de difícil controle.</em><span id="more-10355"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">09 de maio de 2018     | por Camila Delmondes, para o <a style="color: #808080;" href="http://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/05/09/quando-o-silenciamento-falha"><span style="text-decoration: underline;">Jornal da Unicamp</span></a> | Fotos: Antoninho Perri / Divulgação | Edição de Imagem: Luis Paulo Silva</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Genes não silenciados durante a fase de desenvolvimento intrauterino estão entre as possíveis causas da Displasia Cortical Focal (DCF), um tipo de malformação do córtex cerebral, caracterizada clinicamente pela ocorrência da epilepsia de difícil controle em crianças e adultos.</p>
<p>É o que aponta o artigo <em>Dysregulation of NEUROG2 plays a key role in focal cortical dysplasia</em>, publicado na revista <em>Annals of Neurology,</em> por uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e do Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia (Cepid Brainn/Fapesp).</p>
<p>O estudo multidisciplinar conduzido pela biotecnologista <strong>Simoni Avansini</strong>, sob a orientação da médica-geneticista Íscia Lopes-Cendes, foi realizado a partir da análise de fragmentos de tecido cerebral de 16 pacientes do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp submetidos a tratamento cirúrgico das crises convulsivas, e mostrou a existência de uma falha no silenciamento do gene neurogenina. A falha acontece, provavelmente, nos primeiros quatro meses de gestação.</p>
<div style="width: 970px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-large" src="http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/inline-images/img_DEST_falha-sequenciamento_dra-iblcia-cendes_20180509.jpg" width="960" height="640" /><p class="wp-caption-text">A professora e geneticista Íscia Lopes-Cendes, orientadora do estudo: pesquisa propõe novos caminhos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“O gene neurogenina é responsável pela diferenciação das células precursoras do sistema nervoso central em neurônios e células da glia, e somente é expresso durante a fase de desenvolvimento intrauterino. Observamos, no entanto, que ele continua sendo expresso nos pacientes com DCF, em idade adulta”, explica Simoni.</p>
<p>Para entender os mecanismos moleculares envolvidos na DCF, a pesquisadora lançou mão de um atalho.“Como numa pescaria, fizemos uso de uma isca, uma molécula de RNA pequeno, chamado microRNA. Inicialmente, utilizando um estudo sem uma pergunta específica (estudo agnóstico), fizemos um rastreamento (<em>screening</em>) de quais microRNAs estavam diferencialmente expressos no tecido desses pacientes quando comparado ao tecido de indivíduos do grupo controle.  A partir deles, usamos uma base de dados <em>online</em> para verificar quais genes estavam sendo ancorados por essa isca. Vários ‘peixes’ (genes) foram fisgados, e, dentre eles, o que mais se destacou foi a neurogenina, pelo fato de somente ser expresso durante a fase de desenvolvimento intraútero e numa região específica do cérebro chamada zona ventricular”, explica Simoni.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, por algum motivo ainda sem explicação, o microRNA responsável pelo silenciamento da neurogenina não consegue se ligar ao gene para interromper, gradativamente, a sua expressão. “Acreditamos que essa interação não ocorre e a expressão da neurogenina continua muito alta no cérebro dos pacientes adultos, quando deveria ter sido silenciada ainda na fase de desenvolvimento intrauterino”.</p>
<div style="width: 970px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-large" src="http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/inline-images/img_DEST_falha-sequenciamento_equipe_20180509.jpg" width="960" height="640" /><p class="wp-caption-text">Integrantes da equipe com pesquisadores de diferentes áreas</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desenvolvimento do córtex cerebral pode ser dividido nas fases de proliferação e diferenciação, migração e pós-migração ou organização. Além de demonstrar uma falha durante a diferenciação neuroglial, quando as células-tronco neuronais deveriam se diferenciar em neurônios ou células da glia, a pesquisa também identificou uma falha na fase de migração neuronal, quando acontece a organização correta dos neurônios.</p>
<p>“Na medida em que as células neuronais diferenciam-se em neurônios ou células da glia, elas devem migrar e se posicionar em seis camadas de forma ordenada e, posteriormente, formar os circuitos neuronais. Em teoria, um gene que apresenta alterações na fase de proliferação e diferenciação, afetará também a fase posterior, que é da migração. Foi o que aconteceu com o gene <em>NEUROG2</em>, que regula a expressão do gene <em>RND2</em>, também encontrado com a expressão aumentada nos tecidos dos pacientes com DCF”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Entenda</strong></h2>
<p>Na DCF, o córtex cerebral dos pacientes é formado por neurônios muito grandes e desorganizados (figura à esquerda, abaixo), e células anormais indiferenciadas, conhecidas por células em balão (figura à direita, abaixo). Essas últimas células, além de apresentarem marcadores específicos das células indiferenciadas, possuem características tanto de neurônio quanto de células da glia.</p>
<p>“É como se o desenvolvimento do córtex cerebral tivesse parado, mas não sabemos ao certo quando parou e porque parou. Se parou em decorrência de mutações genéticas específicas ou por causa de fatores ambientais, como contaminação por agentes infecciosos, mudanças bruscas de temperatura, ou traumas”, explica Simoni.</p>
<div style="width: 970px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-large" src="http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/inline-images/img_DEST_falha-sequenciamento_celulas_20180509.jpg" width="960" height="441" /><p class="wp-caption-text">À esq., neurônio dismórfico, marcado com o anticorpo neuronal MAP-2; à dir., célula em formato de balão, marcado com nestina, anticorpo próprio de células imaturas</p></div>
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<p>O resultado dessa falha no desenvolvimento cortical, de acordo com a pesquisadora, pode levar a formação de circuitos neuronais aberrantes que disparam cargas elétricas anormais, intensas e frequentes. “Os pacientes são gravemente afetados por crises convulsivas já nos primeiros dias de vida. São pessoas que convulsionam o tempo todo, por vezes, ultrapassando a marca de 50 crises por dia”, explica.</p>
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<h2><strong>Novos caminhos</strong></h2>
<p>De acordo com <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/">Íscia Lopes-Cendes</a></strong></span>, orientadora do estudo, a hipótese causal mais dominante para a DCF, até o momento, é a ocorrência de mutações na via de sinalização PI3K/AKT/mTOR em algumas células precursoras . No entanto, alterações nesta via metabólica ajudam a explicar, no máximo, 40% dos casos relativos a esse tipo de malformação cortical.</p>
<p>“Ao evidenciar que a supressão menos eficiente da expressão do gene neurogenina repercute nas fases de diferenciação e migração neuronais e, potencialmente, na geração de crises convulsivas resistentes às medicações antiepilépticas, a pesquisa realizada por uma equipe multidisciplinar composta por neurologistas, radiologistas, psicólogos, neurocirurgiões,neuropatologistas, bioinformatas e geneticistas, propõe novos caminhos”, comenta Íscia em relação à relevância da publicação.</p>
<a href="http://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2018/05/09/quando-o-silenciamento-falha" class="su-button su-button-style-flat" style="color:#ffffff;background-color:#FF9900;border-color:#cc7b00;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#ffb84d;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria também no site do Jornal da Unicamp</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/jornal-da-unicamp-pesquisa-do-brainn-sobre-displasia-cortical-focal-e-destaque/">Jornal da Unicamp: pesquisa do BRAINN sobre Displasia Cortical Focal é destaque</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Estudo sobre malformações relacionadas à epilepsia é publicado no Annals of Neurology</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2018 19:25:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[Annals of Neurology]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicação propondo novos mecanismos moleculares para displasias corticais focais é fruto de trabalho de pesquisadores vinculados ao CEPID BRAINN. 01 de março de 2018     &#124; Redação WebContent &#160; A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 1% da população. Uma de suas possíveis causas é a chamada &#8220;displasia cortical focal&#8220;, nome dado a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicação propondo novos mecanismos moleculares para displasias corticais focais é fruto de trabalho de pesquisadores vinculados ao <strong>CEPID BRAINN</strong>.</em><span id="more-10191"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">01 de março de 2018     | Redação <a href="http://www.webcontent.com.br">WebContent</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.brainn.org.br/maior-pesquisa-ja-feita-sobre-neuroimagem-em-epilepsia-com-colaboracao-do-brainn-e-publicada/"><strong>epilepsia</strong></a></span> é uma condição neurológica que afeta cerca de 1% da população. Uma de suas possíveis causas é a chamada &#8220;<strong>displasia cortical focal</strong>&#8220;, nome dado a um amplo espectro de malformações no desenvolvimento do córtex cerebral, ainda enigmáticas sob diversos aspectos clínicos e patológicos. As displasias corticais focais são o tipo de lesão cerebral estrutural mais comum em crianças com epilepsia focal (isto é, convulsões que ocorrem em uma área limitada do cérebro) e uma das principais causas de epilepsias resistentes a tratamentos medicamentosos. Um novo estudo, recém-publicado em um dos <em>journals</em> científicos mais prestigiados do mundo na área de neurologia, lança nova luz sobre o entendimento da doença &#8211; e é fruto do trabalho de um grupo de pesquisas vinculado ao <strong>CEPID BRAINN</strong>.</p>
<p>A publicação &#8220;<em>Dysregulation of NEUROG2 plays a key role in focal cortical dysplasia</em>&#8221; é resultado do trabalho da aluna <strong>Simoni Avansini</strong>, orientada pela <a href="http://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Dra. Iscia Lopes-Cendes</strong></span></a>, membro do <strong>CEPID BRAINN</strong>. O artigo descreve um novo mecanismo molecular no qual a expressão diferencial do fator de transcrição NEUROG2 possui papel de destaque no desenvolvimento da doença, e é diretamente influenciada por micro RNAs.</p>
<p>O artigo foi aceito para publicação na mais recente edição do periódico <strong><em>Annals of Neurology</em></strong>, uma das publicações internacionais em neurologia de maior prestígio acadêmico. De acordo com dados do <em>Journal Citation Reports</em>, o <em>Annals of Neurology</em> está no top 5 dos mais importantes periódicos em neurologia clínica no mundo, o que demonstra o grande impacto dos resultados de Simoni e colegas para a área.</p>
<p>O <strong>CEPID BRAINN</strong> parabeniza Simoni e sua orientadora, a dra. Lopes-Cendes, pela publicação. Em breve tratemos maiores detalhes sobre a pesquisa e os resultados desse estudo.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-sobre-malformacoes-relacionadas-a-epilepsia-e-publicado-no-annals-of-neurology/">Estudo sobre malformações relacionadas à epilepsia é publicado no Annals of Neurology</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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