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	<title>Marcondes França Jr. | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>Marcondes França Jr. | CEPID BRAINN</title>
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		<title>Ataxia de Friedreich: estudo revela novos insights sobre patogênese da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2023 13:44:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[ataxia]]></category>
		<category><![CDATA[ataxia de Friedreich]]></category>
		<category><![CDATA[ENIGMA-Ataxia]]></category>
		<category><![CDATA[Marcondes França Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago Rezende]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalho criou nova metodologia para analisar dados de imagem e abre caminho para aprimorar resultados de testes de medicamentos. &#160; Os pesquisadores Thiago J.R. Rezende e Marcondes C. França Jr, do CEPID BRAINN, em colaboração com colegas internacionais, publicaram no último mês o artigo “Progressive Spinal Cord Degeneration in Friedreich&#8217;s Ataxia: Results from ENIGMA-Ataxia” no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Trabalho criou nova metodologia para analisar dados de imagem e abre caminho para aprimorar resultados de testes de medicamentos.</em><span id="more-14347"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://movementdisorders.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/mds.29261"><img loading="lazy" class="alignright wp-image-14355" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders.jpg" alt="CEPID BRAINN - Divulgação notícia Ataxia Friedreich - Capa Movement Disorders" width="300" height="399" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders.jpg 350w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders-226x300.jpg 226w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders-151x200.jpg 151w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders-62x82.jpg 62w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders-75x100.jpg 75w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Capa-Movement-Disorders-117x156.jpg 117w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Os pesquisadores <strong>Thiago J.R. Rezende</strong> e <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-principais-e-associados-do-brainn/"><strong>Marcondes C. França Jr</strong></a>, do <strong>CEPID BRAINN</strong>, em colaboração com colegas internacionais, publicaram no último mês o artigo “<em>Progressive Spinal Cord Degeneration in Friedreich&#8217;s Ataxia: Results from ENIGMA-Ataxia</em>” no importante periódico <em>Movement Disorders</em> (fator de impacto 9.698).</p>
<p>O artigo traz novas informações e <em>insights</em> sobre a fisiopatologia da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/aluno-do-brainn-e-destaque-em-premiacoes-nacionais-e-internacionais-e-tem-pesquisa-publicada-no-annals-of-neurology/">ataxia de Friedreich</a></span>, em especial sobre as alterações na medula espinhal causadas pela doença, assim como aponta essa região como potencial biomarcador de imagem para ensaios clínicos.</p>
<p>Para compreender os resultados do estudo, acompanhe a seguir o que é a ataxia de Friedreich – a forma mais comum de ataxia hereditária – e a relevância do grupo <em>ENIGMA-Ataxia</em> para a obtenção dos resultados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE É A ATAXIA DE FRIEDREICH?</strong></h2>
<p>‘<strong>Ataxia’</strong> é o nome dado a sintomas neurológicos relacionados <strong>à falta de coordenação muscular e motora</strong>. Nas palavras do médico neurologista Dr. Alberto Rolim Muro Martinez, do grupo de pesquisas Neuromusculares e Neurogenéticas da Unicamp, “a ataxia é definida pela incapacidade de realizar movimentos finos, precisos e coordenados”.</p>
<p>No caso da ataxia de Friedreich, esses sintomas se manifestam principalmente&#8230;</p>
<ul>
<li>na dificuldade de caminhar e se manter ereto, em particular por falta de coordenação motora nas pernas,</li>
<li>em reflexos mais lentos,</li>
<li>na dificuldade de falar</li>
<li>e na perda de sensibilidade nos membros.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-14358" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras.jpg" alt="Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras" width="822" height="459" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras.jpg 822w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras-300x168.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras-768x429.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras-358x200.jpg 358w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-Divulgacao-noticia-Ataxia-Friedreich-Dificuldades-motoras-156x87.jpg 156w" sizes="(max-width: 822px) 100vw, 822px" /></p>
<p>Os primeiros sintomas costumam surgir cedo na vida, entre os 05 e os 20 anos, mas podem aparecer mais tarde também. Conforme a doença progride, ela pode resultar em problemas cardíacos, incapacidade de locomoção e perda da visão ou da audição.</p>
<p>A ataxia de Friedreich é uma <a href="https://www.brainn.org.br/sequenciamento-do-exoma-um-mergulho-nas-doencas-geneticas/"><strong>doença genética</strong></a>, que leva o corpo a produzir quantidades menores de uma proteína chamada frataxina. A doença ainda não tem cura. As pessoas afetadas costumam ter uma expectativa de vida menor do que o normal, devido principalmente aos problemas cardíacos. No geral, os problemas motores e cardíacos podem ser mitigados com o uso de reabilitação e medicamentos, respectivamente, porém continuam sendo debilitantes.</p>
<blockquote><p><em>O nome da doença é uma homenagem ao médico alemão Nikolaus Friedreich, que a descreveu pela primeira vez nos anos 1860.</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>PESQUISADORES DO MUNDO INTEIRO UNIDOS NO ESTUDO DA DOENÇA</strong></h2>
<p>Como vimos acima, apesar de ter sido descrita na literatura médica há mais de 160 anos, ainda não há uma cura ou tratamentos específicos para a ataxia de Friedreich, dada sua complexidade. Porém, grupos de pesquisadores em todo o mundo trabalham juntos em estudos para ampliar a compreensão de como a doença afeta o organismo – e, neste ponto, os resultados do novo trabalho têm muito a colaborar.</p>
<p>“De estudos prévios, principalmente os anatomopatológicos, sabe-se que as principais estruturas acometidas no sistema nervoso na ataxia de Friedreich são o cerebelo, os gânglios da raiz dorsal e a medula espinhal”, explica o pesquisador Thiago Rezende, um dos autores do trabalho. “[A medula espinhal], embora seja conhecida, foi pouco explorada, já que a maioria dos estudos focaram no cerebelo ou no cérebro”.</p>
<div id="attachment_10760" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-10760" loading="lazy" class="wp-image-10760 size-full" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende.jpg" alt="CEPID BRAINN - Thiago Junqueira R. de Rezende" width="700" height="336" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende.jpg 700w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende-300x144.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende-417x200.jpg 417w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende-82x39.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende-100x48.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CEPID-BRAINN-Thiago-Junqueira-R.-de-Rezende-156x75.jpg 156w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /><p id="caption-attachment-10760" class="wp-caption-text">O pesquisador Thiago Rezende, um dos autores do novo estudo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O novo estudo analisou imagens da medula espinhal em grupos controle e em pessoas com a ataxia, utilizando uma coorte maior de dados do que estudos anteriores. Além de maior, era composta por pacientes de idades e origens étnicas diferentes, o que enriqueceu as análises.</p>
<blockquote><p>“Por exemplo, [antes] não estava claro como as alterações morfométricas da medula se davam ao longo do curso da doença, se havia alguma diferença na magnitude, progressão e associação com variáveis clínicas [&#8230;] para pacientes pediátricos versus adultos e em indivíduos com início precoce e tardio dos sintomas”, explica Thiago.</p></blockquote>
<p>A análise dessa coorte só foi possível graças à cooperação internacional com o grupo ENIGMA-Ataxia (<em>saiba mais sobre ele a seguir</em>). O uso de uma quantidade maior de dados e de pacientes diferentes permitiu aos pesquisadores expandir as análises sobre a medula espinhal, resultando em novos <em>insights</em> e perspectivas sobre a progressão da doença.</p>
<div style="border: 2px dotted #d1d1d1; padding: 5%; margin: 2% 3%;">
<h2><strong><a href="https://enigma.ini.usc.edu/ongoing/enigma-ataxia/"><img loading="lazy" class="alignright wp-image-14350 " src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia.png" alt="" width="300" height="187" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia.png 400w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia-300x187.png 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia-321x200.png 321w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia-82x51.png 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia-100x62.png 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/02/CEPID-BRAINN-logo-grupo-enigma-ataxia-156x97.png 156w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><span style="color: #3e6789;">O grupo ENIGMA-ataxia</span></strong></h2>
<p>A fim de compreender em detalhes diversos tipos de ataxia, foi criado em 2011 o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://enigma.ini.usc.edu/ongoing/enigma-ataxia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>consórcio ENIGMA-Ataxia</strong></a></span>, uma colaboração internacional entre especialistas em genômica, neurologia e psiquiatria, vinculados a dezenas de centros de pesquisa e universidades, para <strong>compartilhamento de imagens de ressonância magnética</strong> de pessoas com e sem ataxias.</p>
<p>O compartilhamento de dados permite que os pesquisadores identifiquem alterações causadas pelas ataxias e possam estudar a fundo as causas e as consequências das doenças.</p>
<p>Atualmente, 19 centros de pesquisa, espalhados em todo o mundo (Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Taiwan, Austrália, dentre outros países, fazem parte da iniciativa), fornecem imagens para o grupo, padronizando-as para que os dados obtidos possam ser analisados de forma harmônica e incorporados com maior eficiência às bases de dados médicos.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>NOVOS MÉTODOS E RESULTADOS</strong></h2>
<p>O estudo em questão padronizou o protocolo de processamento de imagem para obter métricas da medula espinhal cervical, validado pelo consórcio ENIGMA, e que foi aplicado na análise de dados de 256 pacientes com a ataxia de Friedreich e 223 controles, pareados por sexo e idade.</p>
<p>Os resultados dessa metodologia inovadora mostraram:</p>
<ul>
<li><strong>Redução significativa da área da medula em indivíduos com a ataxia, em todos os níveis vertebrais examinados;</strong></li>
<li><strong>Correlações entre essas áreas da medula e a escala de gravidade da doença;</strong></li>
<li><strong>Que as áreas da medula, inclusive com excentricidades identificadas nas imagens, já estão alteradas nos estágios iniciais da doença; a área provavelmente diminui com a progressão da doença, enquanto a excentricidade permanece estável.</strong></li>
</ul>
<p>“Tomados em conjunto, a área da medula surge como um <strong>potencial candidato a biomarcador</strong> de imagem para rastreamento clínico na ataxia de Friedreich”, explica Thiago.</p>
<blockquote><p>“Além disso, mostramos que a relação hipoplasia e degeneração acontece em tratos distintos da medula espinhal, sendo o dano desenvolvimental relacionado às alterações encontradas na coluna dorsal, enquanto no trato córtico-espinhal temos um mix de desenvolvimental e degenerativo”, detalha o pesquisador.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estima-se que, no Brasil, cerca de 850 pessoas podem ser portadoras da ataxia de Friedreich. Oficialmente, o país é o segundo com mais pacientes em todo o mundo. Se, no momento, os tratamentos são meramente paliativos, <strong>o futuro parece promissor</strong>.</p>
<p>Novos medicamentos para a doença estão em fase inicial de testes, alguns deles com a participação da Unicamp. Os resultados do estudo atual – identificando a região da medula como potencial biomarcador da doença – poderão ser fundamentais para ajudar os pesquisadores não apenas a compreender melhor a ação desses medicamentos, como também a determinar a eficiência do tratamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>REFERÊNCIAS</strong></h3>
<p style="padding-left: 40px;">Rezende TJR, Adanyeguh IM, Arrigoni F, Bender B, Cendes F, Corben LA, Deistung A, Delatycki M, Dogan I, Egan GF, Göricke SL, Georgiou-Karistianis N, Henry PG, Hutter D, Jahanshad N, Joers JM, Lenglet C, Lindig T, Martinez ARM, Martinuzzi A, Paparella G, Peruzzo D, Reetz K, Romanzetti S, Schöls L, Schulz JB, Synofzik M, Thomopoulos SI, Thompson PM, Timmann D, Harding IH, França MC Jr. Progressive Spinal Cord Degeneration in Friedreich&#8217;s Ataxia: Results from ENIGMA-Ataxia. Mov Disord. 2023 Jan;38(1):45-56. doi: 10.1002/mds.29261. Epub 2022 Oct 29. PMID: 36308733; PMCID: PMC9852007.</p>
<p style="padding-left: 40px;"><a href="https://movementdisorders.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/mds.29261" target="_blank" rel="noopener">https://movementdisorders.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/mds.29261</a></p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/ataxia-de-friedreich-estudo-revela-novos-insights-sobre-patogenese-da-doenca/">Ataxia de Friedreich: estudo revela novos insights sobre patogênese da doença</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Doença de Pompe: Dia Nacional de Conscientização traz informações sobre uma doença ainda pouco conhecida</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/doenca-de-pompe-dia-nacional-de-conscientizacao-traz-informacoes-sobre-uma-doenca-ainda-pouco-conhecida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jun 2018 12:54:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Datas Comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Doença de Pompe]]></category>
		<category><![CDATA[Marcondes França Jr.]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>28 de junho é a data nacional de conscientização sobre a Doença de Pompe. Conheça os sintomas e as causas, e saiba mais sobre sua importância para a saúde. 28 de junho de 2018     &#124; por Redação WebContent Neste dia 28 de junho, lembramos de uma doença ainda pouco conhecida pela maioria da população, de diagnóstico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>28 de junho é a data nacional de conscientização sobre a Doença de Pompe. Conheça os sintomas e as causas, e saiba mais sobre sua importância para a saúde.</em><br />
<span id="more-10478"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">28 de junho de 2018     | por Redação <a style="color: #808080;" href="http://www.webcontent.com,br">WebContent</a></span></p>
<p>Neste dia <strong>28 de junho</strong>, lembramos de uma doença ainda pouco conhecida pela maioria da população, de diagnóstico difícil, mas que afeta profundamente a vida de mais de 2.500 brasileiros e de suas famílias: a <strong>doença de Pompe</strong>. Mais de 100 eventos, em todo o país, trarão atividades educativas sobre o tema.</p>
<p>Você já ouviu falar de Pompe? Sabe quais são os sintomas? Então entenda um pouquinho mais sobre ela neste material especial.</p>
<blockquote><p>Estima-se que 2 500 brasileiros sejam afetados, mas apenas 10% estão diagnosticados. Mais preocupante: pouco mais de 100 pacientes estão em tratamento.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O QUE É A DOENÇA DE POMPE?</strong></h2>
<p>Em termos simples, a doença de Pompe é uma doença de causas genéticas com graves consequências neuromusculares. As pessoas afetadas não produzem uma enzima essencial ao organismo, e esta falha leva a diversos problemas, especialmente respiratórios, nos músculos e no coração (<em>veja a lista dos sintomas a seguir</em>).</p>
<p>Para quem gosta de detalhes, a Doença de Pompe é uma doença autossômica recessiva que leva a um acúmulo de glicogênio, principalmente nos músculos e no coração, pela falta da enzima maltase ácida. Ela também é conhecida como <em>glicogenose tipo II</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA DOENÇA DE POMPE?</strong></h2>
<div id="attachment_10481" style="width: 734px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe.jpg"><img aria-describedby="caption-attachment-10481" loading="lazy" class="size-large wp-image-10481" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-724x1024.jpg" alt="Sintomas Doença de Pompe" width="724" height="1024" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-724x1024.jpg 724w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-212x300.jpg 212w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-768x1086.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-141x200.jpg 141w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-58x82.jpg 58w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-71x100.jpg 71w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe-110x156.jpg 110w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Sintomas-Doença-de-Pompe.jpg 1017w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></a><p id="caption-attachment-10481" class="wp-caption-text">Clique para ampliar. Fonte: <a href="http://www.oapd.org.br" rel="no_follow">OAPD</a></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No geral, os sintomas estão mais claramente associados à fraqueza muscular, tanto nos membros superiores quanto inferiores. Isso envolve&#8230;</p>
<ul>
<li>Dificuldades em abaixar-se e levantar-se</li>
<li>Dificuldades em subir escadas</li>
<li>Dificuldades para andar</li>
<li>Dores musculares crônicas</li>
</ul>
<p>Além disso, outras manifestações são</p>
<ul>
<li>Fadiga constante</li>
<li>Cãimbras</li>
<li>Escoliose</li>
<li>Escápula alada</li>
</ul>
<p>Além delas, um dos sintomas mais frequentes &#8211; e perigosos &#8211; é a <strong>dificuldade em respirar</strong>, que poderá piorar quando a pessoa se deita ou durante o sono.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O DIA NACIONAL DE CONSCIENTIZAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA</strong></h2>
<p>O Brasil foi o <strong>primeiro no mundo</strong> a instituir um Dia Nacional de Conscientização sobre a doença de Pompe, uma iniciativa da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).</p>
<p>A relevância da data é clara. Além de ser pouco conhecida pela população em geral, a doença, também, ainda é pouco estudada pela comunidade médica, e seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças neuromusculares. Além disso, estima-se que menos de 10% dos afetados por Pompe no Brasil recebam tratamentos adequados.</p>
<p>“Infelizmente, o paciente que se dirige à unidade de saúde encontra dificuldade ou até mesmo a recusa de um tratamento adequado. E a razão disso é o desconhecimento da doença, do seu manejo e do seu cuidado no sentido mais amplo”, afirma o dr. <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.brainn.org.br/esclerose-lateral-amiotrofica-em-busca-do-diagnostico-precoce/">Marcondes França Jr</a></span>., coordenador do Departamento Científico de Moléstias Neuromusculares da ABN e pesquisador do <strong>CEPID BRAINN</strong>, em <a href="https://saude.abril.com.br/medicina/doenca-de-pompe-pouco-conhecida-e-muito-perigosa/" rel="no_follow"><span style="text-decoration: underline;">entrevista à Revista Saúde</span></a>. “Não tenho dúvida de que a capacitação dos profissionais de saúde é um passo importante para que a gente possa reduzir o retardo no diagnóstico da doença e facilitar um cuidado de saúde adequado aos pacientes.”</p>
<p><span style="color: #808080;"><em><strong>Veja também</strong></em></span></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="OanKSiFMVl"><p><a href="http://www.brainn.org.br/em-imagens-evento-do-brainn-de-conscientizacao-sobre-a-doenca-de-pompe/">EM IMAGENS: evento do BRAINN de conscientização sobre a Doença de Pompe </a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="http://www.brainn.org.br/em-imagens-evento-do-brainn-de-conscientizacao-sobre-a-doenca-de-pompe/embed/#?secret=OanKSiFMVl" data-secret="OanKSiFMVl" width="500" height="282" title="&#8220;EM IMAGENS: evento do BRAINN de conscientização sobre a Doença de Pompe &#8221; &#8212; Brainn" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>DIAGNOSTICANDO POMPE</strong></h2>
<p>A doença de Pompe afeta tanto crianças &#8211; com manifestação logo cedo durante a vida &#8211; quanto adultos (de maneira mais branda e gradual). Ambas são perigosas e precisam ser tratadas o quanto antes, pois o diagnóstico precoce ajuda a ampliar e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.</p>
<p>Além disso, lembrando que Pompe é um problema genético, o diagnóstico é importante a fim de alertar demais membros da família sobre a possibilidade da doença.</p>
<p>Existem alguns exames que auxiliam na confirmação do diagnóstico:</p>
<ul>
<li>Estudos da mutação resultante na deficiência enzimática, em fibroblastos;</li>
<li>Análise molecular do gene de GAA mutante;</li>
<li>Biópsia do músculo pode ser útil na investigação de casos dúbios.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com informação sobre a doença e seus sintomas, é mais fácil procurar ajuda correta e o quanto antes iniciar os tratamentos. O dia 28 de junho é uma data especial nesse sentido, alertando tanto potenciais portadores da doença quanto equipes de saúde sobre sua relevância. Para quem deseja saber mais sobre Pompe, o <strong>BRAINN</strong> indica o link a seguir, com informações adicionais:</p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="acqXazE5Ne"><p><a href="https://pebmed.com.br/voce-saberia-suspeitar-de-doenca-de-pompe/">Você saberia suspeitar de Doença de Pompe?</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://pebmed.com.br/voce-saberia-suspeitar-de-doenca-de-pompe/embed/#?secret=acqXazE5Ne" data-secret="acqXazE5Ne" width="500" height="282" title="&#8220;Você saberia suspeitar de Doença de Pompe?&#8221; &#8212; PEBMED" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/doenca-de-pompe-dia-nacional-de-conscientizacao-traz-informacoes-sobre-uma-doenca-ainda-pouco-conhecida/">Doença de Pompe: Dia Nacional de Conscientização traz informações sobre uma doença ainda pouco conhecida</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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