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	<title>organoides | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>organoides | CEPID BRAINN</title>
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		<title>Bolsa FAPESP TT-IVA em neurociências e modelos humanos do cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 18:51:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
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		<category><![CDATA[organoides]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Helena Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confira detalhes da bolsa FAPESP para trabalhos com modelos humanos do cérebro derivados de células-tronco. Inscrições até 14 de agosto de 2026. &#160; O CEPID BRAINN está com 01 vaga de Bolsa FAPESP TT-IVA para integrar a equipe de pesquisa em Neurociências. O projeto tem como objetivo investigar os mecanismos celulares e de rede envolvidos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Confira detalhes da bolsa FAPESP para trabalhos com modelos humanos do cérebro derivados de células-tronco. Inscrições até 14 de agosto de 2026.</em></p>
<p><span id="more-17060"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O CEPID BRAINN está com 01 vaga de <strong>Bolsa FAPESP TT-IVA</strong> para integrar a equipe de pesquisa em <strong>Neurociências</strong>. O projeto tem como objetivo investigar os mecanismos celulares e de rede envolvidos na <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-genomica-de-celulas-unicas-para-estudar-a-displasia-cortical-focal/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>displasia cortical focal</strong></span></a>, utilizando modelos humanos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), incluindo <a href="https://www.brainn.org.br/epilepsia-in-vitro-minicerebros-criados-em-laboratorio-simulam-ma-formacao-do-cortex-cerebral/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>organoides cerebrais</strong></span></a> e técnicas avançadas de biologia celular e molecular. Buscamos candidatos(as) com interesse em:</p>
<ul>
<li>Cultura celular e células-tronco;</li>
<li>Neurociências;</li>
<li>Biologia molecular;</li>
<li>Modelos humanos de doenças neurológicas.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Detalhes da Vaga</strong></h2>
<p><strong>Pesquisadora responsável</strong>: <a href="https://www.brainn.org.br/genetics-and-molecular-biology-50-anos-artigo-de-iscia-lopes-cendes-esta-entre-os-mais-citados/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Simoni Helena Avansini</strong></span></a></p>
<p><strong>Área de atuação</strong>: Neurociências / Modelos humanos do cérebro derivados de células-tronco</p>
<p><strong>Valor da bolsa</strong>: Consulte a <strong><a href="https://fapesp.br/valores/bolsasnopais" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;">Tabela de Valores da FAPESP</span></a></strong></p>
<p><strong>Local de trabalho</strong>: Faculdade de Ciências Médicas – UNICAMP (Campinas, SP)</p>
<p><strong>Mais informações</strong> sobre os requisitos da vaga e como se candidatar: <a href="https://www.fapesp.br/oportunidades/dissecando-os-mecanismos-da-rede-neuronal-e-celular-da-displasia-cortical-focal-utilizando-um-modelo-humano/9626/" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>acesse o website da FAPESP</strong></span></a></p>
<p><strong>Data limite para inscrições</strong>: 14/08/2026</p>
<p><strong>Publicado em</strong>: 14/07/2026</p>
<p><strong>Inicio</strong>: agosto de 2026</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Como se candidatar</strong></h2>
<p>Os(As) candidatos(as) deverão encaminhar e-mail com o assunto “<em>Bolsa de TT-IV em Neurociências/ Modelos humanos do cérebro</em>” contendo <strong>Curriculum Vitae</strong> modelo Lattes, <strong>carta de motivação</strong> e <strong>duas cartas de referência</strong> para <em><span style="text-decoration: underline;"><strong>avansini@unicamp.br</strong></span></em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Requisitos obrigatórios</strong></h3>
<ul>
<li>Graduação completa em Biotecnologia, Ciências Biológicas, Biomedicina, Farmácia ou áreas afins;</li>
<li>Experiência prévia em cultura celular e biologia molecular;</li>
<li>Experiência em cultivo e manutenção de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs);</li>
<li>Capacidade de organização, gestão de insumos e acompanhamento de processos administrativos;</li>
<li>Disponibilidade para dedicação integral de 40 horas semanais;</li>
<li>Conhecimento em boas práticas de laboratório e controle de qualidade de culturas celulares;</li>
<li>4 anos de experiência em pesquisa ou em atuação profissional na área após a graduação.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3><em><strong>Requisitos desejáveis</strong></em></h3>
<ul>
<li>Experiência com culturas de neurônios;</li>
<li>Experiência com modelos tridimensionais derivados de células-tronco (organoides neurais);</li>
<li>Experiência em imunofluorescência e análise de imagens;</li>
<li>Conhecimento de inglês para leitura de artigos científicos.</li>
</ul>
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		<title>Jornal da UNICAMP: Linha de pesquisa busca novas formas de tratamento e prevenção da epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 18:09:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[displasias corticais focais]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia de lobo temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal da UNICAMP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reportagem entrevistou os pesquisadores do BRAINN Fernando Cendes e Íscia Lopes-Cendes sobre as diversas linhas de pesquisa do CEPID focadas na epilepsia. Confira. &#160; A edição nº 727 do Jornal da UNICAMP dedicou suas páginas iniciais à exploração das diversas linhas de pesquisa do CEPID BRAINN sobre epilepsia (e comorbidades correlacionadas). São estudos conduzidos há [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Reportagem entrevistou os pesquisadores do BRAINN Fernando Cendes e Íscia Lopes-Cendes sobre as diversas linhas de pesquisa do CEPID focadas na epilepsia. Confira.</em></p>
<p><span id="more-16764"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A edição nº 727 do <strong>Jornal da UNICAMP</strong> dedicou suas páginas iniciais à exploração das diversas linhas de pesquisa do CEPID BRAINN sobre <strong>epilepsia</strong> (e comorbidades correlacionadas). São estudos conduzidos há anos pelos pesquisadores do CEPID, com amplo impacto acadêmico e prático na compreensão das variantes da condição. A cada ano, estes estudos impulsionam o conhecimento, auxiliam o desenvolvimento de tecnologias e trazem novos detalhes que ajudam os pesquisadores a abrir caminhos terapêuticos.</p>
<p>Confira a seguir um resumo da matéria, incluindo entrevistas com os pesquisadores <strong>Fernando Cendes</strong> e <strong>Iscia Lopes-Cendes</strong>, ambos do <strong>BRAINN</strong>. <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://jornal.unicamp.br/edicao/727/linha-de-pesquisa-busca-novas-formas-de-tratamento-e-prevencao-da-epilepsia/" target="_blank" rel="noopener">Leia o texto completo aqui</a></span> (link também ao final do texto).</p>
<p><a href="https://jornal.unicamp.br/edicao/727/#ud_virando_pagina__features/3" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-16765 size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas.jpg" alt="CEPID BRAINN - Jornal da Unicamp - Materia Epilepsia com Fernando Cendes e Iscia Lopes-Cendes - paginas" width="1000" height="856" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas.jpg 1000w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas-300x257.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas-768x657.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas-234x200.jpg 234w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas-82x70.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas-100x86.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-paginas-156x134.jpg 156w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><br />
<span style="font-size: 8pt;"><em><span class="single-post__meta__author__label me-1">Edição de Imagem </span><a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:alexcmat@unicamp.br" target="_self" rel="noopener"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Alex Calixto</span> </a>| <a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:pjc@unicamp.br" target="_self" rel="noopener"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Paulo Cavalheri</span></a><br />
</em></span><span style="font-size: 8pt;"><em><span class="single-post__meta__author__label me-1">Fotografia </span><a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:perri@unicamp.br" target="_self" rel="noopener"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Antoninho Perri</span> </a>| <a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:luciomc@unicamp.br" target="_self" rel="noopener"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Lúcio Camargo</span></a></em></span></p>
<p>“Cerca de 70% dos pacientes com <a href="https://www.brainn.org.br/agencia-fapesp-maior-estudo-sobre-epilepsia-do-mundo-revela-arquitetura-genetica-da-doenca-e-indica-novas-terapias/">epilepsia de lobo temporal</a> que são operados ficam livres de crises para o resto da vida ou por um período de 20 ou 30 anos”, afirmou o médico neurologista <a href="https://www.brainn.org.br/fernando-cendes/"><strong>Fernando Cendes</strong></a>, docente na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. “O problema é que, para a cirurgia, faz-se necessário antes identificar o foco da doença e garantir que o procedimento não causará ainda mais déficits para o paciente. Então, algumas formas de epilepsia não podem ser tratadas pela via cirúrgica.”</p>
<p>Pensando em encontrar soluções para esse tipo de condição, o <strong>Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia</strong> (<strong>Brainn</strong>, na sigla em inglês) da Unicamp dedicou uma de suas linhas de pesquisa às <strong>epilepsias</strong>. Coordenado por Cendes, o Brainn, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), tem como principal objetivo buscar novas formas de tratamento e prevenção para doenças cerebrais debilitantes, como o Alzheimer, o acidente vascular cerebral (AVC) e a epilepsia.</p>
<p>No caso desta última, o instituto coleta, organiza e analisa uma série de dados clínicos, genéticos e de imagem de pacientes com e sem a doença atendidos no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, reunindo informações que auxiliem a responder questões ainda em aberto. Espera-se que essa melhor compreensão sobre o quadro epiléptico possibilite desenvolver tecnologias de apoio aos pacientes, como algoritmos capazes de prever as crises com alguns minutos de antecedência, além de terapias individualizadas.</p>

<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1.jpg'><img width="819" height="1024" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-819x1024.jpg" class="attachment-large size-large" alt="CEPID BRAINN - Jornal da Unicamp - Materia Epilepsia com Fernando Cendes e Iscia Lopes-Cendes - Instagram 1" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-819x1024.jpg 819w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-240x300.jpg 240w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-768x960.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-160x200.jpg 160w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-66x82.jpg 66w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-80x100.jpg 80w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1-125x156.jpg 125w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-1.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a>
<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2.jpg'><img width="819" height="1024" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-819x1024.jpg" class="attachment-large size-large" alt="CEPID BRAINN - Jornal da Unicamp - Materia Epilepsia com Fernando Cendes e Iscia Lopes-Cendes - Instagram 2" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-819x1024.jpg 819w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-240x300.jpg 240w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-768x960.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-160x200.jpg 160w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-66x82.jpg 66w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-80x100.jpg 80w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2-125x156.jpg 125w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-2.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a>

<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Alterações genéticas</strong></h2>
<p>Entre os principais desafios enfrentados pelo Brainn figura o de descobrir por que algumas pessoas reagem bem aos medicamentos enquanto outras, não.</p>
<p>Em 2017, um artigo publicado pelos pesquisadores do instituto levantou indícios de que fatores genéticos poderiam estar envolvidos nessa resposta aos medicamentos – uma resposta determinada por genes responsáveis por metabolizar e transportar as substâncias medicamentosas.</p>
<p>No caso das <a href="https://www.brainn.org.br/ia-identifica-anormalidades-cerebrais-invisiveis-em-pessoas-com-epilepsia/"><strong>displasias corticais focais</strong></a>, uma malformação ocorrida durante o desenvolvimento do feto que representa a principal causa de epilepsia focal grave em crianças, o empecilho está na quantidade de medicação necessária para interromper as crises. Ao contrário da maior parte das epilepsias, apenas 10% dos pacientes com essa displasia respondem bem aos fármacos porque essas medicações provocam mudanças nas atividades neuronais. Grandes quantidades de remédio poderiam causar efeitos adversos graves, não sendo tolerados pelos pacientes.</p>
<p>De acordo com a médica geneticista <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-consultivo-tecnico-sobre-genomica-tag-g-da-oms-presidido-pela-pesquisadora-iscia-lopes-cendes-publica-artigo-na-nature-medicine/"><strong>Iscia Lopes-Cendes</strong></a>, que também atua no Brainn, o problema agrava-se porque esse tipo de lesão pode ser bastante extensa ou estar próxima de áreas muito eloquentes. Retirar todo o circuito relacionado à doença resultaria em eventuais danos a funções essenciais como visão, audição e fala.</p>
<p>Por esse motivo, no Laboratório de Genética Molecular (LGM) da FCM, Lopes-Cendes lidera estudos sobre a genética das epilepsias de difícil tratamento, procurando mapear a rede de alterações moleculares que provocam essas doenças. No caso das epilepsias monogênicas, avanços nos últimos dez anos já permitiram identificar os fatores envolvidos.</p>
<p>Um avanço nesses estudos ocorreu em 2022, quando Lopes-Cendes orientou uma tese conduzida pela neurocientista <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/">Simoni Avansini.</a> Nesse estudo, os pesquisadores criaram o primeiro modelo de displasia cortical focal em minicérebros humanos. Essas estruturas, que possuem o tamanho de uma ervilha, consistem em pequenos “organoides” tridimensionais cultivados a partir de células-tronco de pacientes, reproduzindo aspectos específicos da organização e do funcionamento do cérebro humano.</p>
<p><em><strong>Veja também:</strong></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="tg2XGdaeWd"><p><a href="https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/">Estudo utilizando modelo humano de displasia cortical focal é publicado na revista ‘Brain’</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Estudo utilizando modelo humano de displasia cortical focal é publicado na revista ‘Brain’&#8221; &#8212; CEPID BRAINN" src="https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/embed/#?secret=tg2XGdaeWd" data-secret="tg2XGdaeWd" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<h2><strong>Pacientes brasileiros</strong></h2>
<p>Como fruto dessas pesquisas, o LGM conta hoje com um extenso banco de tecidos, o que tem permitido a participação do grupo em grandes consórcios internacionais. Em 2023, por exemplo, a equipe contribuiu para um artigo, publicado na revista <em>Nature</em>, que analisou cerca de 80 mil dados genéticos de pessoas com e sem epilepsia, demonstrando quantos e quais são os locais no genoma com predisposição para a epilepsia generalizada – que afeta os dois hemisférios do cérebro.</p>
<p>Já que a maioria das pesquisas genéticas sobre epilepsias no mundo utiliza apenas dados de participantes europeus, a colaboração nesse tipo de empreendimento traz informações relevantes sobre a variabilidade genética de outras populações. “Os pacientes brasileiros são miscigenados e, quando isso acontece, o genoma parece um mosaico. Isso pode induzir a resultados errôneos na análise do genoma se os dados forem comparados com grupos de controle de outras etnias”, observou Lopes-Cedes.</p>
<p>Por esse motivo, os cientistas criaram a Iniciativa Brasileira de Medicina de Precisão (Bipmed, na sigla em inglês), uma colaboração do Brainn com outros quatro Cepids para recolher e disponibilizar em uma plataforma dados genéticos e clínicos úteis para pesquisas sobre a arquitetura genômica de brasileiros. Pretende-se que esses dados contribuam para o desenvolvimento de tratamentos personalizados, atendendo às necessidades individuais de cada paciente.</p>

<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3.jpg'><img width="819" height="1024" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-819x1024.jpg" class="attachment-large size-large" alt="CEPID BRAINN - Jornal da Unicamp - Materia Epilepsia com Fernando Cendes e Iscia Lopes-Cendes - Instagram 3" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-819x1024.jpg 819w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-240x300.jpg 240w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-768x960.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-160x200.jpg 160w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-66x82.jpg 66w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-80x100.jpg 80w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3-125x156.jpg 125w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-3.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a>
<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4.jpg'><img width="819" height="1024" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-819x1024.jpg" class="attachment-large size-large" alt="CEPID BRAINN - Jornal da Unicamp - Materia Epilepsia com Fernando Cendes e Iscia Lopes-Cendes - Instagram 4" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-819x1024.jpg 819w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-240x300.jpg 240w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-768x960.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-160x200.jpg 160w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-66x82.jpg 66w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-80x100.jpg 80w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4-125x156.jpg 125w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/07/CEPID-BRAINN-Jornal-da-Unicamp-Materia-Epilepsia-com-Fernando-Cendes-e-Iscia-Lopes-Cendes-Instagram-4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a>

<p>&nbsp;</p>
<a href="https://jornal.unicamp.br/edicao/727/linha-de-pesquisa-busca-novas-formas-de-tratamento-e-prevencao-da-epilepsia/" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria completa no site do JU</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/jornal-da-unicamp-linha-de-pesquisa-busca-novas-formas-de-tratamento-e-prevencao-da-epilepsia/">Jornal da UNICAMP: Linha de pesquisa busca novas formas de tratamento e prevenção da epilepsia</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Vídeo: o pioneirismo da médica geneticista Iscia Lopes Cendes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Nov 2023 21:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[BIPMed]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Laboratório de Genética Molecular]]></category>
		<category><![CDATA[organoides]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Programa &#8216;Memória Científica&#8217; da UNICAMP traça histórico pessoal e profissional da pesquisadora do CEPID BRAINN. Republicação de matéria do portal Unicamp O pioneirismo marca a trajetória da médica geneticista Iscia Lopes Cendes, professora titular da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Em 1997, ela passou a integrar o Laboratório de Genética Molecular da FCM, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Programa &#8216;Memória Científica&#8217; da UNICAMP traça histórico pessoal e profissional da pesquisadora do CEPID BRAINN.</em></p>
<p><span id="more-15375"></span></p>
<p><span style="font-size: 8pt; color: #808080;"><em>Republicação de matéria do </em></span><a href="https://www.unicamp.br/unicamp/tv/memoria-cientifica/2023/11/22/o-pioneirismo-da-medica-geneticista-iscia-lopes-cendes" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><span style="font-size: 8pt; color: #808080;"><em>portal Unicamp</em></span></span></a></p>
<p>O pioneirismo marca a trajetória da médica geneticista <a href="https://www.brainn.org.br/unicamp-concede-premio-de-reconhecimento-academico-zeferino-vaz-a-dra-iscia-lopes-cendes/"><strong>Iscia Lopes Cendes</strong></a>, professora titular da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Em 1997, ela passou a integrar o <strong>Laboratório de Genética Molecular</strong> da FCM, trabalhando na identificação de pré-disposições genéticas a várias doenças neurológicas. Paralelamente ao trabalho no laboratório, a professora coordenava, em ambulatório, a aplicação dos primeiros testes preditivos para doenças neurológicas no Brasil, como, por exemplo, os testes para a doença de Huntington.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O pioneirismo da médica geneticista Iscia Lopes Cendes" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/UpWYGASDB34?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A professora também participou da criação do primeiro banco de dados público de informações genômicas da América Latina, o <a href="https://www.brainn.org.br/bipmed-novo-portal-reunira-bancos-de-dados-genomicos-da-america-latina/"><strong>BIPMed</strong></a> (Brazilian Initiative On Precision Medicine), como pesquisadora de um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp, o Cepid <strong>Brainn</strong>, da Unicamp.</p>
<p>Se houver um destaque ainda mais importante a ser feito, a geneticista aponta que é sua contribuição para os estudos sobre os <a href="https://www.brainn.org.br/mais-um-passo-nas-pesquisas-sobre-predisposicao-a-epilepsia-generalizada/"><strong>aspectos genéticos das epilepsias</strong></a>. Cendes não só coordenou pesquisas no sentido de descobrir diferentes tipos de epilepsia, como tem trabalhado no diagnóstico das formas genéticas da doença. Os testes genéticos são oferecidos aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Hoje, no âmbito do <strong>Brainn</strong>, a equipe de Cendes desenvolve <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/">organóides</a> que servem de modelo para a pesquisa de medicamentos.</p>
<p>Neste programa, a pesquisadora salienta a importância do trabalho de pesquisa aliado à clínica e do ensino da genética voltado para a medicina. Segundo Cendes, os estudantes de medicina da Unicamp estão entre os poucos residentes treinados para a interpretação de testes genéticos.</p>

<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia.jpg'><img width="1000" height="559" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia.jpg 1000w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia-300x168.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia-768x429.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia-358x200.jpg 358w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Infancia-156x87.jpg 156w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a>
<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes.jpg'><img width="1000" height="559" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes.jpg 1000w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-300x168.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-768x429.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-358x200.jpg 358w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-156x87.jpg 156w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a>
<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura.jpg'><img width="1000" height="559" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura.jpg 1000w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura-300x168.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura-768x429.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura-358x200.jpg 358w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-formatura-156x87.jpg 156w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a>
<a href='https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado.jpg'><img width="1000" height="559" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado.jpg" class="attachment-large size-large" alt="" loading="lazy" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado.jpg 1000w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado-300x168.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado-768x429.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado-358x200.jpg 358w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/11/CEPID-BRAINN-programa-Memoria-Cientifica-Unicamp-Iscia-Lopes-Cendes-Doutorado-156x87.jpg 156w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a>

<p>&nbsp;</p>
<a href="https://www.unicamp.br/unicamp/tv/memoria-cientifica/2023/11/22/o-pioneirismo-da-medica-geneticista-iscia-lopes-cendes" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria no website da UNICAMP</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/video-o-pioneirismo-da-medica-geneticista-iscia-lopes-cendes/">Vídeo: o pioneirismo da médica geneticista Iscia Lopes Cendes</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Grupo cria modelo que mimetiza malformação associada à epilepsia grave e abre caminho para novas terapias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 13:19:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[organoides]]></category>
		<category><![CDATA[Simoni Avansini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria da Agência FAPESP detalha pesquisa que utiliza organoides no estudo da displasia cortical focal. Confira entrevista com pesquisadoras do CEPID BRAINN. 17 de março de 2022  &#124; publicado originalmente em Agência FAPESP Luciana Constantino &#124; Agência FAPESP – A displasia cortical focal é uma malformação cerebral responsável por um dos tipos mais graves de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria da Agência FAPESP detalha pesquisa que utiliza organoides no estudo da displasia cortical focal. Confira entrevista com pesquisadoras do CEPID BRAINN.</em><br />
<span id="more-13559"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">17 de março de 2022  | publicado originalmente em <span style="text-decoration: underline;"><a style="color: #808080; text-decoration: underline;" href="https://agencia.fapesp.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/">Agência FAPESP</a></span></span></p>
<p><b>Luciana Constantino | Agência FAPESP </b> – A <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-utilizando-modelo-humano-de-displasia-cortical-focal-e-publicado-na-revista-brain/"><strong>displasia cortical focal</strong></a> é uma malformação cerebral responsável por um dos tipos mais graves de <a href="https://www.brainn.org.br/purple-day-dia-do-roxo-em-prol-da-epilepsia/"><strong>epilepsia</strong></a>. O tratamento para esses casos ainda é difícil, seja pela falta de drogas eficazes ou por dificuldade de acesso a cirurgia. Agora, um novo modelo humano criado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a partir de células de pacientes abre oportunidades para testar terapias e medicamentos mais específicos.</p>
<p>Em parceria com um grupo da Universidade da Califórnia, em San Diego, os cientistas criaram os primeiros modelos de <a href="https://www.brainn.org.br/epilepsia-in-vitro-minicerebros-criados-em-laboratorio-simulam-ma-formacao-do-cortex-cerebral/"><strong>organoides </strong></a>(cultura celular 3D que contém tipos de células específicas do órgão que se deseja estudar) corticais que mimetizam a displasia cortical focal, caracterizada por uma malformação do córtex. Identificaram mecanismos que podem estar envolvidos no surgimento da anomalia ainda durante a formação do cérebro. Também conseguiram obter registros elétricos que se aproximam da descarga neuronal associada a crises epilépticas em humanos.</p>
<p>Os resultados foram publicados na revista <i>Brain</i>, da Oxford Academic, uma das mais relevantes em neurologia clínica e neurociências. Podem contribuir com trabalhos futuros voltados a testar drogas contra a epilepsia grave, aquela que acomete indivíduos que, mesmo depois de dois anos de uso da medicação adequada e ou de cirurgia, continuam a ter crises frequentes.</p>
<p>Os organoides (órgão desenvolvido <i>in vitro</i> que simula a morfologia e o funcionamento de parte do cérebro) foram cultivados a partir de células da pele de quatro pacientes com epilepsia grave tratados no Hospital de Clínicas da Unicamp. Essas células foram reprogramadas para se tornar células-tronco pluripotentes, diferenciando-se, em seguida, em células neurais.</p>
<p>Ao fazer análises morfológicas, moleculares e funcionais dos organoides, o grupo identificou características desta malformação cortical, entre elas alteração na proliferação celular, hiperexcitabilidade da rede neuronal, presença de neurônios dismórficos e de células “balão”, chamadas assim por causa de seu formato (parecem híbridas, tendo o núcleo como se fosse o de um neurônio e o citoplasma como o de um astrócito).</p>
<blockquote><p>“Encontramos alteração molecular compatível com o que se espera em vias celulares relacionadas com desenvolvimento e maturação de neurônios. Também demonstramos que é possível gerar organoide cortical com atividade elétrica que se aproxima do que se entende como descarga neuronal associada à epilepsia. Portanto, obtivemos um modelo próximo do que vemos em pacientes, que poderá, futuramente, ser usado para fazer triagem de medicações já existentes”, resume <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/241/iscia-teresinha-lopes-cendes/" target="_blank" rel="noopener">Iscia Lopes-Cendes</a></strong>, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e coautora do artigo.</p></blockquote>
<p>A pesquisa foi realizada durante o <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/174185/modelagem-da-displasia-cortical-focal-utilizando-organoides-corticais-busca-por-novas-terapias-para/" target="_blank" rel="noopener">pós-doutorado</a></strong> de <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/694837/simoni-helena-avansini/" target="_blank" rel="noopener">Simoni Avansini</a></strong>, no âmbito do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58565/instituto-brasileiro-de-neurociencia-e-neurotecnologia-brainn/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia</a></strong> (<strong><a href="https://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">BRAINN</a></strong>) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. O trabalho também recebeu financiamento por meio de outros três projetos (<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/100539/modeling-focal-cortical-dysplasia-using-cortical-organoids-looking-for-new-epilepsy-therapies/" target="_blank" rel="noopener">17/50404-1</a></strong>, <strong><a href="https://bv.fapesp.br/en/auxilios/105358/modeling-mosaicism-in-focal-cortical-dysplasia-using-cortical-organoids/" target="_blank" rel="noopener">19/09090-9</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/177028/modelagem-da-displasia-cortical-focal-utilizando-organoides-corticais-busca-por-novas-terapias-para/" target="_blank" rel="noopener">18/02967-0</a></strong>).</p>
<p>Até então havia uma limitação para estudos desse tipo de epilepsia em modelos animais, incluindo roedores, porque o córtex cerebral é bem diferente do córtex humano e não apresenta esse tipo de malformação. “Na área da epilepsia, esse é um estudo muito importante. Ao longo de anos foram várias tentativas, com erros e acertos. O resultado coroa a busca da Simoni, que manteve algo importante em um pesquisador: a perseverança”, afirma Lopes-Cendes, que é pesquisadora principal no BRAINN.</p>
<p>Doença neurológica sem cura, a epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que no Brasil sejam 2 milhões de registros.</p>
<p>Os pacientes com casos graves chegam a ter entre 40 e 50 convulsões por dia, com perda de sentido e queda. O tratamento é feito com uma combinação de medicamentos, que nem sempre funciona. A maior parte das drogas diminui a atividade dos neurônios de forma generalizada, controlando as crises, mas provocando muitos efeitos colaterais, como sonolência e alteração de memória. Outra alternativa é a cirurgia, em que é retirada a parte do cérebro afetada pela malformação.</p>
<p>As crises não controladas, além de ter impacto na rotina do paciente, são um grave risco de morte súbita e prematura (chegando a ser até três vezes maior do que entre a população geral). Além disso, aproximadamente metade das pessoas adultas com epilepsia tem outros tipos de transtornos, como depressão e ansiedade (<i>leia mais em: <strong><a href="https://www.who.int/publications/i/item/epilepsy-a-public-health-imperative" target="_blank" rel="noopener">www.who.int/publications/i/item/epilepsy-a-public-health-imperative</a></strong></i>).</p>
<blockquote><p>“Conseguimos mimetizar o desenvolvimento do neocórtex e algumas características básicas da displasia cortical focal. A vantagem é que obtivemos um modelo humano, mantendo o <i>background</i> genético do paciente. Com o organoide é possível estudar cada estágio da malformação, que começa no desenvolvimento do córtex, com repercussão na proliferação e diferenciação das células”, diz Avansini à <b>Agência FAPESP</b>.</p></blockquote>
<p>Na literatura ainda não está claro como o desenvolvimento cortical anormal pode contribuir para a geração de crises epilépticas no tecido cortical displásico. Em 2018, outro artigo publicado pelo grupo, resultado do doutorado de Avansini, havia sugerido que a desregulação na expressão de um gene chamado <i>NEUROG2</i>, importante para o processo de diferenciação dos neurônios e das células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e micróglias), teria um papel-chave no desenvolvimento da doença (<i>leia mais em: <strong><a href="https://agencia.fapesp.br/27733/" target="_blank" rel="noopener">agencia.fapesp.br/27733/</a></strong></i>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Amostra</b></h2>
<p>Os pesquisadores usaram células da pele de quatro pacientes que não responderam ao tratamento com medicação nem à cirurgia. Um deles chegou a passar por três procedimentos cirúrgicos que resultaram na redução da quantidade de crises, mas ainda sem alcançar o resultado esperado. Os outros três indivíduos fizeram duas cirurgias, entre eles uma criança que começou com convulsões aos 14 meses de idade e teve a parte da fala afetada.</p>
<p>“Nossos dados apontam para uma ruptura molecular na junção das células neuroepiteliais que afetaria alguns neurônios que formam a placa cortical, levando a alterações na rede neural. Essas, por sua vez, tornariam esses pacientes suscetíveis à epilepsia”, afirma o professor <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/40190/alysson-renato-muotri/" target="_blank" rel="noopener">Alysson Muotri</a></strong>, da Universidade da Califórnia e um dos autores correspondentes do artigo, em <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TWXS0UBp1rs&amp;t=257s" target="_blank" rel="noopener">vídeo</a></strong> de divulgação do trabalho.</p>
<p>Para capturar os registros elétricos, os cientistas usaram duas técnicas, sendo uma delas inovadora na área: colocaram o organoide em placa com eletrodos e introduziram o eletrodo dentro do organoide. Esses eletrodos foram desenvolvidos especificamente para a pesquisa.</p>
<p>O grupo também conseguiu trabalhar com organoides de três e cinco meses, o que é difícil de obter porque eles tendem a morrer em pouco tempo por não terem sistema vascular.</p>
<p>“Somos movidos por desafios. Tive um familiar com epilepsia que faleceu em decorrência de uma das crises. Quando vivenciamos isso, sabemos exatamente o que vai no coração das famílias. Isso é o que me move. Conseguimos avançar em muitas coisas, mas ainda é preciso fazer mais, a busca continua&#8221;, afirma Avansini.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, o próximo passo é buscar entender mais a formação da epilepsia e colocar foco na região proliferativa para entender como as células e o circuito se formam. E, se houver alteração nessa etapa, como é possível interferir no sistema para levar a novos tratamentos.</p>
<p>Agora, Avansini é pesquisadora no Laboratório de Bioimagem, dentro do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), instituição de pesquisa especialmente focada para o uso da luz síncrotron. O LNBio integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) com outros três laboratórios: o Nacional de Luz Síncrotron (LNLS/Sirius), o Nacional de Biorrenováveis (LNBr) e o Nacional de Nanotecnologia (LNNano).</p>
<p>“Nosso CEPID cumpriu a tarefa de produzir boa ciência e formar pesquisadores independentes que continuarão fazendo boa ciência”, completa Lopes-Cendes.</p>
<p>O artigo <i>Junctional instability in neuroepithelium and network hyperexcitability in a focal cortical dysplasia human model</i> está disponível em: <strong><a href="https://academic.oup.com/brain/advance-article-abstract/doi/10.1093/brain/awab479/6484506?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noopener">https://academic.oup.com/brain/advance-article-abstract/doi/10.1093/brain/awab479/6484506?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://agencia.fapesp.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/38134/" target="_blank" rel="noopener">original aqui</a></span>.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-cria-modelo-que-mimetiza-malformacao-associada-a-epilepsia-grave-e-abre-caminho-para-novas-terapias/">Grupo cria modelo que mimetiza malformação associada à epilepsia grave e abre caminho para novas terapias</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Epilepsia in vitro: minicérebros criados em laboratório simulam má-formação do córtex cerebral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 19:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Brain]]></category>
		<category><![CDATA[displasia cortical focal]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[organoides]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Pesquisa FAPESP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Confira reportagem da Revista &#8220;Pesquisa FAPESP&#8221; sobre o trabalho inovador realizado por pesquisadores do CEPID BRAINN. 18 de fevereiro de 2022  &#124; por Meghie Rodrigues, na Revista Pesquisa FAPESP Um grupo de pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e da Califórnia em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos, desenvolveu uma técnica nova de cultivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Confira reportagem da Revista &#8220;Pesquisa FAPESP&#8221; sobre o trabalho inovador realizado por pesquisadores do CEPID BRAINN.</em></p>
<p><span id="more-13482"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">18 de fevereiro de 2022  | por <a style="color: #808080;" href="https://revistapesquisa.fapesp.br/epilepsia-in-vitro/"><span style="text-decoration: underline;">Meghie Rodrigues, na Revista Pesquisa FAPESP</span></a></span></p>
<p>Um grupo de pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e da Califórnia em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos, desenvolveu uma técnica nova de cultivo em laboratório de organoides que mimetizam o córtex cerebral. Chamados de minicérebros, eles permitem simular e observar o surgimento de epilepsias de difícil tratamento comumente causadas por um tipo específico de lesão, a displasia cortical focal. Essa alteração tem como um de seus efeitos a geração de neurônios dismórficos, maiores e com mais conexões do que o normal, que disparam sinais elétricos de forma desordenada e levam a crises convulsivas frequentes. Cerca de 30% das pessoas com epilepsia apresentam diferentes formas da doença que não respondem a tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos.</p>
<p>Para estudar a epilepsia decorrente da displasia cortical focal, a equipe de cientistas desenvolveu minicérebros maduros nos quais foi possível acompanhar o desenvolvimento do córtex cerebral e a formação de diferentes células neurais, como as da glia, que dão suporte e proteção aos neurônios, e o aparecimento dos neurônios dismórficos. Os organoides foram “envelhecidos” por um período de 90 a 150 dias antes de serem empregados nos experimentos, um dos grandes diferenciais do método. Nas simulações, os pesquisadores puderam observar a formação da atividade elétrica em um processo que emula o padrão observado no cérebro de um feto durante seu primeiro trimestre de desenvolvimento. Os resultados do estudo foram publicados em dezembro na revista científica <em>Brain</em>.</p>
<p>A displasia cortical focal é uma má-formação cerebral que ocorre durante a gestação.  Cada indivíduo apresenta os sintomas de epilepsia em momentos diferentes da vida, não necessariamente na infância. Recém-nascidos ainda não têm um nível de desenvolvimento cerebral o suficiente para ter crises de epilepsia. “Mas é muito provável que essa pessoa com displasia vai manifestar a doença em algum momento da vida”, diz a médica geneticista Iscia Lopes-Cendes, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, coordenadora da equipe que produziu os minicérebros ao lado do neurocientista brasileiro Alysson Muotri, da UCSD. Os trabalhos de Lopes-Cendes fazem parte das atividades do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (<a href="https://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">BRAINN</a>), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP.</p>
<p>“Uma pessoa com epilepsia grave causada por displasia cortical focal tem entre 40 e 50 crises epilépticas por dia. Isso impossibilita crianças de irem à escola e adultos de terem uma vida normal”, comenta a neurocientista Simoni Avansini, autora principal do artigo, que fez pós-doutorado na Unicamp e na UCSD sobre o cultivo de organóides cerebrais e hoje trabalha no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).</p>
<div style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" src="https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200.jpg" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" srcset="https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200.jpg 1200w, https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200-250x131.jpg 250w, https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200-700x368.jpg 700w, https://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2022/02/SITE_313_Epilepsia-0-1200-120x63.jpg 120w" alt="" width="1200" height="630" /><p class="wp-caption-text"><em>Os chamados minicérebros são organoides que reúnem diferentes tipos de células cerebrais (vistos por microscopia eletrônica). Simoni Avansini / CNPEM.</em></p></div>
<p>Um córtex cerebral saudável é organizado em seis camadas. As células de cada segmento trabalham de forma ordenada e conectada. No cérebro com displasia, as camadas do córtex não são bem diferenciadas. Existem algumas células anormais, neurônios dismórficos e células em formatos de balão. Os neurônios dismórficos provavelmente são os principais responsáveis por gerar crises de epilepsia, ou seja, por produzir descargas elétricas anormais que provocam as crises.</p>
<p>Apesar do nome, os chamados minicérebros não se parecem com pequenos encéfalos. São um conjunto de diferentes células cerebrais que formam estruturas do tamanho da cabeça de um alfinete capazes, em tese, de se “comportar” em linhas gerais como os tecidos do órgão. Várias doenças e condições clínicas, como a esquizofrenia, têm sido simuladas por meio da criação de diferentes organoides desse tipo. Minicérebros para o estudo da ação do vírus zika no sistema nervoso, por exemplo, não precisam ser tão “envelhecidos”. Após uma semana de cultivo em laboratório já podem ser utilizados.</p>
<p>Para criar os minicérebros, a equipe reprogramou células-tronco adultas retiradas da pele de quatro pacientes com epilepsia causada por displasia cortical focal, que foram internados para cirurgia no Hospital de Clínicas da Unicamp. Inicialmente, elas foram transformadas em células-tronco de pluripotência induzida (iPSC), que têm a capacidade de se desenvolver e se transformar em diversos tipos de células. “Em seguida, diferenciamos as iPSCs em células neurais, que foram cultivadas sob agitação para obter os minicérebros”, explica Lopes-Cendes. Para ter um grupo controle, o mesmo processo foi repetido com células de pessoas saudáveis do mesmo sexo e idade próxima dos pacientes com displasia. O objetivo final da comparação era ter um modelo humano para entender a fisiopatologia da displasia cortical focal.</p>
<p>Para o neurocientista José Eduardo Peixoto-Santos, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), o trabalho é inovador e abre muitas possibilidades nas pesquisas sobre displasia cortical e epilepsia. O fato de os pesquisadores da Unicamp e da UCSD não terem utilizado microeletrodos para estimular a corrente elétrica nos minicérebros mostra o alto grau de sofisticação do estudo. “A equipe aplicou uma luz para obter os estímulos elétricos nos minicérebros. Assim, a corrente elétrica é muito mais parecida com o que realmente ocorre no cérebro humano”, comenta Peixoto-Santos, que não participou do estudo. “Pouca gente trabalha com essa técnica, que é bem difícil de ser dominada.”<br />
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 50 milhões de pessoas no mundo sofrem hoje de epilepsia. Mais de 80% delas vive em países de renda baixa ou média, muitas sem o tratamento necessário. Entender melhor como os neurônios dismórficos se formam em um cérebro com displasia cortical focal – e o caminho que a atividade elétrica percorre em um episódio de crise epiléptica – pode fazer avançar o conhecimento das causas da doença e talvez levar a tratamentos mais específicos<strong>.</strong></p>
<p class="bibliografia separador-bibliografia"><strong>Projeto</strong><br />
Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia – Brainn (<a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58565/instituto-brasileiro-de-neurociencia-e-neurotecnologia-brainn/?q=13/07559-3" target="_blank" rel="noopener">nº 13/07559-3</a>); <strong>Modalidade</strong> Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid); <strong>Pesquisador responsável</strong> Fernando Cendes (Unicamp); <strong>Investimento</strong> R$ 28.676.399,62</p>
<p class="bibliografia"><strong>Artigo científico</strong><br />
AVANSINI. S. H. e<em>t al</em>. <a href="https://academic.oup.com/brain/advance-article-abstract/doi/10.1093/brain/awab479/6484506" target="_blank" rel="noopener">Junctional instability in neuroepithelium and network hyperexcitability in a focal cortical dysplasia human model</a>. <strong>Brain</strong>. 27 dez. 2021.</p>
<div class="wp-caption"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/">Pesquisa FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/"> licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/epilepsia-in-vitro/" target="_blank" rel="noopener">original aqui</a>.</p>
<p><script>var img = new Image(); img.src='https://revistapesquisa.fapesp.br/republicacao_frame?id=425026&referer=' + window.location.href;</script></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/epilepsia-in-vitro-minicerebros-criados-em-laboratorio-simulam-ma-formacao-do-cortex-cerebral/">Epilepsia in vitro: minicérebros criados em laboratório simulam má-formação do córtex cerebral</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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