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	<title>GeroScience | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>GeroScience | CEPID BRAINN</title>
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		<title>Estudo feito na Unicamp mostra que musculação protege contra demência</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2025 20:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Correio Popular]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria do jornal Correio Popular entrevista os pesquisadores do CEPID BRAINN Isadora Ribeiro e Marcio Balthazar sobre pesquisa correlacionando musculação e proteção contra atrofia no hipocampo e pré-cúneo. Por Edimarcio A. Monteiro, originalmente publicado em Correio Popular Após seis meses praticando musculação duas vezes por semana, os participantes apresentaram proteção contra atrofia em áreas cerebrais [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-feito-na-unicamp-mostra-que-musculacao-protege-contra-demencia/">Estudo feito na Unicamp mostra que musculação protege contra demência</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria do jornal Correio Popular entrevista os pesquisadores do CEPID BRAINN Isadora Ribeiro e Marcio Balthazar sobre pesquisa correlacionando musculação e proteção contra atrofia no hipocampo e pré-cúneo.</em></p>
<p><span id="more-16722"></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><em><span style="font-size: 10pt;">Por Edimarcio A. Monteiro, originalmente publicado em <a style="color: #808080;" href="https://correio.rac.com.br/saude/estudo-feito-na-unicamp-mostra-que-musculac-o-protege-contra-demencia-1.1666779" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Correio Popular</strong></span></a></span></em></span></p>
<p><em>Após seis meses praticando musculação duas vezes por semana, os participantes apresentaram proteção contra atrofia em áreas cerebrais associadas à doença de Alzheimer</em></p>
<p><a href="https://correio.rac.com.br/saude/estudo-feito-na-unicamp-mostra-que-musculac-o-protege-contra-demencia-1.1666779" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" class="alignnone wp-image-16725" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/correio-popular-logo-pequeno.jpg" alt="correio popular - logo pequeno" width="182" height="34" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/correio-popular-logo-pequeno.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/correio-popular-logo-pequeno-82x15.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/correio-popular-logo-pequeno-100x19.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/05/correio-popular-logo-pequeno-156x29.jpg 156w" sizes="(max-width: 182px) 100vw, 182px" /></a></p>
<p>(&#8230;) Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou que a <a href="https://www.brainn.org.br/brainn-na-midia-estudo-musculacao-protege-o-cerebro-de-idosos-contra-demencia-e-destaque-na-imprensa-nacional/"><strong>musculação</strong></a> é aliada contra a <a href="https://www.brainn.org.br/fapesp-musculacao-protege-o-cerebro-de-idosos-contra-demencia-sugere-estudo/"><strong>demência</strong></a>. Esse resultado foi levantado por <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/"><strong>Isadora Ribeiro</strong></a> em sua pesquisa de doutorado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM).</p>
<p>Os participantes da pesquisa apresentaram proteção contra atrofia no hipocampo e pré-cúneo – áreas cerebrais associadas à doença de Alzheimer – após seis meses praticando musculação duas vezes por semana. Além disso, foi detectada evolução nos parâmetros que refletem a saúde dos neurônios (integridade da substância branca).</p>
<p>A pesquisa envolveu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve, condição clínica intermediária entre o envelhecimento normal e a doença de Alzheimer e na qual há uma perda cognitiva em extensão maior do que a esperada para a idade, indicando maior risco de demência. Os participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos: metade cumpriu um programa de treinamento resistido com sessões de musculação duas vezes por semana, intensidade de moderada a alta e com progressão da carga. Os demais não realizaram o exercício durante o período do estudo e integraram o chamado grupocontrole.</p>
<p>O trabalho foi conduzido no âmbito do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (<strong>Brainn</strong>), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e é <strong>o primeiro a demonstrar o que acontece com a integridade da substância branca de indivíduos com comprometimento cognitivo leve após a prática de musculação</strong>. Os resultados foram divulgados na revista <em>GeroScience</em>, publicação científica internacional de referência especializada na biologia do envelhecimento e na fisiopatologia das doenças relacionadas com a idade.</p>
<p>De acordo com o orientador do estudo, o médico neurologista <a href="https://www.brainn.org.br/band-cidade-entrevista-dr-marcio-balthazar-sobre-habitos-para-proteger-a-saude-neurologica/"><strong>Marcio Balthazar</strong></a>, pesquisador do <strong>Brainn</strong>, os benefícios podem ser obtidos com atividades físicas com esforço.</p>
<blockquote><p>“Sabe-se que qualquer exercício físico, seja musculação ou atividade aeróbica, aumenta os níveis de uma substância química envolvida no crescimento das células cerebrais. Além disso, também pode mobilizar células T antiinflamatórias. Isso é central. Afinal, quanto mais proteína pró-inflamatória é liberada no organismo, maior a chance de desenvolver demência, de acelerar o processo neurodegenerativo e de formar proteínas disfuncionais que acabam matando os neurônios”, explicou o especialista.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://correio.rac.com.br/saude/estudo-feito-na-unicamp-mostra-que-musculac-o-protege-contra-demencia-1.1666779" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-link" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria completa no site do CP</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-feito-na-unicamp-mostra-que-musculacao-protege-contra-demencia/">Estudo feito na Unicamp mostra que musculação protege contra demência</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>FAPESP: Musculação protege o cérebro de idosos contra demência, sugere estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 12:38:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agência FAPESP]]></category>
		<category><![CDATA[alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[GeroScience]]></category>
		<category><![CDATA[Isadora Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Marcio Balthazar]]></category>
		<category><![CDATA[musculação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do CEPID BRAINN mostra que, após 06 meses de treinos, houve benefícios a áreas cerebrais associadas à doença de Alzheimer, além de melhora em parâmetros associados à saúde neuronal. Matéria originalmente publicada pela Agência FAPESP Resumo: Trabalho feito na Unicamp envolveu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve. Após seis meses, os voluntários que praticaram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo do CEPID BRAINN mostra que, após 06 meses de treinos, houve benefícios a áreas cerebrais associadas à doença de Alzheimer, além de melhora em parâmetros associados à saúde neuronal.</em></p>
<p><span id="more-16613"></span></p>
<p><span style="color: #808080; font-size: 10pt;"><em>Matéria originalmente publicada pela <a style="color: #808080;" href="https://agencia.fapesp.br/musculacao-protege-o-cerebro-de-idosos-contra-demencia-sugere-estudo/54124" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Agência FAPESP</strong></span></a></em></span></p>
<p style="font-size: 1.1em; background: #ededed; padding: 4%;"><strong>Resumo</strong>: Trabalho feito na Unicamp envolveu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve. Após seis meses, os voluntários que praticaram treinamento de força apresentaram melhoras na memória e na anatomia cerebral, enquanto as demais tiveram declínio nos parâmetros avaliados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP</strong> – Os benefícios da <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/"><strong>musculação</strong> </a>são amplos: promove o ganho de força e massa muscular, diminui a gordura corporal, contribui para o bem-estar e a saúde mental. E agora um estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) comprovou outro efeito importante: protege o cérebro de idosos contra demências. Os resultados foram <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11357-024-01483-8" target="_blank" rel="noopener">divulgados</a></strong> na revista <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/"><em>GeroScience</em></a>.</p>
<p>A pesquisa envolveu 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve – condição clínica intermediária entre o envelhecimento normal e a doença de Alzheimer, na qual há uma perda cognitiva em extensão maior do que a esperada para a idade, indicando maior risco de demência. Os resultados revelam que o treino de força não só foi capaz de melhorar o desempenho da memória como também de alterar a anatomia cerebral.</p>
<p><strong>Após seis meses praticando musculação duas vezes por semana, os participantes apresentaram proteção contra atrofia no hipocampo e pré-cúneo – áreas cerebrais associadas à doença de Alzheimer –, além de melhoras nos parâmetros que refletem a saúde dos neurônios (integridade da substância branca).</strong></p>
<p><em><strong>Veja também</strong></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="X6pUlHbAKK"><p><a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/">Novo paper publicado: treinamento resistido como aliado à proteção do cérebro de idosos</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Novo paper publicado: treinamento resistido como aliado à proteção do cérebro de idosos&#8221; &#8212; CEPID BRAINN" src="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/embed/#?secret=X6pUlHbAKK" data-secret="X6pUlHbAKK" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<blockquote><p>“Que haveria melhora da parte física a gente já sabia. A melhora cognitiva também já era imaginada, mas queríamos ver o efeito da musculação dentro do cérebro de idosos com comprometimento cognitivo leve. O estudo mostrou que, felizmente, <strong>a musculação é uma forte aliada contra demências, mesmo para pessoas que já apresentam risco elevado de desenvolvê-las</strong>”, afirma <a href="https://bvs.fapesp.br/pt/pesquisador/720664/isadora-cristina-ribeiro/" target="_blank" rel="noopener">Isadora Ribeiro</a>, <a href="https://bvs.fapesp.br/pt/bolsas/204421/efeito-do-treinamento-resistido-e-do-destreinamento-na-cognicao-desempenho-funcional-e-fisico-e-para/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a> de doutorado da FAPESP na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp e primeira autora do artigo.</p></blockquote>
<p>O trabalho foi conduzido no âmbito do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58565/instituto-brasileiro-de-neurociencia-e-neurotecnologia-brainn/" target="_blank" rel="noopener">Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia</a></strong> (<strong><a href="https://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener">BRAINN</a></strong>) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP – e é o primeiro a demonstrar o que acontece com a integridade da substância branca de indivíduos com comprometimento cognitivo leve após a prática de musculação.</p>
<p>“Além de testes neuropsicológicos, realizamos exames de ressonância magnética no início e no final do estudo. São resultados muito importantes por indicarem a necessidade de, no nível da atenção básica de saúde, incluir mais educadores físicos no sistema público, já que o aumento da força muscular está associado à diminuição do risco de demência. É um tratamento menos complexo e mais barato capaz de proteger as pessoas de doenças graves”, comenta <strong><a href="https://bvs.fapesp.br/pt/pesquisador/80381/marcio-luiz-figueredo-balthazar" target="_blank" rel="noopener">Marcio Balthazar</a></strong>, pesquisador do BRAINN e orientador do estudo.</p>
<p>“Por exemplo, as novas drogas antiamiloide aprovadas nos Estados Unidos, indicadas para o tratamento de demências e para pessoas com comprometimento cognitivo leve, custam cerca de US$ 30 mil por ano [cerca de R$ 173 mil]. É um custo muito alto. Essas medidas não farmacológicas, como mostramos ser o caso da musculação, são eficazes, atuando não só na prevenção de demência como na melhora de quadros de comprometimento cognitivo leve”, completa o pesquisador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Protocolo</strong></h2>
<p>Os participantes da pesquisa foram divididos em dois grupos: metade cumpriu um programa de treinamento resistido com sessões de musculação duas vezes por semana, intensidade de moderada a alta e com progressão da carga. Os demais não realizaram o exercício durante o período do estudo e integraram o chamado grupo-controle.</p>
<div id="attachment_16620" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-16620" loading="lazy" class="size-full wp-image-16620" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo.png" alt="CEPID BRAINN - divulgacao agencia FAPESP musculacao e saude cerebral idosos - imagem do estudo" width="450" height="237" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo.png 450w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo-300x158.png 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo-380x200.png 380w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo-82x43.png 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo-100x53.png 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/03/CEPID-BRAINN-divulgacao-agencia-FAPESP-musculacao-e-saude-cerebral-idosos-imagem-do-estudo-156x82.png 156w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-16620" class="wp-caption-text"><em>Metade dos participantes praticou musculação duas vezes por semana, com intensidade de moderada a alta e progressão da carga (fotos: Isadora Ribeiro)</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas análises feitas ao final da intervenção, os voluntários que praticaram musculação tiveram melhor desempenho na memória episódica verbal, melhora na integridade dos neurônios e áreas relacionadas à doença de Alzheimer protegidas contra atrofia, ao passo que o grupo-controle apresentou piora nos parâmetros cerebrais.</p>
<blockquote><p>“Uma característica das pessoas com comprometimento cognitivo leve é que elas têm uma diminuição do volume em algumas regiões cerebrais relacionadas ao desenvolvimento do Alzheimer. Porém, <strong>o grupo submetido ao treinamento de força teve o lado direito do hipocampo e do pré-cúneo protegido contra atrofia</strong>. Trata-se de um resultado que justifica a importância da prática regular de musculação, sobretudo para pessoas idosas”, ressalta Ribeiro.</p></blockquote>
<p>A pesquisadora acredita na possibilidade de que um período mais longo de treinamento promova resultados ainda mais positivos que os relatados no estudo. “Todos os indivíduos do grupo que praticou musculação apresentaram melhoras de memória e na anatomia cerebral. No entanto, cinco deles chegaram ao final do estudo sem o diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve, tamanha foi a melhora. Isso nos leva a imaginar que treinamentos mais prolongados, de três anos, por exemplo, possam reverter esse diagnóstico ou atrasar qualquer tipo de progressão da demência. Sem dúvida é algo que traz esperanças e que precisa ser investigado futuramente”, defende Ribeiro.</p>
<p>De acordo com os pesquisadores, a musculação pode proteger o cérebro contra demências a partir de duas frentes: estimulando a produção do fator de crescimento neural (proteína importante para o crescimento, manutenção e sobrevivência de neurônios) e promovendo a desinflamação global do organismo.</p>
<p>“Sabe-se que qualquer exercício físico, seja musculação ou atividade aeróbia, aumenta os níveis de uma substância química envolvida no crescimento das células cerebrais. Além disso, também pode mobilizar células T anti-inflamatórias. Isso é central. Afinal, quanto mais proteína pró-inflamatória é liberada no organismo, maior a chance de desenvolver demência, de acelerar o processo neurodegenerativo e de formar proteínas disfuncionais que acabam matando os neurônios”, explica Balthazar.</p>
<p>Para avaliar essas questões foram medidos nos voluntários, entre outros fatores, os níveis de irisina e de BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro) – substâncias cuja síntese é estimulada pela contração muscular e que estão relacionadas à proteção neural e à plasticidade sináptica. Os resultados ainda estão sob análise.</p>
<p>“Trata-se de uma continuação deste estudo, na qual vamos buscar entender melhor como esses fatores estão relacionados às alterações de anatomia cerebral. Acreditamos que seja um conjunto de fatores anti-inflamatórios e neuroprotetores que levam a essas mudanças”, adianta Ribeiro.</p>
<p>O artigo <em>Resistance training protects the hippocampus and precuneus against atrophy and benefits white matter integrity in older adults with mild cognitive impairment</em> pode ser lido em: <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11357-024-01483-8" target="_blank" rel="noopener">https://link.springer.com/article/10.1007/s11357-024-01483-8</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://agencia.fapesp.br/musculacao-protege-o-cerebro-de-idosos-contra-demencia-sugere-estudo/54124" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-link" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria no website da Agência FAPESP</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/fapesp-musculacao-protege-o-cerebro-de-idosos-contra-demencia-sugere-estudo/">FAPESP: Musculação protege o cérebro de idosos contra demência, sugere estudo</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Novo paper publicado: treinamento resistido como aliado à proteção do cérebro de idosos</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 21:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[comprometimento cognitivo leve]]></category>
		<category><![CDATA[demência]]></category>
		<category><![CDATA[Doença de Alzheimer]]></category>
		<category><![CDATA[GeroScience]]></category>
		<category><![CDATA[Isadora Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[treinamento resistido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo analisou o impacto do treinamento resistido na anatomia cerebral de idosos com comprometimento cognitivo leve, identificando diversos benefícios. &#160; Um novo paper, intitulado “Resistance training protects the hippocampus and precuneus against atrophy and benefits white matter integrity in older adults with mild cognitive impairment” foi realizado com a participação de pesquisadores do CEPID BRAINN [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/">Novo paper publicado: treinamento resistido como aliado à proteção do cérebro de idosos</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Estudo analisou o impacto do treinamento resistido na anatomia cerebral de idosos com comprometimento cognitivo leve, identificando diversos benefícios.</em></p>
<p><span id="more-16423"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11357-024-01483-8" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" class="alignright wp-image-16431" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01.webp" alt="" width="260" height="350" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01.webp 316w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01-223x300.webp 223w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01-149x200.webp 149w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01-61x82.webp 61w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01-74x100.webp 74w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/GeroScience-vol-44-numero-01-116x156.webp 116w" sizes="(max-width: 260px) 100vw, 260px" /></a>Um novo paper, intitulado “<em>Resistance training protects the hippocampus and precuneus against atrophy and benefits white matter integrity in older adults with mild cognitive impairment</em>” foi realizado com a participação de pesquisadores do <strong>CEPID BRAINN</strong> e identificou potenciais benefícios do<strong> treinamento resistido</strong> na anatomia cerebral de idosos com comprometimento cognitivo leve (CCL) – um grupo mais propenso a desenvolver <a href="https://www.brainn.org.br/band-cidade-entrevista-dr-marcio-balthazar-sobre-habitos-para-proteger-a-saude-neurologica/"><strong>demência</strong></a>.</p>
<p><strong>O treinamento resultou em melhoras no desempenho da memória, em melhor integridade da substância branca e revelou ter um papel protetor contra a atrofia de determinadas regiões cerebrais relevantes no desenvolvimento da doença de Alzheimer.</strong></p>
<p>&#8220;Foi mostrado anteriormente que o aumento da força muscular está associado à diminuição do risco de demência em idosos; assim, compreender o impacto desse tipo de exercício em uma população com maior risco de desenvolver demência (como o comprometimento cognitivo leve) é imprescindível&#8221;, explicou a pesquisadora <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisa-do-cepid-brainn-no-globo-reporter-desta-sexta-feira/"><strong>Isadora Ribeiro</strong></a>, doutora em Neurociências e Mestra em Gerontologia pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP e uma das autoras do novo estudo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Buscamos compreender o que ocorre com o cérebro desses pacientes após seis meses de exercício resistido. O grupo que treinou teve áreas relacionadas à <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisa-sobre-memoria-e-doenca-de-alzheimer/">doença de Alzheimer</a> protegidas contra atrofia e melhorou parâmetros que refletem a saúde do neurônio (integridade de substância branca)&#8221;, destaca Isadora.</p></blockquote>
<p><strong>O estudo foi publicado no periódico <em>GeroScience</em> (<em>Official Journal of the American Aging Association (AGE)</em>), uma publicação de fator de impacto 5.3 (2023) focada na biologia do envelhecimento e na fisiopatologia de doenças relacionadas à idade. O trabalho contou com a colaboração de pesquisadores da Unicamp (incluindo o CEPID BRAINN) e do Rockefeller Neuroscience Institute, da West Virginia University, nos EUA.</strong></p>
<p>Acompanhe a seguir um resumo do trabalho e link para acesso à versão completa (em inglês).</p>
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<h2 style="padding-left: 80px;"><strong>O que é Treinamento Resistido ?</strong></h2>
<p style="padding-left: 80px;">O treinamento resistido (TR), comumente conhecido como musculação, utiliza máquinas, pesos ou faixas elásticas para aumentar a força muscular, promovendo também o aumento ou manutenção da massa muscular.. Por ter menor impacto mecânico no corpo, ele é indicado para quem deseja evitar o cansaço muscular e acostumar o corpo à atividade física, sendo uma boa opção para pessoas sedentárias e também para a população idosa. Estudos recentes apontam que a combinação de TR com treinamento aeróbico pode trazer bons resultados no controle da obesidade, do diabetes e da hipercolesterolemia.</p>
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<h2><strong>Resumo do estudo</strong></h2>
<p>O comprometimento cognitivo leve (CCL) refere-se a alterações cognitivas com preservação da funcionalidade. Indivíduos com esse diagnóstico apresentam maior risco de desenvolver demência. Intervenções não farmacológicas, como exercícios físicos, são benéficas para a cognição dessa população. No entanto, o impacto do treinamento de resistência (TR) na anatomia cerebral de idosos com CCL ainda não foi esclarecido. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos do TR na cognição e anatomia cerebral em idosos com CCL.</p>
<h3><em><strong> MÉTODOS</strong></em></h3>
<p>Quarenta e quatro idosos com CCL, 22 no grupo de treinamento e 22 no grupo controle, foram avaliados em testes neuropsicológicos e ressonância magnética no início e no final do estudo, que durou 24 semanas. Foi utilizada ANOVA de medidas repetidas.</p>
<h3><em><strong>RESULTADOS</strong></em></h3>
<p>O grupo de treinamento apresentou melhor desempenho na memória episódica verbal após a intervenção. O grupo controle apresentou diminuição do volume de substância cinzenta no hipocampo e pré-cúneo, enquanto o grupo de treinamento não apresentou redução no hipocampo e pré-cúneo direitos. Entretanto, demonstrou diminuição do volume dessas regiões no lado esquerdo e no giro frontal superior esquerdo. Na análise da integridade da substância branca, a anisotropia fracionada aumentou no grupo de treinamento e diminuiu no grupo controle. A difusividade axial diminuiu no grupo de treinamento, enquanto a difusividade radial aumentou no grupo controle, e a difusividade média variou de acordo com o trato avaliado.</p>
<h3><em><strong> CONCLUSÃO</strong></em></h3>
<p>O TR melhora o desempenho da memória, influencia positivamente os parâmetros de integridade da substância branca e desempenha um papel protetor contra a atroa do hipocampo e do pré-cúneo no CCL.</p>
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<h2 style="padding-left: 80px;"><strong>Referência</strong></h2>
<p style="padding-left: 80px;">Ribeiro, I.C., Teixeira, C.V.L., de Resende, T.J.R. <i>et al.</i> Resistance training protects the hippocampus and precuneus against atrophy and benefits white matter integrity in older adults with mild cognitive impairment. <i>GeroScience</i> (2025). <span style="text-decoration: underline;"><em><a href="https://doi.org/10.1007/s11357-024-01483-8" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1007/s11357-024-01483-8</a></em></span></p>
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<a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11357-024-01483-8" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#795d8f;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Acesse o paper no website da GeroScience</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/novo-paper-publicado-treinamento-resistido-como-aliado-a-protecao-do-cerebro-de-idosos/">Novo paper publicado: treinamento resistido como aliado à proteção do cérebro de idosos</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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