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	<title>esquecimento | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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		<title>Estudo: cérebro trabalha ativamente para ‘se esquecer’</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2017 18:21:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[cérebro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa aponta mecanismos utilizados pelo cérebro para ‘deletar’ memórias, o que pode melhorar a tomada de decisões. 05 de julho de 2017     Por Redação WebContent &#160; Se alguém lhe pergunta o que significa ter uma boa memória, o que você responderia? Quem acredita que a resposta seja “lembrar-se claramente de muitas informações por um longo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa aponta mecanismos utilizados pelo cérebro para ‘deletar’ memórias, o que pode melhorar a tomada de decisões.</em><span id="more-9522"></span></p>
<p><span style="font-size: 11px; color: #808080;">05 de julho de 2017     </span><span style="font-size: 13px; color: #808080;">Por <a href="http://www.webcontent.com.br">Redação WebContent</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se alguém lhe pergunta o que significa ter uma <strong>boa</strong> <strong>memória</strong>, o que você responderia?</p>
<p>Quem acredita que a resposta seja “<em>lembrar-se claramente de muitas informações por um longo período de tempo</em>” – a definição ‘clássica’ da memória – talvez esteja errado. É o que indicam os resultados de uma recente revisão científica sobre como o cérebro armazena informações, realizada por neurocientistas da Universidade de Toronto, no Canadá.</p>
<blockquote><p>Estudo mostra que o principal objetivo da memória não é armazenar informações de maneira precisa por muitos anos.</p></blockquote>
<p>De acordo com o estudo, o principal objetivo da memória não é armazenar informações de maneira precisa por muitos anos. Ao invés disso, seu papel seria o de guiar e otimizar o <strong>processo de tomada de decisões</strong> – retendo, para isso, apenas as informações mais valiosas. As outras informações – aquelas que são pouco úteis para decidirmos qual rumo tomar – seriam devidamente ‘eliminadas’.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>ESQUECER NÃO É TÃO RUIM ASSIM</strong></h2>
<p>No estudo, publicado na última edição do periódico científico <em>Neuron</em>, os pesquisadores argumentam que <strong>nosso cérebro trabalha ativamente para</strong> <strong>esquecer</strong>. Assim, o que por muito tempo foi considerada uma falha nos mecanismos cerebrais de armazenamento e recuperação de informações pode ser, na verdade, um processo que nos ajuda a tomar decisões mais certeiras em nosso cotidiano.</p>
<div class="su-pullquote su-pullquote-align-right">Este conceito pode parecer contra intuitivo, mas os pesquisadores defendem que esquecer é tão importante quanto lembrar.</div>
<p>De acordo com o estudo, que fez uma revisão de diversas pesquisas relacionadas à memória e ao esquecimento, a literatura científica está revelando que esquecer é um componente tão importante dos nossos mecanismos de memória quanto lembrar.“É importante que o cérebro se <strong>esqueça</strong> de detalhes irrelevantes e, em vez de guardar [esse tipo de informação], se concentre naquilo que irá nos ajudar a tomar decisões”, diz o pesquisador Blake Richards, membro do grupo de Aprendizado em Máquinas &amp; Cérebros da Universidade de Toronto e um dos autores do artigo.</p>
<p>“Nós encontramos várias evidências de pesquisas recentes que mostram que há mecanismos que <strong>promovem</strong> o esquecimento, e que eles são distintos daqueles envolvidos no armazenamento de informação”, diz o cientista Paul Frankland, co-autor do artigo e membro do grupo de estudo de Crianças &amp; Desenvolvimento Cerebral do <em>Canadian Institute for Advanced Research</em>.</p>
<p>Mas como exatamente esquecer de detalhes e reter apenas as informações mais importantes podem nos ajudar a tomar decisões melhores? Os pesquisadores citam duas hipóteses interessantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>ADAPTAÇÃO: FILTRANDO APENAS O ESSENCIAL</strong></h2>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-9526" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro.jpg" alt="tentando se lembrar - cerebro" width="800" height="442" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro.jpg 800w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro-300x166.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro-768x424.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro-362x200.jpg 362w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro-82x45.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro-100x55.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/tentando-se-lembrar-cerebro-156x86.jpg 156w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Em primeiro lugar, <strong>esquecer pode ajudar na adaptação a novas situações</strong>. Ao descartar informações desatualizadas e que podem potencialmente nos prejudicar, o esquecimento nos auxilia a lidar com <strong>ambientes que estão em constante mudança</strong>.</p>
<blockquote><p>“Se você tenta navegar pelo mundo e seu cérebro está constantemente trazendo à tona várias memórias que se contradizem, isso pode tornar mais difícil tomar uma boa decisão”, explica Richards.</p></blockquote>
<p>Além disso, esquecer facilita o processo de tomada de decisão ao permitir <strong>generalizar informações antigas para aplicá-las em novas situações</strong>. Quando nos lembramos apenas da <em>essência</em> de uma situação, o processo de esquecimento seletivo das particularidades cria memórias ‘simples’ desse evento. Tais memórias ‘resumidas’ são muito mais efetivas para serem aplicadas em novas situações do dia a dia. Se, ao invés disso, nós nos lembrássemos de todos os pormenores de cada memória, seria mais difícil tirar conclusões a partir das experiências e utilizá-las como base para novas tomadas de decisão.</p>
<p>Esse princípio é utilizado, inclusive, na área de <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.brainn.org.br/assista-eptv-destaca-tecnologia-para-diagnosticar-problemas-no-cerebro/"><strong>inteligência artificial</strong></a></span>, em que é conhecido como <em>regularização</em>, e funciona ao criar modelos computacionais simples que priorizam informações essenciais e eliminam detalhes extremamente específicos e supérfluos, o que permite ao modelo ser utilizado em uma gama mais ampla de aplicações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>COMO O CÉREBRO SE ESQUECE DE DETERMINADAS MEMÓRIAS?</strong></h2>
<p>Um dos mecanismos do ‘esquecimento proposital’ do cérebro proposto pela literatura científica é o enfraquecimento ou eliminação das sinapses – as conexões entre os neurônios – nas quais a memória está codificada.</p>
<div class="su-pullquote su-pullquote-align-right">Um ambiente que muda constantemente requer menos formação de memórias de longo prazo.</div>
<p>Outro mecanismo, que é apoiado por evidências do próprio laboratório de Frankland, é a <strong>geração de novos neurônios a partir de células tronco</strong>. Ao se integrarem no <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.brainn.org.br/metodo-identifica-pacientes-com-epilepsia-que-podem-se-beneficiar-com-cirurgia/">hipocampo</a></strong></span> – região do cérebro associada à memória –, os novos neurônios criam conexões inéditas, as quais remodelam os circuitos cerebrais e gravam novas memórias “por cima” daquelas que já estão armazenadas nesses circuitos, tornando as antigas mais difíceis de serem acessadas. Esse mecanismo pode explicar, inclusive, o motivo pelo qual crianças, cujo hipocampo está produzindo novos neurônios constantemente, se esquecem de informações mais facilmente do que os adultos.</p>
<p>Os cientistas dizem, também, que o acionamento desses mecanismos do esquecimento depende muito do ambiente no qual vivemos. Um ambiente que muda constantemente requer menos formação de memórias de longo prazo – por exemplo, um taxista que conhece várias pessoas diferentes todos os dias tende a se lembrar dos nomes apenas por um curto período de tempo. Já o porteiro de um prédio residencial, que encontra os mesmos moradores regularmente, tende a se lembrar dos nomes de vários deles por um período maior (mesmo que não faça nenhuma atividade de reforço, como cumprimenta-los diariamente).</p>
<div id="attachment_9529" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-9529" loading="lazy" class="wp-image-9529 size-full" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/07/sinapses-cerebrais.jpg" alt="sinapses cerebrais" width="800" height="454" /><p id="caption-attachment-9529" class="wp-caption-text">A geração de novos neurônios pode &#8216;sobrescrever&#8217; memórias antigas, eliminando-as.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Um dos fatores que distinguem um ambiente em que você vai querer lembrar de informações de um ambiente em que você vai querer esquecer informações é o quão consistente ele é, ou seja, quão provável é que as mesmas coisas aconteçam repetidamente em sua vida”, diz Richards.</p>
<p>De forma similar, pesquisas mostram que nos lembramos por mais tempo de informações que acessamos todos os dias. Quando passamos muito tempo sem usar uma determinada informação, tendemos a esquecê-la. E, como a Ciência está nos mostrando, isso pode não ser tão ruim assim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="su-divider su-divider-style-dotted" style="margin:15px 0;border-width:2px;border-color:#d2d2d2"></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PARA SABER MAIS</strong>: <a href="http://www.cell.com/neuron/fulltext/S0896-6273(17)30365-3"><span style="text-decoration: underline;"><em>The Persistence and Transience of Memory</em></span></a>, por Blake A. Richards &amp; Paul W. Frankland. Neuron, Volume 94, Issue 6, p1071–1084, 21 June 2017.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/estudo-cerebro-trabalha-ativamente-para-se-esquecer/">Estudo: cérebro trabalha ativamente para ‘se esquecer’</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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