<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Medicina de precisão | CEPID BRAINN</title>
	<atom:link href="https://www.brainn.org.br/tag/medicina-de-precisao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.brainn.org.br</link>
	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 10:58:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/05/cropped-CEPID-BRAINN-favicon-32x32.png</url>
	<title>Medicina de precisão | CEPID BRAINN</title>
	<link>https://www.brainn.org.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Comissão internacional da The Lancet busca ampliar acesso à medicina de precisão</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/comissao-internacional-da-the-lancet-busca-ampliar-acesso-a-medicina-de-precisao/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/comissao-internacional-da-the-lancet-busca-ampliar-acesso-a-medicina-de-precisao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 10:58:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[The Lancet]]></category>
		<category><![CDATA[the Lancet Commission on Precision Health]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=17024</guid>

					<description><![CDATA[<p>Matéria do Jornal da Unicamp destaca os trabalhos do grupo The Lancet Commission on Precision Health na adoção da medicina de precisão em sistemas públicos de saúde. Autoria: Daniela Prandi Frequentemente associada a exames sofisticados e tratamentos de alto custo, a medicina de precisão ainda é vista como uma realidade restrita a centros altamente especializados. [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/comissao-internacional-da-the-lancet-busca-ampliar-acesso-a-medicina-de-precisao/">Comissão internacional da The Lancet busca ampliar acesso à medicina de precisão</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria do Jornal da Unicamp destaca os trabalhos do grupo The Lancet Commission on Precision Health na adoção da medicina de precisão em sistemas públicos de saúde.</em></p>
<p><span id="more-17024"></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><em>Autoria: Daniela Prandi</em></span></p>
<p class="has-drop-cap wp-block-paragraph">Frequentemente associada a exames sofisticados e tratamentos de alto custo, a <a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/"><strong>medicina de precisão</strong></a> ainda é vista como uma realidade restrita a centros altamente especializados. Uma nova comissão internacional criada pela revista científica <em>The Lancet</em>, intitulada <em>“The Lancet Commission on Precision Health”</em>, pretende mudar essa percepção. O grupo reúne mais de 20 especialistas de diversos países, entre eles <a href="https://www.brainn.org.br/genetics-and-molecular-biology-50-anos-artigo-de-iscia-lopes-cendes-esta-entre-os-mais-citados/"><strong>Iscia Lopes-Cendes</strong></a>, docente da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia (Cepid-Brainn), sediado na Unicamp.</p>
<p>Lopes-Cendes, especialista em medicina genômica e em tecnologias aplicadas às neurociências, é uma das duas representantes da América Latina no grupo, que conta também com o psiquiatra Christian Kieling, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ela, o objetivo da comissão é formular recomendações para que estratégias de saúde de precisão possam ser incorporadas de forma equitativa a sistemas de saúde em todo o mundo.</p>
<p><em><strong>Veja também</strong></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="6htSc8Ls7F"><p><a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/">Medicina de precisão para todos: conheça a The Lancet Commission on Precision Health</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Medicina de precisão para todos: conheça a The Lancet Commission on Precision Health&#8221; &#8212; CEPID BRAINN" src="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/embed/#?secret=6htSc8Ls7F" data-secret="6htSc8Ls7F" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo, destaca, o Brasil pode desempenhar um papel importante. “Vejo o Brasil como tendo uma grande responsabilidade de fazer a coisa certa, porque somos uma vitrine para os outros países da América Latina e para os países do Sul Global.”</p>
<p>De acordo com Lopes-Cendes, o país ocupa uma posição estratégica por reunir características que podem transformá-lo em referência.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Podemos fazer essa implementação com equidade porque, desde que isso ocorra no Sistema Único de Saúde (SUS), que tem uma capilaridade enorme, isso vai chegar para todos os brasileiros.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">A pesquisadora ressalta que a combinação entre um sistema público universal, a crescente integração de bases de dados em saúde e a experiência acumulada em políticas de prevenção coloca o Brasil em posição privilegiada para testar modelos que posteriormente possam ser reproduzidos em outras regiões do mundo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Pelas características do Brasil, um país que produz muita estatística e está nesse momento de transição para um patamar mais elevado de desenvolvimento, existe um grande interesse internacional no que acontece aqui. Pode ser que estudos de caso brasileiros sejam publicados no âmbito da comissão. Nosso sistema de saúde é muito organizado do ponto de vista dos registros e da produção de dados, e isso permite desenvolver trabalhos muito interessantes”, completa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A comissão foi criada para enfrentar um desafio crescente dos sistemas de saúde. Embora avanços científicos tenham demonstrado que fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais influenciam o surgimento das doenças e a resposta aos tratamentos, a maior parte da assistência médica ainda é baseada em médias populacionais e protocolos padronizados. A chamada saúde de precisão busca justamente incorporar essa diversidade. “Decidimos justamente não chamar a comissão de medicina de precisão, mas de saúde de precisão, porque podemos recomendar ações relacionadas ao estilo de vida, ao comportamento e até a políticas públicas”, explica.</p>
<a href="https://jornal.unicamp.br/noticias/2026/06/11/comissao-internacional-da-the-lancet-busca-ampliar-acesso-a-medicina-de-precisao/" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#795d8f;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-paperclip" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Leia o artigo na íntegra</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/comissao-internacional-da-the-lancet-busca-ampliar-acesso-a-medicina-de-precisao/">Comissão internacional da The Lancet busca ampliar acesso à medicina de precisão</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/comissao-internacional-da-the-lancet-busca-ampliar-acesso-a-medicina-de-precisao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medicina de precisão para todos: conheça a The Lancet Commission on Precision Health</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 13:40:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[saúde de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[The Lancet]]></category>
		<category><![CDATA[the Lancet Commission on Precision Health]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=16969</guid>

					<description><![CDATA[<p>Iniciativa tem a participação da pesquisadora Iscia Lopes-Cendes, do BRAINN, e pretende expandir o alcance da medicina de precisão em um complexo cenário socioeconômico global. &#160; Medicina de precisão para todos &#8211; este é o objetivo de uma nova iniciativa global, que pretende ampliar o alcance da saúde de precisão (um termo que envolve tanto [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/">Medicina de precisão para todos: conheça a The Lancet Commission on Precision Health</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Iniciativa tem a participação da pesquisadora Iscia Lopes-Cendes, do BRAINN, e pretende expandir o alcance da medicina de precisão em um complexo cenário socioeconômico global.</em></p>
<p><span id="more-16969"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong><a href="https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/"><span style="text-decoration: underline;">Medicina de precisão</span></a> para todos</strong></em> &#8211; este é o objetivo de uma nova iniciativa global, que pretende ampliar o alcance da <em>saúde de precisão</em> (um termo que envolve tanto aspectos de prevenção quanto de tratamento de doenças), utilizando tecnologia de ponta nos contextos socioeconômicos mais diversos.</p>
<p>A <strong>The Lancet Commission on Precision Health</strong>, da qual a pesquisadora do <strong>CEPID BRAINN</strong> dra. <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/grupo-consultivo-tecnico-sobre-genomica-tag-g-da-oms-presidido-pela-pesquisadora-iscia-lopes-cendes-publica-artigo-na-nature-medicine/"><strong>Iscia Lopes-Cendes</strong></a></span> faz parte, pretende transformar avanços médicos, científicos, tecnológicos e analíticos em intervenções de saúde eficazes, equitativas e financeiramente viáveis, levando em consideração características sociais, culturais e econômicas de populações específicas. É medicina de precisão na prática, testada no mundo real. Confira a seguir um resumo sobre o projeto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Veja também</strong></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="y1hyZ9sMa7"><p><a href="https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/">Annual Reviews: como integrar Genômica, Medicina de Precisão e sistemas de saúde na América Latina?</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Annual Reviews: como integrar Genômica, Medicina de Precisão e sistemas de saúde na América Latina?&#8221; &#8212; CEPID BRAINN" src="https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/embed/#?secret=y1hyZ9sMa7" data-secret="y1hyZ9sMa7" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Já se foi o tempo do tratamento-padrão</strong></h2>
<p>Muitas das doenças mais comuns e graves do mundo (como as doenças cardíacas, os transtornos de saúde mental e o câncer) não afetam todas as pessoas de uma mesma forma. As causas das doenças e as respostas aos tratamentos podem variar muito entre indivíduos, assim como entre populações. Ainda assim, a maioria dos sistemas de saúde continua adotando uma abordagem <em>única para todos</em>, o que limita a eficácia terapêutica e o quão igualitários os tratamentos poderiam ser.</p>
<p>Segundo os pesquisadores da The Lancet Comission, essa abordagem &#8216;unificada&#8217; para tratar doenças fazia sentido até pouco tempo atrás, antes dos grandes avanços médicos, tecnológicos e de processamento de dados das últimas décadas.</p>
<p>&#8220;A maior parte da assistência médica moderna baseia-se em estimativas populacionais — adotando uma abordagem que presume que o que funciona na média também funcionará para cada indivíduo&#8221;, afirma o grupo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse modelo “tamanho único” fazia sentido quando não tínhamos ferramentas para prever com precisão o risco de doenças ou a resposta aos tratamentos. Mas, hoje, sabemos que as pessoas diferem muito em como as doenças se desenvolvem e em como os tratamentos funcionam, dependendo de seus genes, do ambiente, do comportamento e do acesso aos cuidados de saúde.&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Conheça a Comissão</strong></h2>
<p>A <strong>The Lancet Commission on Precision Health</strong> (<em>Comissão da The Lancet para Saúde de Precisão</em>, em tradução livre) pretende mudar esse cenário, desenvolvendo estratégias de prevenção e de cuidado que tornem a assistência à saúde mais eficaz e mais equitativa em todo o mundo. O objetivo do grupo é &#8220;garantir que os benefícios da medicina de precisão atinjam todas as populações, não apenas algumas privilegiadas&#8221;.</p>
<div id="attachment_16977" style="width: 2457px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-16977" loading="lazy" class="wp-image-16977 size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1.jpg" alt="The Lancet Comission on Precision Health - Figure-1-Comment-1" width="2447" height="1167" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1.jpg 2447w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-300x143.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-1024x488.jpg 1024w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-768x366.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-1536x733.jpg 1536w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-2048x977.jpg 2048w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-419x200.jpg 419w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-82x39.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-100x48.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2026/06/The-Lancet-Comission-on-Precision-Health-Figure-1-Comment-1-156x74.jpg 156w" sizes="(max-width: 2447px) 100vw, 2447px" /><p id="caption-attachment-16977" class="wp-caption-text"><em>Modelo de trabalho da Comissão em estudos sobre saúde de precisão. Fonte: <a href="https://www.theprecisionhealthcommission.org/about/" target="_blank" rel="noopener">website oficial</a> do grupo</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estratégias baseadas em medicina de precisão já foram implementadas, com sucesso, em países de renda alta, utilizando tecnologia de ponta (e cara), especialmente para oncologia. A Comissão pretende demonstrar que tais exemplos não representam o potencial desta abordagem médico-científica, que pode também ser adotada em contextos de maior restrição econômica e tecnológica. Em outras palavras, há oportunidades acessíveis e de baixo custo que podem ajudar a expandir a medicina de precisão globalmente.</p>
<blockquote><p><em>A Saúde de Precisão leva em consideração características genéticas, biológicas e ambientais de um indivíduo para desenhar estratégias terapêuticas específicas. Isso permite aprimorar a duração e a efetividade de tratamentos de saúde (assim como de métodos de prevenção).</em></p></blockquote>
<p>O grupo analisará a aplicação da saúde de precisão tanto em questões relacionadas à prevenção de doenças (via alterações no estilo de vida, comportamentos e farmacoterapias) quanto ao combate desses males (o que inclui diagnósticos, terapias, prognósticos e monitoramento), comparando a saúde e a qualidade de vida de subgrupos e de indivíduos aos tratamentos padronizados tradicionais.</p>
<p>Fazem parte da Comissão mais de 20 pesquisadores de todo o mundo todo. A América Latina é representada pela médica e pesquisadora do CEPID BRAINN, dra. Iscia Lopes-Cendes, especialista em medicina genômica e tecnologias multi-ômicas aplicadas a neurociências, e pelo dr. Christian Kieling, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</p>
<p>A Comissão funcionará por cerca de 03 anos, tendo sido iniciada formalmente em janeiro de 2026. Estudos, análises, descobertas e recomendações do grupo serão divulgados periodicamente no <strong>The Lancet</strong>, uma das principais publicações científicas globais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Para saber mais</strong></h3>
<p>Para mais detalhes e informações, acesse o anúncio oficial do lançamento da iniciativa no The Lancet, assim como os links abaixo.</p>
<ul>
<li>Franks PW, Lim LL, Ramsay M, Chotirmall SH, Abedalthagafi MS, Ali R, K SB, Ford J, Giordano GN, Hamdi Y, Kieling C, Leal J, Li F, Lopes-Cendes I, Lyons L, Misra S, Owolabi MO, Rosenquist R, Tandon N, Tsosie KS, Udler MS, Smeden MV, Verguet S, Wason J. The Lancet Commission on precision health: equitable, data-driven health outcomes for all. Lancet. 2026 May 25:S0140-6736(26)00612-4. doi: 10.1016/S0140-6736(26)00612-4. Epub ahead of print. PMID: 42184810.</li>
<li>Confira a lista de publicações da Comissão: <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.theprecisionhealthcommission.org/publications/" target="_blank" rel="noopener">https://www.theprecisionhealthcommission.org/publications/</a></span></li>
<li>Acesse o website oficial: <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.theprecisionhealthcommission.org/" target="_blank" rel="noopener">https://www.theprecisionhealthcommission.org/</a></span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/">Medicina de precisão para todos: conheça a The Lancet Commission on Precision Health</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-para-todos-conheca-a-the-lancet-commission-on-precision-health/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Annual Reviews: como integrar Genômica, Medicina de Precisão e sistemas de saúde na América Latina?</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 13:10:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética e Genômica]]></category>
		<category><![CDATA[Annual Review of Genomics and Human Genetics]]></category>
		<category><![CDATA[genômica]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[Thais C. de Oliveira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=16525</guid>

					<description><![CDATA[<p>Novo paper de pesquisadoras do CEPID BRAINN discute maneiras de integrar tecnologia genética de ponta a sistemas de saúde, superando desafios científicos, técnicos e econômicos. &#160; O artigo &#8220;Inequalities and Inclusion in Genomics Applied to Healthcare: A Latin American Perspective&#8220;, das pesquisadores do CEPID BRAINN Iscia Lopes-Cendes e Thais C. de Oliveira, foi publicado este [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/">Annual Reviews: como integrar Genômica, Medicina de Precisão e sistemas de saúde na América Latina?</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Novo paper de pesquisadoras do CEPID BRAINN discute maneiras de integrar tecnologia genética de ponta a sistemas de saúde, superando desafios científicos, técnicos e econômicos.</em></p>
<p><span id="more-16525"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O artigo &#8220;<em><strong>Inequalities and Inclusion in Genomics Applied to Healthcare: A Latin American Perspective</strong>&#8220;</em>, das pesquisadores do CEPID BRAINN <strong>Iscia Lopes-Cendes</strong> e <strong>Thais C. de Oliveira</strong>, foi publicado este mês no periódico <em>Annual Review of Genomics and Human Genetics</em>, de fator de impacto 7.7.</p>
<p>A revisão discute os desafios da implementação da <strong>genômica</strong> e da <strong>medicina de precisão</strong> em países de renda média e baixa, com enfoque especial na América Latina e no Caribe.</p>
<p>Além da limitação de recursos técnicos e econômicos, a região ainda enfrenta problemas como falta de infraestrutura, ausência de marcos regulatórios e ampla variabilidade genética em sua população (característica subrepresentada atualmente em bancos de dados genéticos globais, o que pode dificultar estudos comparativos). Apesar dos desafios, há significativos avanços sendo conquistados nesses países ao longo dos últimos anos; o artigo discute estratégias para superar as adversidades a fim de implementar tecnologia genética e genômica de ponta aos sistemas de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="padding-left: 40px;"><em><strong>Referência</strong></em></h3>
<p style="padding-left: 40px;">Lopes-Cendes I, de Oliveira TC. Inequalities and Inclusion in Genomics Applied to Healthcare: A Latin American Perspective. Annu Rev Genomics Hum Genet. 2025 Jan 30. doi: 10.1146/annurev-genom-111224-100329. Epub ahead of print. PMID: 39883884.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><a href="https://www.annualreviews.org/content/journals/10.1146/annurev-genom-111224-100329#" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-file-pdf-o" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Acessar em Annual Reviews</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Resumo do Artigo</strong></h2>
<p>Integrar a <a href="https://www.brainn.org.br/grupo-consultivo-tecnico-sobre-genomica-tag-g-da-oms-presidido-pela-pesquisadora-iscia-lopes-cendes-publica-artigo-na-nature-medicine/"><strong>genômica</strong></a> à <strong>assistência médica</strong> dentro do contexto da <a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/"><strong>medicina de precisão</strong></a> (MP) apresenta desafios específicos em regiões com recursos limitados, como a América Latina e o Caribe (LAC). Esses desafios decorrem, em parte, da falta de modelos de MP adaptados para países de baixa e média renda. Para enfrentar essa questão, as autoridades de saúde na LAC devem adotar modelos preditivos para estimar os custos e a infraestrutura necessários para programas de MP. A predominância de populações com ampla variabilidade genética na LAC adiciona complexidade à questão, devido à sua sub-representação em estudos genômicos. O estabelecimento de um marco regulatório robusto é essencial para gerenciar questões éticas, legais e de privacidade relacionadas aos dados genômicos. Apesar desses desafios, os esforços regionais atuais demonstram a viabilidade da integração da genômica na LAC e ressaltam a importância da ampliação das colaborações. Ao compartilhar dados, recursos e conhecimento, os países da LAC podem superar barreiras financeiras e de infraestrutura, garantindo ao mesmo tempo padrões éticos e a proteção de dados em toda a região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Veja também</strong></h2>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="OM3tJ65rt8"><p><a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/">Novo paper: review sobre genética de população e o estado da medicina de precisão no Brasil</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Novo paper: review sobre genética de população e o estado da medicina de precisão no Brasil&#8221; &#8212; CEPID BRAINN" src="https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/embed/#?secret=OM3tJ65rt8" data-secret="OM3tJ65rt8" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/">Annual Reviews: como integrar Genômica, Medicina de Precisão e sistemas de saúde na América Latina?</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/annual-reviews-como-integrar-genomica-medicina-de-precisao-e-sistemas-de-saude-na-america-latina/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novo paper: review sobre genética de população e o estado da medicina de precisão no Brasil</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 13:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[BIPMed]]></category>
		<category><![CDATA[genética de população]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[Thais C. de Oliveira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=16339</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo publicado no Journal of Community Genetics analisa o panorama da medicina de precisão no país. Confira na íntegra. &#160; As pesquisadoras do CEPID BRAINN Thais C. de Oliveira e Iscia Lopes-Cendes publicaram no último mês um artigo de revisão sobre genética de população e o estado da medicina de precisão no Brasil &#8211; um [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/">Novo paper: review sobre genética de população e o estado da medicina de precisão no Brasil</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Artigo publicado no Journal of Community Genetics analisa o panorama da medicina de precisão no país. Confira na íntegra.</em></p>
<p><span id="more-16339"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As pesquisadoras do <strong>CEPID BRAINN Thais C. de Oliveira</strong> e <strong>Iscia Lopes-Cendes</strong> publicaram no último mês um artigo de revisão sobre <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/artigo-revela-que-populacao-brasileira-possui-variacoes-geneticas-ineditas-em-bancos-de-dados-globais/"><strong>genética de população</strong></a></span> e o estado da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/evento/21o-webinario-da-abc-medicina-de-precisao-no-brasil/"><strong>medicina de precisão</strong></a></span> no Brasil &#8211; um país notoriamente desafiador para tais pesquisas e iniciativas, dada sua extensão geográfica, a grande diversidade de sua população e as dificuldades socioeconômicas que impactam o progresso da ciência e da medicina de ponta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 40px;"><strong>Sobre o paper</strong></h2>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li><strong>Título</strong>: <em>Population molecular genetics in Brazil: From genomic databases and research to the implementation of precision medicine</em></li>
<li><strong>Autores</strong>: Thais C de Oliveira, Iscia Lopes-Cendes</li>
<li><strong>Revista</strong>: J Community Genet. 2024 Nov 19</li>
<li><strong>Keywords</strong>: Genetic testing; Genomic medicine; Genomics in Latin America; Population genomics</li>
<li><strong>DOI</strong>: <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://doi.org/10.1007/s12687-024-00752-5">https://doi.org/10.1007/s12687-024-00752-5</a></span></li>
<li><strong>Citação</strong>: de Oliveira TC, Lopes-Cendes I. Population molecular genetics in Brazil: From genomic databases and research to the implementation of precision medicine. J Community Genet. 2024 Nov 19. doi: 10.1007/s12687-024-00752-5. Epub ahead of print. PMID: 39557816</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://doi.org/10.1007/s12687-024-00752-5" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" class="alignright wp-image-16350" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper.jpg" alt="CEPID BRAINN - Blog - Novo paper genetica de populacao e medicina de precisao - o paper" width="340" height="531" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper.jpg 700w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper-192x300.jpg 192w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper-655x1024.jpg 655w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper-128x200.jpg 128w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper-52x82.jpg 52w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper-64x100.jpg 64w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/CEPID-BRAINN-Blog-Novo-paper-genetica-de-populacao-e-medicina-de-precisao-o-paper-100x156.jpg 100w" sizes="(max-width: 340px) 100vw, 340px" /></a>O artigo traça um panorama revolucionário para a <strong>medicina de precisão</strong>, com crescimento acelerado de adoção nos últimos anos e grande potencial de impacto na saúde pública nas próximas décadas. Afinal, um de seus objetivos é, por meio da análise genética individual, obter diagnósticos e terapias personalizadas, mais eficientes e com menos efeitos colaterais que os medicamentos atuais (criados para o &#8216;grande público&#8217;).</p>
<p>Aplicar a medicina de precisão em um país como o Brasil &#8211; de dimensões continentais, com grande variabilidade genética em sua população e recursos econômicos, técnicos e científicos limitados &#8211; é um projeto complexo, que depende também da disponibilidade de bancos de dados robustos com informações genéticas e genômicas. Nesse sentido, o review cita algumas iniciativas importantes, dentre elas o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/vii-workshop-of-the-brazilian-initiative-on-precision-medicine-bipmed-veja-fotos-do-evento/"><strong>BIPMed</strong></a></span>. Criado em 2015 como colaboração entre 05 CEPIDs FAPESP (incluindo o <strong>BRAINN</strong>), o BIPMed pretende caracterizar a diversidade genética da população brasileira e fornecer acesso ético a dados biomédicos, facilitando o compartilhamento de conhecimento e a educação/treinamento em genética molecular humana, biologia computacional e campos relacionados. O banco de dados contém atualmente informações genéticas/genômicas de 948 indivíduos e pode ser acessado por pesquisadores de todo o mundo.</p>
<p>Ao longo do artigo, as autoras discutem os diversos desafios envolvidos na implementação da medicina de precisão, traçam um panorama dos avanços realizados nas últimas décadas e fornecem direcionamentos sobre o futuro &#8211; concluindo que, apesar das dificuldades de um projeto de tão larga escala, progressos substanciais foram feitos recentemente. &#8220;[Projetos de análises genômicas da população brasileira já em prática] destacam a importância de colaborações interdisciplinares, em que pesquisadores, profissionais de saúde, formuladores de políticas e <em>stakeholders</em> trabalham juntos para garantir que as iniciativas estejam alinhadas às reais necessidades da população brasileira, principalmente por meio do SUS, porque ele afeta de forma primária o tratamento dessa população&#8221;, concluem.</p>
<p>O artigo pode ser lido na íntegra no link abaixo:</p>
<a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12687-024-00752-5" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link-square" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Acesse o paper</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/">Novo paper: review sobre genética de população e o estado da medicina de precisão no Brasil</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/novo-paper-review-sobre-genetica-de-populacao-e-o-estado-da-medicina-de-precisao-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Artigo revela que população brasileira possui variações genéticas inéditas em bancos de dados globais</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/artigo-revela-que-populacao-brasileira-possui-variacoes-geneticas-ineditas-em-bancos-de-dados-globais/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/artigo-revela-que-populacao-brasileira-possui-variacoes-geneticas-ineditas-em-bancos-de-dados-globais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 18:57:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[BIPMed]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[NPJ Genomic Medicine]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=12515</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo publicado este mês na NPJ Genomic Medicine e liderado por pesquisadores do CEPID BRAINN demonstra a importância da ampliação das informações sobre a população brasileira nos bancos genômicos internacionais. Foram identificadas mais de 800 mil variações que não estavam presentes em alguns dos maiores repositórios de dados genéticos do mundo 20 de outubro de [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/artigo-revela-que-populacao-brasileira-possui-variacoes-geneticas-ineditas-em-bancos-de-dados-globais/">Artigo revela que população brasileira possui variações genéticas inéditas em bancos de dados globais</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo publicado este mês na NPJ Genomic Medicine e liderado por pesquisadores do CEPID BRAINN demonstra a importância da ampliação das informações sobre a população brasileira nos bancos genômicos internacionais.</em></p>
<p><span id="more-12515"></span></p>
<p style="font-size: 1.6em; width: 40%; float: right; text-align: right; margin-left: 20px;"><span style="color: #4b4972;"><strong>Foram identificadas mais de 800 mil variações que não estavam presentes em alguns dos maiores repositórios de dados genéticos do mundo</strong></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">20 de outubro de 2020  | por <a style="color: #808080;" href="https://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<span class="su-dropcap su-dropcap-style-default" style="font-size:1.5em">P</span>esquisadores do <strong>CEPID BRAINN</strong> publicaram este mês um estudo na <em>NPJ Genomic Medicine</em>, periódico científico do grupo <em>Nature</em>, que demonstra a importância da obtenção e do compartilhamento de dados genéticos da população brasileira.</p>
<p>O artigo “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.nature.com/articles/s41525-020-00149-6"><em>The Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed): fostering genomic data-sharing of underrepresented populations</em></a></span>” <sup>[1]</sup> analisou dois bancos de dados genômicos contendo informações de 358 indivíduos brasileiros. No total, foram identificadas <strong>mais de 800 mil variações </strong>que não estavam presentes em alguns dos maiores repositórios de dados genéticos do mundo.</p>
<p>O trabalho destaca a importância da realização de estudos genômicos populacionais no país, seja para a implementação da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/"><strong>medicina de precisão</strong></a></span>, seja para o avanço da compreensão das variações genéticas e sua correlação com a predisposição a doenças – e, tão importante quanto, reforça o quão fundamental é o <strong>compartilhamento desses dados</strong> com a comunidade científica global.</p>
<p><a href="https://www.nature.com/articles/s41525-020-00149-6"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-12534 size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo.jpg" alt="CEPID BRAINN - BIPMed na NPJ Genomic Medicine - artigo" width="1000" height="500" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo.jpg 1000w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo-300x150.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo-768x384.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo-400x200.jpg 400w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo-82x41.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo-100x50.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-artigo-156x78.jpg 156w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>VARIAÇÕES NO GENOMA NACIONAL</strong></h2>
<p style="font-size: 1.6em; width: 40%; float: right; text-align: right; margin-left: 20px;"><span style="color: #517fa8;"><strong>O BIPMed já é o responsável por 03 dos 06 maiores bancos de dados genéticos na plataforma <em>Leiden Open Variation Database</em></strong></span></p>
<p>O artigo publicado traz os resultados dos trabalhos do <a href="https://www.brainn.org.br/bipmed-novo-portal-reunira-bancos-de-dados-genomicos-da-america-latina/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>BIPMed</strong></span></a>, uma iniciativa de cinco grupos de pesquisa nacionais com o objetivo de facilitar a implementação da medicina de precisão no Brasil. O BIPMed, apoiado pela FAPESP, teve início em 2015, quando possuía em seu repositório dados genéticos de 29 indivíduos. Atualmente,<strong> o grupo já possui informações de mais de 890 indivíduos</strong>, sendo o responsável por 03 dos 06 maiores bancos de dados genéticos na plataforma <em>Leiden Open Variation Database</em>, um dos principais repositórios de informações desse tipo do mundo.</p>
<p>De acordo com os autores, o novo estudo identificou nas amostras nacionais variações genéticas que não estavam presentes em outros bancos de dados genômicos globais, como o <em>dbSNP</em> (o maior banco de dados de variações de nucleotídeos) e o <em>1000 Genomes</em>. No total, mais de 809 mil dessas variações foram identificadas.</p>
<p>&#8220;Nossos resultados demonstram que, por meio da introdução de (dados de) indivíduos brasileiros em bancos de dados genômicos públicos, o BIPMed não só foi capaz de fornecer conhecimento valioso, necessário para a implementação da medicina de precisão, mas também pode aprimorar nossa compreensão da variabilidade do genoma humano e a relação entre variação genética e predisposição a doenças”, escrevem os autores.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-full wp-image-12536 aligncenter" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1.jpg" alt="CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira" width="900" height="546" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1-300x182.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1-768x466.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1-330x200.jpg 330w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1-82x50.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1-100x61.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-diversidade-populacao-brasileira1-156x95.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O BRASILEIRO AINDA É UM “DESCONHECIDO”</strong></h2>
<p>Os brasileiros, que correspondem a quase 3% da população do mundo, ainda são subrepresentados em bancos de dados genéticos globais. Apesar de ser um país em que pesquisas com coletas de amostras genéticas ocorram com frequência, o compartilhamento desses dados com a comunidade científica ainda é incipiente no país.</p>
<p>Com isso, formam-se lacunas de informação sobre a população nacional – composta por inúmeros ‘subgrupos genéticos’, dada a dimensão continental do país e a ampla miscigenação que ocorreu ao longo da história –, que dificultam, dentre outros fatores, a implementação correta da medicina de precisão, um campo em franca expansão e com grande potencial de revolucionar os tratamentos de saúde.</p>
<blockquote><p><span style="color: #808080;">O Brasil, dada suas dimensões continentais e histórico complexo de ocupação territorial, possui populações bastante diferentes em termos genéticos, com ancestralidades significativamente distintas, em suas cinco grandes regiões geográficas. Por exemplo, estudo publicado em 2015 na <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em> <sup>[2] </sup>mostra que a população de Salvador, capital baiana, possui cerca de <strong>50% de seu DNA com marcações de ancestralidade africana</strong>. Na região sudeste, em média, <strong>a ancestralidade predominante (70%) é a europeia</strong>. Montar um painel mais completo dessa heterogeneidade é uma das missões do BIPMed.</span></p></blockquote>
<p>Nesse cenário, mesmo a introdução de quantidades relativamente pequenas de informações nos bancos de dados genômicos pode ser de extrema importância na caracterização dessas subpopulações, fornecendo melhores critérios para o diagnóstico de doenças raras, por exemplo, além de aumentar a compreensão da variabilidade genética humana como um todo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>TECNOLOGIA PARA COMPARTILHAMENTO DE DADOS</strong></h2>
<p>Os resultados do estudo divulgados este mês revelam a enorme importância de se ter conhecimento específico sobre as características genéticas das populações locais, integradas a grandes bancos de dados globais.</p>
<p>Em termos tecnológicos, este não é um desafio. <a href="https://bipmed.org/datasharing/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O próprio BIPMed possui uma plataforma</strong></span></a> na qual grupos de pesquisa podem se cadastrar e enviar os dados de seus estudos genéticos. Todos os parâmetros de <strong>confidencialidade</strong> dos dados e níveis de acesso são cadastrados na plataforma e formalizados em um contrato, garantindo o bom uso das informações. Além disso, a própria equipe do BIPMed auxilia na <strong>padronização</strong> dos envios para incorporação aos bancos de dados. &#8220;Até hoje, não recusamos nenhum envio, e todos foram incorporados com sucesso à plataforma&#8221;, conta a pesquisadora do Laboratório de Genética Molecular da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp dra. <a href="https://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Iscia Lopes Cendes</strong></span></a>, membro do CEPID BRAINN e uma das autoras do estudo publicado este mês.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-12538" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos.jpg" alt="" width="900" height="506" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos-300x169.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos-768x432.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos-356x200.jpg 356w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-bancos-de-dados-genomicos-156x88.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>É SEGURO COMPARTILHAR INFORMAÇÕES GENÉTICAS?</strong></h2>
<p style="font-size: 1.6em; width: 40%; float: right; text-align: right; margin-left: 20px;"><span style="color: #b03b50;"><strong>Os conceitos de ‘DNA’, ‘genética’ e ‘genômica’ são amplamente desconhecidos do grande público em todo o mundo, inclusive em países com excelente educação pública, como o Japão</strong></span></p>
<p>Talvez a questão da <strong>privacidade</strong> dos dados seja a mais polêmica quando o assunto é o uso compartilhado de informações genéticas. Muitos pesquisadores e grupos de pesquisa, mesmo cientes dos benefícios que o compartilhamento de dados pode trazer à sociedade, ainda se opõe a partilhar informações. E o público no geral parece concordar: estudo publicado também este mês no <em>The American Journal of Human Genetics </em><sup>[3]</sup>, do grupo <em>Cell</em>, entrevistou mais de 36 mil pessoas, em 22 países, e descobriu que <strong>a maioria delas preferiria não fornecer seus dados genéticos para pesquisas científicas</strong>, além de não confiar no processo de compartilhamento desses dados entre grupos diferentes (médicos, pesquisadores, empresas etc). Não surpreende notar que, ainda segundo o artigo, os conceitos de ‘DNA’, ‘genética’ e ‘genômica’ são amplamente desconhecidos do grande público em todo o mundo.</p>
<p>Para pessoas de fora da área acadêmica, há a impressão de que o DNA traz informações médicas “especiais”, que exigiriam proteção também especial. Ainda segundo a pesquisa, dentre as pessoas familiarizadas com os conceitos de genética, genômica e DNA, a vontade de compartilhar essas informações é maior. Missão, portanto, para a comunidade científica global: aumentar o nível de confiança do público sobre o uso desses dados e sobre como a privacidade dos indivíduos pode ser protegida, de maneira ao mesmo tempo segura e que não impeça os estudos científicos.</p>
<p>Atualmente, há inúmeros protocolos e maneiras de tornar os <strong>dados genéticos anônimos</strong>, muitos deles sendo utilizados, inclusive, pela equipe do BIPMed e presentes no contrato de cessão de dados. Fato é que, com o devido conhecimento técnico e tendo acesso a informações adicionais sobre doadores de material genético, teoricamente ainda é possível, em parte dos casos, correlacionar uma amostra genética a um indivíduo específico; porém, este é um trabalho longe de ser trivial, e em termos práticos não deveria ser uma preocupação. Os benefícios do compartilhamento seguro e anonimizado de dados em muito suplantam os potenciais maus usos.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-12542" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos.jpg" alt="" width="900" height="450" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos-300x150.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos-768x384.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos-400x200.jpg 400w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos-82x41.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos-100x50.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-seguranca-de-dados-geneticos-156x78.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>Em diversos locais do mundo, como nos Estados Unidos e na União Europeia, a divulgação pública e aberta dos dados é um requerimento que agências de fomento, periódicos científicos e a própria sociedade já exigem para que um estudo genético seja realizado. Aqui no Brasil, existe um movimento por parte das agências de fomento neste mesmo sentido. Espera-se que, dentro de alguns anos, o compartilhamento de informações se popularize no país, tendo como alicerce uma compreensão aprofundada das maneiras como a privacidade dos participantes pode ser mantida e sobre como a <strong>propriedade</strong> desses dados possa também ser garantida.</p>
<p>&#8220;Não é por que os dados são públicos que poderão ser utilizados de qualquer maneira, por qualquer grupo de pesquisa&#8221;, explica a dra. Iscia. &#8220;Já existem protocolos que garantem que os dados gerados em um país sejam devidamente identificados e tenham controle total nacional, o que é importantíssimo para beneficiar as populações nativas e, ao mesmo tempo, permitir o avanço científico&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>BENEFÍCIOS ADICIONAIS DO COMPARTILHAMENTO DE DADOS PARA O PAÍS</strong></h2>
<p>Compartilhar dados também será um passo fundamental para &#8220;internacionalizar&#8221; a Ciência brasileira – ainda, em grande parte, avessa a colaborações internacionais. &#8220;A Ciência brasileira tem uma boa produção de artigos, de boa qualidade, mas com baixa citação e participação de colaboradores internacionais”, explica a pesquisadora. “A Argentina, por exemplo, que possui estrutura de pesquisa menor que a nossa, tem muito mais colaboração internacional. O <strong>compartilhamento de dados</strong> é um caminho essencial para se abrir estas novas frentes de desenvolvimento científico&#8221;.</p>
<blockquote><p><span style="color: #808080;">Um levantamento realizado em 2017 pelo pesquisador Marcelo Hermes-Lima, da UnB <sup>[4]</sup>, revelou que os artigos científicos produzidos na Argentina recebiam, em média, 26% mais citações que os <em>papers</em> brasileiros – isso apesar de, em termos de volume, a produção brasileira ser expressivamente maior que a argentina.</span></p>
<p><span style="color: #808080;"> Em comparação com a produção acadêmica do Chile, os <em>papers</em> chilenos eram, em média, 40% mais citados do que os nacionais.</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>MEDICINA DE PRECISÃO HOJE</strong></h2>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-12540" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao.jpg" alt="CEPID BRAINN - BIPMed na NPJ Genomic Medicine - Medicina de Precisao" width="900" height="496" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao-300x165.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao-768x423.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao-363x200.jpg 363w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao-82x45.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao-100x55.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CEPID-BRAINN-BIPMed-na-NPJ-Genomic-Medicine-Medicina-de-Precisao-156x86.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>A utilização de dados genéticos já é praxe hoje em dia nos hospitais e consultórios médicos, inclusive aqui no Brasil. <strong>Testes genéticos</strong> são realizados rotineiramente para a confirmação de <strong>diagnósticos de doenças raras</strong>, monogênicas (causadas por modificações em apenas 01 gene), como acromegalia e doença de Crohn.</p>
<blockquote><p><span style="color: #808080;"><strong>DOENÇAS RARAS</strong></span></p>
<p><span style="color: #808080;">A Organização Mundial de Saúde define uma doença rara como aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos. Muito embora sejam individualmente raras, elas acometem um percentual significativo da população, o que resulta em um problema de saúde relevante.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">As doenças raras são geralmente crônicas, progressivas, degenerativas e até incapacitantes, afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias. </span><span style="color: #808080;">O número exato de doenças raras não é conhecido. Estima-se que existam entre 6.000 e 8.000 tipos diferentes. 80% delas decorrem de fatores genéticos; as demais advêm de causas ambientais, infecciosas e imunológicas, dentre outros motivos.</span></p>
<p><span style="color: #808080;">Alguns exemplos de doenças raras de causa genética são acromegalia, doença de Crohn, Hutchinson-Gilford, Angioedema Hereditário e leucodistrofias.</span></p></blockquote>
<p>Apesar dos testes já serem comuns, <strong>a interpretação dos dados é mais complicada</strong>. Afinal, ela demanda uma comparação direta das alterações genéticas presentes em um indivíduo com o “padrão” determinado pela análise de milhares de amostras, presentes nos bancos de dados genômicos globais. Se o grupo populacional ao qual esse indivíduo faz parte estiver mal representado nesses bancos de dados – como é o caso da população brasileira –, o diagnóstico final poderá ser comprometido, dificultando o tratamento ou indicando caminhos terapêuticos longe do ideal.</p>
<p>Sendo assim, para que a medicina de precisão que está sendo utilizada hoje e aquela que ajudará novos pacientes no futuro resulte no melhor tratamento possível e em diagnósticos cada vez mais confiáveis, é fundamental ter informações genômicas das populações locais como parâmetro comparativo.</p>
<p>Esta é uma das metas do BIPMed, que demonstrou com seus recentes resultados que há muito o que se aprender com as informações que o povo brasileiro carrega consigo. O grupo conta agora com a <strong>colaboração de toda a comunidade científica nacional</strong> neste desafio de caracterizar corretamente a rica história genética de nossa população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="text-decoration: underline;"><em><strong>PARA SABER MAIS</strong></em></span></h3>
<ul>
<li>[1] Cristiane S. Rocha, Rodrigo Secolin, Maíra R. Rodrigues, Benilton S. Carvalho &amp; Iscia Lopes-Cendes. <strong>The Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed): fostering genomic data-sharing of underrepresented populations</strong>. <em>npj Genomic Medicine volume 5, Article number: 42 (2020)</em>. <span style="text-decoration: underline; color: #00ccff;"><a style="color: #00ccff; text-decoration: underline;" href="https://www.nature.com/articles/s41525-020-00149-6">https://www.nature.com/articles/s41525-020-00149-6</a></span></li>
<li>[2] Fernanda S. G. Kehdy, Mateus H. Gouveia, Moara Machado, Wagner C. S. Magalhães et al. <strong>Origin and dynamics of admixture in Brazilians and its effect on the pattern of deleterious mutations</strong>. <em>PNAS July 14, 2015 112 (28) 8696-8701; first published June 29, 2015</em>. <span style="text-decoration: underline; color: #00ccff;"><a style="color: #00ccff; text-decoration: underline;" href="https://www.pnas.org/content/112/28/8696">https://www.pnas.org/content/112/28/8696</a></span></li>
<li>[3] Anna Middleton, Richard Milne, Mohamed A. Almarri, Shamim Anwer, Jerome Atutornu. <strong>Global Public Perceptions of Genomic Data Sharing: What Shapes the Willingness to Donate DNA and Health Data?</strong> <em>The American Journal of Human Genetics 107, 743–752, October 1, 2020</em>. <span style="text-decoration: underline; color: #00ccff;"><a style="color: #00ccff; text-decoration: underline;" href="https://www.cell.com/ajhg/pdfExtended/S0002-9297(20)30292-5">https://www.cell.com/ajhg/pdfExtended/S0002-9297(20)30292-5</a></span></li>
<li>[4] Brasil aumenta produção científica, mas impacto dos trabalhos diminui. <span style="text-decoration: underline; color: #00ccff;"><a style="color: #00ccff; text-decoration: underline;" href="https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/10/1927163-brasil-aumenta-producao-cientifica-mas-impacto-dos-trabalhos-diminui.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/10/1927163-brasil-aumenta-producao-cientifica-mas-impacto-dos-trabalhos-diminui.shtml</a></span></li>
</ul>The post <a href="https://www.brainn.org.br/artigo-revela-que-populacao-brasileira-possui-variacoes-geneticas-ineditas-em-bancos-de-dados-globais/">Artigo revela que população brasileira possui variações genéticas inéditas em bancos de dados globais</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/artigo-revela-que-populacao-brasileira-possui-variacoes-geneticas-ineditas-em-bancos-de-dados-globais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Medicina de Precisão: dra. Iscia Lopes Cendes, do CEPID BRAINN, participa de webinário da Academia Brasileira de Ciências</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2020 20:29:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Academia Brasileira de Ciências]]></category>
		<category><![CDATA[Íscia Lopes-Cendes]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=12419</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisadora do BRAINN detalhou o que é Medicina de Precisão e quais são os avanços da área no Brasil e no mundo. 14 de setembro de 2020  &#124; por Redação WebContent urante a pandemia da COVID-19, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) – uma das mais importantes e influentes agremiações de cientistas do país – [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/">Medicina de Precisão: dra. Iscia Lopes Cendes, do CEPID BRAINN, participa de webinário da Academia Brasileira de Ciências</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisadora do BRAINN detalhou o que é Medicina de Precisão e quais são os avanços da área no Brasil e no mundo.</em></p>
<p><span id="more-12419"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">14 de setembro de 2020  | por <a style="color: #808080;" href="https://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<span class="su-dropcap su-dropcap-style-default" style="font-size:1.5em">D</span>urante a pandemia da COVID-19, a <strong>Academia Brasileira de Ciências (ABC)</strong> – uma das mais importantes e influentes agremiações de cientistas do país – tem realizado reuniões virtuais, abertas ao público, para discutir avanços científicos nos mais diversos temas. Recentemente, a <strong>Medicina de Precisão</strong> foi o foco de uma dessas reuniões. A pesquisadora <strong>Iscia Lopes Cendes</strong>, membro do CEPID BRAINN e do Comitê Gestor da Iniciativa Brasileira de Medicina de Precisão, participou da transmissão, apresentando um panorama dessa nova área da Medicina tanto no Brasil quanto no mundo.</p>
<a href="https://www.facebook.com/abciencias/videos/1457065351144990" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#0040a1;border-color:#003481;border-radius:9px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:8px 24px;font-size:18px;line-height:27px;border-color:#4d7abe;border-radius:9px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:18px;color:#ffffff"></i> Assista ao webinário completo no Facebook</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<div class="su-box su-box-style-glass" id="" style="border-color:#000000;border-radius:2px"><div class="su-box-title" style="background-color:#2f2f2f;color:#FFFFFF;border-top-left-radius:0px;border-top-right-radius:0px">Perfil: Dra. Iscia Lopes Cendes</div><div class="su-box-content su-u-clearfix su-u-trim" style="border-bottom-left-radius:0px;border-bottom-right-radius:0px">
<p><span style="color: #808080;"><img loading="lazy" class="alignright wp-image-7409" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes.png" alt="brainn iscia lopes cendes" width="170" height="247" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes.png 233w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes-206x300.png 206w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes-137x200.png 137w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes-56x82.png 56w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes-69x100.png 69w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/06/brainn-iscia-lopes-cendes-107x156.png 107w" sizes="(max-width: 170px) 100vw, 170px" />Membro titular da ABC e da Aciesp. Formada em medicina, é professora titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente chefia o Laboratório de Genética Molecular, na Faculdade de Ciências Médicas. </span></p>
<p><span style="color: #808080;">É pesquisadora principal do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (CEPID BRAINN) e é membro do Comitê Gestor da Iniciativa Brasileira de Medicina de Precisão. No webinário da ABC, a dra. Iscia tratou da implementação desta prática no Brasil.</span></p>
</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE É A MEDICINA DE PRECISÃO?</strong></h2>
<p>A ABC definiu Medicina de Precisão da seguinte maneira:</p>
<p>“Medicina de precisão é a medicina personalizada. Além dos dados básicos do paciente utilizados pela medicina convencional, ela trabalha também com o perfil genético específico do indivíduo. As vantagens são muitas, tanto para o paciente quanto para o médico e para as indústrias da área de saúde”.</p>
<p>De fato, a Medicina de Precisão implica, como o próprio nome parece sugerir, em tratamentos personalizados, mais “precisos”, baseado em características genéticas específicas de cada indivíduo. Todavia, para que isso ocorra, é necessário que, antes, um <strong>volume vastíssimo de informações genéticas e médicas</strong>, vindas de várias populações e grupos diferentes, tenha sido coletado, analisado e devidamente processado. Este é o principal enfoque da Medicina de Precisão.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-12424" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia.jpg" alt="Big data na ciência" width="900" height="353" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia-300x118.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia-768x301.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia-510x200.jpg 510w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia-82x32.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia-100x39.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Big-Data-na-Ciencia-156x61.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>De acordo com a dra. Iscia, a Medicina de Precisão abrange, hoje, quatro grandes conceitos principais, que ajudam a entender suas diretrizes:</p>
<ul>
<li><strong>BIG DATA</strong>: o trabalho da Medicina de Precisão envolve a coleta, análise e interpretação de grandes volumes de dados médicos e científicos, oriundos de estudos amplos, com diversos grupos diferentes. Apenas com os avanços no mundo digital das últimas décadas é que este tipo de trabalho pode ser realizado;</li>
<li><strong>DIGITAL HEALTH</strong>: uso de biossensores e demais equipamentos que permitam a obtenção de dados de saúde em formato digital e em grande quantidade;</li>
<li><strong>DATA SCIENCE</strong>: desenvolvimento de novos protocolos para aquisição, organização, integração e análise desses grandes volumes de dados;</li>
<li><strong>OPEN SCIENCE</strong>: criação de soluções em armazenamento, segurança, acesso, organização, visualização e compartilhamento dos dados.</li>
</ul>
<p>Ou seja, a Medicina de Precisão difere da Medicina tradicional pois não se limita a estudos clínicos, buscando integrar o conhecimento de diversas outras áreas do conhecimento – especialmente àquelas ligadas à genética e à análise massiva de dados de saúde (seja de pacientes, seja de populações saudáveis ou modelos experimentais) – na criação de bases gerais de conhecimentos da saúde humana. A partir delas, os profissionais de saúde poderão chegar a conclusões pontuais, específicas, sobre os tratamentos individuais dos pacientes.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-12433" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao.jpg" alt="" width="900" height="541" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-300x180.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-768x462.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-750x450.jpg 750w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-333x200.jpg 333w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-82x49.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-100x60.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-webinario-ABC-medicina-de-precisao-156x94.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<blockquote><p>O <em>National Research Council</em> dos Estados Unidos explica assim (a ênfase no texto é nossa): &#8220;Medicina de precisão refere-se à adaptação do tratamento médico às características individuais de cada paciente. Não significa, literalmente, a criação de drogas ou dispositivos médicos únicos para um paciente, mas sim a <span style="text-decoration: underline;"><em>capacidade de classificar</em></span> os indivíduos em subpopulações que diferem em sua susceptibilidade a uma determinada doença, na biologia e/ou prognóstico dessas doenças ou em sua resposta a um tratamento específico. As intervenções preventivas ou terapêuticas podem, então, se concentrar naqueles que se beneficiarão [com os tratamentos]; poupam-se, assim, custos e efeitos colaterais para aqueles que não se beneficiarão”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>MEDICINA DE PRECISÃO NO BRASIL</strong></h2>
<p>Apesar de ser um tema relativamente recente – ela começou a ser discutida apenas no início da década de 2010, e ganhou real relevância a partir de 2015, com o lançamento, nos Estados Unidos, do programa “Iniciativa da Medicina de Precisão” –, a Medicina de Precisão já está em plena atividade aqui no Brasil.</p>
<div id="attachment_12431" style="width: 718px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.facebook.com/abciencias/videos/1457065351144990"><img aria-describedby="caption-attachment-12431" loading="lazy" class="wp-image-12431 size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir.jpg" alt="" width="708" height="380" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir.jpg 708w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir-300x161.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir-373x200.jpg 373w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir-82x44.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir-100x54.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-Webinario-ABC-assistir-156x84.jpg 156w" sizes="(max-width: 708px) 100vw, 708px" /></a><p id="caption-attachment-12431" class="wp-caption-text">Clique aqui para acessar o vídeo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde março de 2019, uma portaria do Ministério da Saúde determinou o uso do <strong>sequenciamento do exoma</strong> (isto é, da parte codificante do genoma de um indivíduo) no estudo da deficiência intelectual de causa indeterminada – e isso no âmbito do Sistema Único de Saúde. Para tanto, o Ministério levou em consideração os resultados de estudos de custo-benefício que revelaram as diversas vantagens da implementação desses exames no SUS.</p>
<blockquote><p>“Hoje em dia, realizar exames (como o de exoma) não é mais tão problemático em termos de custo e nem de tecnologia, mas sim de análise dos resultados”, explicou Iscia.</p></blockquote>
<p>Foi um primeiro passo – que, felizmente, não parou por aí. Uma nova portaria do Ministério da Saúde, de agosto deste ano, instituiu o <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2020/prt1949_05_08_2020.html"><strong>Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão</strong></a></span> – Genomas Brasil e o Conselho Deliberativo do Programa Genomas Brasil. Segundo o documento, a meta do programa é incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional nas áreas de genômica e saúde de precisão, promover o desenvolvimento da indústria genômica nacional e estabelecer prova de conceito para uma linha de cuidado em genômica e saúde de precisão no âmbito do SUS. Ou seja, teoria e prática unidas para o avanço da Medicina de Precisão no país.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-12435" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1.jpg" alt="CEPID BRAINN - medicina de precisao no Brasil(1)" width="900" height="454" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1-300x151.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1-768x387.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1-396x200.jpg 396w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1-82x41.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1-100x50.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CEPID-BRAINN-medicina-de-precisao-no-Brasil1-156x79.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p><span style="float: right; width: 30%; margin: 2% 4%; font-size: 1.4em; font-weight: bold;">&#8220;(&#8230;) o Brasil passa a ser o primeiro país da América Latina a ter uma diretriz específica voltada à Medicina de Precisão&#8221;</span></p>
<p>Com essa portaria, o Brasil passa a ser o primeiro país da América Latina a ter uma diretriz específica voltada à Medicina de Precisão, o que é interessante tanto para o país quanto para o avanço da área em todo o mundo. Afinal, o Brasil, <strong>por causa dos trabalhos do SUS, é o maior fornecedor global de informações de saúde no mundo em termos de volume de dados</strong>. Como vimos acima, analisar estes vastos volumes de informação é essencial para a Medicina de Precisão.</p>
<p>Além disso, ter políticas públicas voltadas à Medicina de Precisão abra portas para novas colaborações internacionais com outros países e grupos de pesquisa, também essenciais na captação e no compartilhamento de grandes quantidades de dados médicos e científicos.</p>
<p>A Medicina de Precisão ainda é vista como uma área do conhecimento em que apenas países mais desenvolvidos atuam. No geral, é uma visão realista. Mas o interesse brasileiro no tema e o potencial de utilização do sistema público de saúde em estudos populacionais podem catapultar o envolvimento do país no cenário global, tornando-o uma fonte primordial de informações e transformando o Brasil em pioneiro no estudo da implementação de políticas públicas em países em desenvolvimento.</p>
<p>No papel, as portarias e diretrizes já existem, e esse é um ótimo sinal. Agora, elas precisam ser, de fato, implementadas. &#8220;Se não existir envolvimento real do Estado, do Ministério da Saúde, nada disso se transforma em práticas efetivas&#8221;, explicou Iscia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O BIPMED</strong></h2>
<p>Além das políticas públicas, o Brasil já é destaque internacional no <strong>compartilhamento de informações genéticas da população</strong> – parte essencial dos estudos de Medicina de Precisão. Grande prova disso é o sucesso do <strong>BIPMED</strong> – o <em>Brazilian Initiative on Precision Medicine</em>, uma iniciativa de cinco CEPIDs Fapesp, inclusive do BRAINN, e da qual a dra Iscia é membro do Comitê Diretivo.</p>
<div style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" class="size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados.jpg?lossy=1&amp;strip=1&amp;webp=1" width="800" height="503" /><p class="wp-caption-text">Dados do BIPMed já foram utilizados para traçar um panorama da ancestralidade genômica dos brasileiros. Na imagem, os gráficos ilustram os dados de ancestralidade global (barras verticais) e local (barras horizontais) nos 22 cromossomos autossômicos de dois indivíduos que integram a população-referência de Campinas. Os blocos azuis representam o componente ancestral europeu, os vermelhos, o componente africano, e os verdes, o componente nativo-americano. Apesar da distribuição da ancestralidade global ser semelhante entre os indivíduos, a distribuição desses blocos ancestrais dentro de cada cromossomo é diferente. <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-publicam-na-nature-analise-sobre-a-ancestralidade-genomica-dos-brasileiros/"><strong><span style="text-decoration: underline;">Saiba mais</span></strong></a>.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lançado em 2015 de maneira modesta, com dados obtidos por meio do sequenciamento completo do exoma de apenas 29 pessoas de Campinas (SP), em meros três anos o BIPMED já possuía mais de 800 registros, de 350 indivíduos, tanto de pessoas sem patologias associadas quanto de pacientes de doenças como epilepsia, esclerose e câncer. Atualmente, a iniciativa já é responsável por 03 dos 06 maiores bancos de dados genéticos na plataforma <em>Leiden Open Variation Database</em>, um dos principais repositórios de informações genéticas do mundo.</p>
<p>Para saber mais sobre o BIPMED, <a href="http://www.bipmed.org/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>acesse a página especial sobre a iniciativa no website do BRAINN</strong></span></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>LINKS</strong></h2>
<p>Assista ao seminário completo em:</p>
<ul>
<li><a href="https://www.facebook.com/abciencias/videos/1457065351144990" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="text-decoration: underline;"><strong>https://www.facebook.com/abciencias/videos/1457065351144990 </strong></span></a>(a palestra da dra. Iscia começa na marca dos 51 minutos)</li>
</ul>
<p>Saiba mais:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.abc.org.br/2020/08/25/medicina-de-precisao-e-o-tema-do-webinario-da-abc-em-25-8/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="text-decoration: underline;"><strong>http://www.abc.org.br/2020/08/25/medicina-de-precisao-e-o-tema-do-webinario-da-abc-em-25-8/</strong></span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/">Medicina de Precisão: dra. Iscia Lopes Cendes, do CEPID BRAINN, participa de webinário da Academia Brasileira de Ciências</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/medicina-de-precisao-dra-iscia-lopes-cendes-do-cepid-brainn-participa-de-webinario-da-academia-brasileira-de-ciencias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pesquisadores do BRAINN publicam, na Nature Scientific Reports, análise sobre a ancestralidade genômica dos brasileiros</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-publicam-na-nature-analise-sobre-a-ancestralidade-genomica-dos-brasileiros/</link>
					<comments>https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-publicam-na-nature-analise-sobre-a-ancestralidade-genomica-dos-brasileiros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 16:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[BIPMed]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina de precisão]]></category>
		<category><![CDATA[Nature]]></category>
		<category><![CDATA[Nature Scientific Reports]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Secolin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.brainn.org.br/?p=11609</guid>

					<description><![CDATA[<p>Pesquisa analisa componentes europeus, indígenas e africanos em cada um dos cromossomos e identifica região de alta relevância médica. 08 de outubro de 2019  &#124; por Redação WebContent esquisadores do CEPID BRAINN, utilizando dados do projeto BIPMed, revelaram um panorama inédito da miscigenação dos brasileiros no nível genético, e ainda apresentaram dados relevantes para a [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-publicam-na-nature-analise-sobre-a-ancestralidade-genomica-dos-brasileiros/">Pesquisadores do BRAINN publicam, na Nature Scientific Reports, análise sobre a ancestralidade genômica dos brasileiros</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa analisa componentes europeus, indígenas e africanos em cada um dos cromossomos e identifica região de alta relevância médica.</em><span id="more-11609"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">08 de outubro de 2019  | por <a style="color: #808080;" href="https://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<span class="su-dropcap su-dropcap-style-default" style="font-size:1.5em">P</span>esquisadores do <strong>CEPID BRAINN</strong>, utilizando dados do projeto <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/agencia-fapesp-banco-de-dados-genomicos-da-bipmed-amplia-abrangencia-geografica/"><strong>BIPMed</strong></a></span>, revelaram um panorama inédito da <strong>miscigenação</strong> dos brasileiros no nível genético, e ainda apresentaram dados relevantes para a compreensão da saúde da nossa população.</p>
<p>O estudo &#8220;<em>Distribution of local ancestry and evidence of adaptation in admixed populations</em>&#8221; foi publicado na última semana no prestigiado <strong>Nature Scientific Reports</strong> (<em>encontre link para leitura ao final da matéria</em>). A pesquisa é uma das poucas a realizar uma análise genômica detalhada em indivíduos brasileiros, buscando informações sobre a ancestralidade de partes específicas de cada cromossomo e analisando porções do genoma com características importantes para a saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>REVELANDO NOSSA MISCIGENAÇÃO</strong></h2>
<div style="float: right; margin: 25px 0 20px 20px; text-align: right; width: 26%; font-family: Roboto Slab; font-size: 0.92em; display: block; border-right: 3px dotted #9a9a9a; padding-right: 10px; color: #424242;">Apesar de estudos genômicos sobre ancestralidade de uma população serem comuns em outras regiões do mundo, aqui no Brasil os dados ainda são escassos, o que aumenta ainda mais a relevância desta pesquisa.</div>
<p>É notório que a população brasileira é altamente miscigenada &#8211; a própria história do país revela fortes laços familiares entre índios, africanos e europeus. Mas quanto deste histórico de miscigenação está presente em nosso DNA, e como isso pode interferir na saúde? Para começar a responder estas questões, os pesquisadores analisaram o genoma de 264 indivíduos brasileiros, a maioria residente na região de Campinas, São Paulo, usando dados do projeto BIPMed (<a href="https://www.brainn.org.br/inovacao/"><em><span style="text-decoration: underline;">saiba mais sobre o BIPMed</span></em></a>).</p>
<p>Os resultados das análises mostram predominância de ancestralidade européia no grupo estudado, com ampla variação na distribuição destes &#8220;blocos&#8221; ancestrais ao longo dos cromossomos (<em>veja detalhes na imagem abaixo</em>). Todavia, algumas das informações mais relevantes foram identificadas em porções do genoma de herança indígena e africana.</p>
<p>&#8220;Apesar de 80% do genoma da população de Campinas ter origem europeia, algumas mutações genéticas de interesse médico podem estar situadas em uma região de um cromossomo que foi herdada de populações africanas ou nativo-americanas, e a falta desse conhecimento pode impactar profundamente a aplicação de uma medicina mais personalizada para os pacientes&#8221;, explica o pesquisador <a href="https://www.brainn.org.br/rodrigo-secolin/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Rodrigo Secolin</strong></span></a>, do Departamento de Genética Médica e Medicina Genômica da Unicamp e um dos autores do estudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>ANCESTRALIDADE CORRELACIONADA À NOSSA SAÚDE</strong></h2>
<p>Um dos principais resultados do estudo foi identificar uma região no cromossomo 8 que possivelmente sofreu seleção natural em um passado relativamente recente. Justamente nesta região, encontra-se um gene, chamado de <em>PPP1R3B,</em> de enorme interesse para a saúde, uma vez que já foi correlacionado anteriormente a riscos elevados de diabetes tipo 2 e obesidade.</p>
<div id="attachment_11615" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-11615" loading="lazy" class="wp-image-11615 size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados.jpg" alt="" width="800" height="503" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados.jpg 800w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados-300x189.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados-768x483.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados-318x200.jpg 318w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados-82x52.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados-100x63.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-resultados-156x98.jpg 156w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-11615" class="wp-caption-text">Os gráficos ilustram os dados de ancestralidade global (barras verticais) e local (barras horizontais) nos 22 cromossomos autossômicos de dois indivíduos que integram a população-referência de Campinas. Os blocos azuis representam o componente ancestral europeu, os vermelhos, o componente africano, e os verdes, o componente nativo-americano. Apesar da distribuição da ancestralidade global ser semelhante entre os indivíduos, a distribuição desses blocos ancestrais dentro de cada cromossomo é diferente.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Nossos resultados mostram que este gene, relacionado à síntese de glicogênio pelo fígado e ao metabolismo de glicose, tem origem indígena na amostra&#8221;, explica Secolin. &#8220;Podemos levantar a hipótese de que este gene facilitou o acúmulo de gordura em uma época de escassez alimentar, mas que hoje pode predispor a doenças metabólicas, devido à mudança para uma dieta mais rica em gorduras e carboidratos&#8221;.</p>
<p>Nos últimos anos, dados genéticos de populações têm sido utilizados para compreender como diversas doenças surgiram e evoluíram. Anemia falciforme, fibrose cística e resistência à hepatite C são alguns exemplos de doenças que afetam de maneira diferente populações distintas. Tais estudos abrem possibilidades de tratamentos médicos mais eficientes e baseados não apenas em sintomas, mas também na genética de cada indivíduo. Esta é a base da chamada &#8220;<a href="https://www.brainn.org.br/bipmed-novo-portal-reunira-bancos-de-dados-genomicos-da-america-latina/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Medicina de Precisão</strong></span></a>&#8220;, que é um dos focos de trabalho do BIPMed, projeto que forneceu os dados para o artigo recém-publicado.</p>
<p>A pesquisa completa está disponível online no link abaixo (em inglês):</p>
<div class="su-divider su-divider-style-default" style="margin:15px 0;border-width:1px;border-color:#d2d2d2"></div>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="line-height: 1.5em;"><em><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-11612" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations.jpg" alt="" width="400" height="323" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations.jpg 400w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-300x242.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-248x200.jpg 248w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-82x66.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-100x81.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2019/10/CEPID-BRAINN-estudo-Distribution-of-Local-Ancestry-and-Evidence-of-Adaptation-in-Admixed-Populations-156x126.jpg 156w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />&#8220;Distribution of local ancestry and evidence of adaptation in admixed populations&#8221;</em></h3>
<ul>
<li>Rodrigo Secolin, Alex Mas-Sandoval, Lara R. Arauna, Fábio R. Torres, Tânia K. de Araujo, Marilza L. Santos, Cristiane S. Rocha, <a href="https://www.brainn.org.br/benilton-de-sa-carvalho/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Benilton S. Carvalho</strong></span></a>, <a href="https://www.brainn.org.br/fernando-cendes/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Fernando Cendes</strong></span></a>, <a href="https://www.brainn.org.br/iscia-lopes-cendes/"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Iscia Lopes-Cendes</strong></span></a> &amp; David Comas</li>
<li>Scientific Reports volume 9, Article number: 13900 (2019)</li>
</ul>
<a href="https://www.nature.com/articles/s41598-019-50362-2" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3F175F;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Ler o Artigo no website da Nature</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-publicam-na-nature-analise-sobre-a-ancestralidade-genomica-dos-brasileiros/">Pesquisadores do BRAINN publicam, na Nature Scientific Reports, análise sobre a ancestralidade genômica dos brasileiros</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-publicam-na-nature-analise-sobre-a-ancestralidade-genomica-dos-brasileiros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
