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	<title>Multicentre Epilepsy Lesion Detection | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>Multicentre Epilepsy Lesion Detection | CEPID BRAINN</title>
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		<title>IA identifica anormalidades cerebrais invisíveis em pessoas com epilepsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 21:02:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[Clarissa Yasuda]]></category>
		<category><![CDATA[epilepsia]]></category>
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		<category><![CDATA[Multicentre Epilepsy Lesion Detection]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grupo internacional &#8211; com a participação do BRAINN &#8211; desenvolveu tecnologia de IA que detecta 64% das anormalidades cerebrais relacionadas à epilepsia que os radiologistas humanos não detectam.  Texto adaptado de divulgação do King´s College London O MELD Graph é uma ferramenta de IA que pode mudar drasticamente o tratamento de 4 milhões de pessoas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Grupo internacional &#8211; com a participação do BRAINN &#8211; desenvolveu tecnologia de IA que detecta 64% das anormalidades cerebrais relacionadas à epilepsia que os radiologistas humanos não detectam. </em></p>
<p><span id="more-16648"></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #808080;"><em>Texto adaptado de divulgação do <span style="text-decoration: underline; color: #808080;"><a style="color: #808080; text-decoration: underline;" href="https://www.kcl.ac.uk/news/ai-diagnose-invisible-brain-abnormalities-people-epilepsy#:~:text=Scientists%20have%20developed%20an%20AI,epilepsy%20that%20human%20radiologists%20miss.&amp;text=MELD%20Graph%20is%20an%20AI,cause%20of%20epilepsy%2C%20researchers%20say." target="_blank" rel="noopener">King´s College London</a></span></em></span></p>
<p>O <strong>MELD Graph</strong> é uma ferramenta de IA que pode mudar drasticamente o tratamento de 4 milhões de pessoas em todo o mundo que convivem com a epilepsia, dizem os pesquisadores.</p>
<p>O estudo, publicado no <em>JAMA Neurology</em> por uma equipe do King&#8217;s College London e do University College London (UCL), mostra como a ferramenta melhora significativamente a detecção de displasias corticais focais (FCDs, na sigla em inglês), que é uma das principais causas de epilepsia. <strong>O trabalho contou com a participação dos pesquisadores <a href="https://www.brainn.org.br/fernando-cendes-do-cepid-brainn-e-eleito-novo-editor-in-chief-da-revista-epilepsia/">Fernando Cendes</a> e <a href="https://www.brainn.org.br/radio-escafandro-entrevista-dra-clarissa-yasuda-sobre-covid-longa/">Clarissa Yasuda</a>, do CEPID BRAINN.</strong></p>
<p>Os autores do trabalho dizem que a ferramenta acelerará o tempo de diagnóstico, dará aos pacientes o tratamento cirúrgico de que precisam mais rapidamente e reduzirá custos (a economia estimada para o serviço público de saúde do Reino Unido, por exemplo, é de até £55.000 por paciente).</p>
<p>No Reino Unido, 1 em cada 100 pessoas é afetada por epilepsia e convulsões, frequentemente presentes na infância. Uma em cada cinco pessoas com epilepsia tem convulsões causadas por uma anormalidade estrutural (“lesão”) no cérebro. FCDs são uma causa estrutural comum de epilepsia; nestes casos, as convulsões são de difícil controle com medicamentos. A <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/unicamp-hospital-de-clinicas-realiza-a-100a-cirurgia-de-epilepsia-em-criancas/">cirurgia para remover a lesão</a></span> pode ser uma maneira eficaz e segura de interromper as convulsões. No entanto, o desafio é que os FCDs podem ser sutis e difíceis de ver com o olho humano &#8211; até metade dessas lesões não são detectadas pelos radiologistas. Atrasos no diagnóstico e na cirurgia significam mais convulsões, mais visitas ao pronto-socorro e mais interrupções na escola, no trabalho e na vida doméstica.</p>
<p>No estudo, os pesquisadores reuniram dados de ressonância magnética de 1185 participantes — incluindo 703 pessoas com FCD e 482 controles — de 23 centros de epilepsia ao redor do mundo no projeto <em>Multicentre Epilepsy Lesion Detection </em>(MELD). Metade do conjunto de dados é de crianças. Eles então treinaram a ferramenta de inteligência artificial (MELD Graph) nas varreduras para detectar essas sutis anormalidades cerebrais que poderiam passar despercebidas.</p>
<p>O autor principal do projeto, Dr. Konrad Wagstyl, do King&#8217;s College London, disse:</p>
<blockquote><p>&#8220;Os radiologistas estão atualmente inundados com imagens que precisam revisar. Usar uma ferramenta com tecnologia de IA como o MELD Graph pode apoiá-los em suas decisões, tornando o sistema de saúde mais eficiente, acelerando o tempo de tratamento para os pacientes e aliviando-os de testes e procedimentos desnecessários e caros.&#8221;</p></blockquote>
<p>Como exemplo, o coautor Dr. Luca Palma, do Hospital Infantil Bambino Gesù, Itália, disse: &#8220;O MELD Graph identificou uma lesão sutil não detectada por muitos radiologistas em um menino de 12 anos que tinha convulsões diárias e havia tentado nove medicamentos anticonvulsivantes sem nenhuma melhora em sua condição. Esta ferramenta pode identificar pacientes com epilepsia cirurgicamente operável e ajudar no planejamento cirúrgico &#8211; reduzindo riscos, economizando dinheiro, melhorando os resultados.&#8221;</p>
<p>Embora a ferramenta ainda não esteja clinicamente disponível, a equipe de pesquisa lançou a ferramenta de IA como um software de código aberto. Eles estão realizando workshops para treinar clínicos e pesquisadores em todo o mundo, incluindo o Great Ormond Street Hospital e a Cleveland Clinic, sobre como usá-la.</p>
<p>A primeira autora, Dra. Mathilde Ripart da UCL, afirmou: &#8220;Um dos destaques para mim é ouvir médicos de todo o mundo, incluindo o Reino Unido, Chile, Índia e França, que conseguiram usar nossas ferramentas para ajudar seus próprios pacientes.&#8221;</p>
<p>A pesquisadora Helen Cross, co-autora do estudo e Presidente da Liga Internacional Contra a Epilepsia, disse: &#8220;Conheço muitas crianças que passaram anos tendo convulsões e realizando exames até encontrarmos uma lesão. A comunidade da epilepsia está buscando maneiras de acelerar o diagnóstico e o tratamento. Iniciativas como o MELD têm o potencial de identificar rapidamente anormalidades que podem ser removidas e potencialmente curar a epilepsia.&#8221;</p>
<p>A pesquisadora Dra. Sophie Adler da UCL complementou:</p>
<blockquote><p>&#8220;Este tipo de pesquisa só é possível com colaboração internacional. Tivemos o privilégio de trabalhar com 75 pesquisadores e clínicos em direção a este objetivo comum de &#8220;nenhuma lesão de epilepsia perdida em todo o mundo&#8221;.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Para saber mais</strong></h2>
<ul>
<li>Ripart M et al., 2025. Detection of epileptogenic focal cortical dysplasia using graph neural networks: a MELD study. JAMA Neurology, Feb 24. <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaneurology/fullarticle/2830410" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;">doi:10.1001/jamaneurol.2024.5406</span></a></li>
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