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	<title>epilepsia generalizada | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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		<title>Mais um passo nas pesquisas sobre predisposição à epilepsia generalizada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 13:06:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jornal da Unicamp entrevista pesquisadora Iscia Lopes-Cendes, do BRAINN, sobre estudo publicado na Nature Genetics. Autoria: Paula Penedo  &#124;  Fotos: Antonio Scarpinetti, Divulgação Cepid-Brainn  &#124;  Edição de imagem: Alex Calixto Republicação de texto do Jornal da Unicamp &#160; Um artigo publicado na revista Nature e de cuja elaboração participaram cientistas da Unicamp apresentou o mais completo estudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Jornal da Unicamp entrevista pesquisadora Iscia Lopes-Cendes, do BRAINN, sobre estudo publicado na Nature Genetics.</em></p>
<p><span id="more-15177"></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; color: #808080;">Autoria: Paula Penedo  |  Fotos: Antonio Scarpinetti, Divulgação Cepid-Brainn  |  Edição de imagem: Alex Calixto<br />
</span><span style="font-size: 10pt; color: #808080;">Republicação de texto do <span style="text-decoration: underline;"><a style="color: #808080; text-decoration: underline;" href="https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2023/09/14/mais-um-passo-nas-pesquisas-sobre-predisposicao-epilepsia-generalizada">Jornal da Unicamp</a></span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um artigo publicado na revista <em>Nature</em> e de cuja elaboração participaram cientistas da Unicamp apresentou o mais completo estudo sobre a <strong>arquitetura <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisa-brasileira-mostra-mecanismo-genetico-envolvido-na-forma-mais-grave-de-epilepsia/">genética das epilepsias</a></strong>, campo que estuda como se distribuem as bases genéticas das características observáveis de um organismo. Com a colaboração de mais de 350 autores de todos os continentes, a pesquisa fez uma análise conjunta e multiétnica de dados genéticos de quase <strong>30 mil pacientes com epilepsia</strong> – além de 50 mil pacientes-controle – obtidos das bases de diferentes grupos que já atuavam com o tema e buscou responder a questões como quantos e quais são os locais no genoma de predisposição para a doença, além de saber se existem aspectos em comum entre os diferentes tipos da enfermidade.</p>
<p>A Unicamp, a única instituição da América Latina a participar do estudo, fez isso por meio do <strong>Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (Brainn, na sigla em inglês)</strong>, um centro multidisciplinar voltado a estudar doenças neurológicas – especialmente epilepsia e <a href="https://www.brainn.org.br/pesquisador-do-brainn-publica-em-uma-das-maiores-revistas-cientificas-medicas-do-mundo/">acidentes vasculares cerebrais</a> (AVC) – e que conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Para tanto, o Cepid Brainn, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) realiza investigações em diversos níveis, como nas áreas de exames de imagem, reabilitação de pacientes e genética, com o intuito de produzir conhecimento, formar recursos humanos e desenvolver tecnologia aplicada à melhoria da qualidade de vida da população.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora do Brainn <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/unicamp-concede-premio-de-reconhecimento-academico-zeferino-vaz-a-dra-iscia-lopes-cendes/"><strong>Íscia Lopes Cendes</strong></a></span>, uma das autoras do artigo, a realização de uma análise tão compreensiva sobre a arquitetura genética da epilepsia fez-se possível somente por conta do número extraordinário de participantes oriundos de partes diferentes do mundo, fato bastante relevante já que a constituição genética dos indivíduos pode diferir de acordo com a sua origem geográfica.</p>
<blockquote><p>“Muitos dos estudos anteriores a respeito de várias doenças foram realizados predominantemente em populações europeias. Essa é a primeira vez que temos um estudo, principalmente no caso das epilepsias, com populações tão diversas”, afirma Iscia.</p></blockquote>
<p>A Unicamp contribuiu para a pesquisa com dados gerados por estudos desenvolvidos dentro do Cepid-Brainn, bem como com a <em>expertise</em> técnica para a realização de análises estatísticas na área de bioinformática e para a análise de dados genômicos, uma especialidade do laboratório da professora Cendes. Além disso, membros do instituto participaram das reuniões mensais realizadas pela Liga Internacional Contra a Epilepsia (<a href="https://www.brainn.org.br/pesquisadores-do-brainn-participam-do-35th-international-epilepsy-congress-em-dublin/">Ilae</a>, na sigla em inglês) – primeira autora do estudo –, uma entidade formada ainda em 2014 para discutir as estratégias de elaboração da pesquisa, incluindo correções de rumo, mecanismos de controle de qualidade e até a própria escrita do artigo.</p>
<div id="attachment_15179" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-15179" loading="lazy" class="size-full wp-image-15179" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp.jpg" alt="CEPID BRAINN - Pesquisadora Iscia Lopes-Cendes - foto Unicamp" width="990" height="667" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp.jpg 990w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp-300x202.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp-768x517.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp-297x200.jpg 297w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp-82x55.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp-100x67.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/09/CEPID-BRAINN-Pesquisadora-Iscia-Lopes-Cendes-foto-Unicamp-156x105.jpg 156w" sizes="(max-width: 990px) 100vw, 990px" /><p id="caption-attachment-15179" class="wp-caption-text"><em>Uma das autoras do artigo, professora Íscia Lopes Cendes: o mais completo estudo produzido sobre a arquitetura genética das epilepsias. Foto: </em><em>Antonio Scarpinetti</em></p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A pesquisa constatou que a arquitetura genética das epilepsias é muito complexa, identificando 26 pontos no genoma que apresentam significância estatística robusta para predisposição à <strong>epilepsia generalizada</strong>, um tipo de epilepsia que afeta os dois lados do cérebro. Com esses dados em mãos, os autores chegaram a uma lista de genes candidatos a orientar estudos futuros sobre a doença, além de analisarem possíveis compostos com potencial para serem utilizados como medicação para corrigir a assinatura de expressão gênica, modificada em pacientes com epilepsia.</p>
<p><strong>Cendes lembra que essa é uma doença que acomete entre 1% e 2% da população mundial, das quais um terço não responde adequadamente às medicações atualmente disponíveis</strong>. “Então essa é uma estratégia muito interessante porque eles chegaram a uma lista que pode ser potencialmente testada em diferentes modelos e eventualmente em estudos clínicos porque muitos desses compostos já foram aprovados para uso humano no caso de outras doenças. Isso encurta o caminho para testar alternativas ao tratamento usual das epilepsias, especialmente as generalizadas, para as quais não existe um foco específico sobre em que local fazer uma cirurgia”, explica.</p>
<p>Por outro lado, os pesquisadores não encontraram na análise genética pontos estatisticamente relevantes para as epilepsias focais – que têm origem em apenas um lado do cérebro. Ainda assim, foram identificados pontos que sugerem a possibilidade de uma localização genética, o que aponta para a necessidade de dar continuidade aos estudos sobre o tema. Essa é uma linha que Cendes tem desenvolvido em seu laboratório, com estudos sobre a epilepsia de lobo temporal mesial, um tipo de epilepsia focal em que quase dois terços dos pacientes são altamente refratários ao tratamento medicamentoso.</p>
<p>Embora não possua um número de participantes tão numeroso quanto o do estudo recentemente publicado na <em>Nature</em>, a linha que a pesquisadora vem desenvolvendo revela-se muito bem caracterizada do ponto de vista fenotípico. A docente explica que uma variação de apresentação clínica pequena é algo positivo porque permite concentrar os grupos de forma a facilitar o encontro de resultados relevantes. “Trata-se de estratégias diferentes. Em uma você estuda o maior número possível de pessoas, o que foi feito nesse trabalho da <em>Nature</em>, e em outra você refina o fenótipo para ver se encontra algo em um subgrupo específico. Então, nós temos trabalhado muito com essa segunda estratégia, a de refinar o fenótipo, o que seria uma continuação desse estudo que acabou de ser publicado”, finaliza a professora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>PARA SABER MAIS</h3>
<p>International League Against Epilepsy Consortium on Complex Epilepsies. <strong>GWAS meta-analysis of over 29,000 people with epilepsy identifies 26 risk loci and subtype-specific genetic architecture</strong>. Nat Genet 55, 1471–1482 (2023). <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://doi.org/10.1038/s41588-023-01485-w" target="_blank" rel="noopener">https://doi.org/10.1038/s41588-023-01485-w</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2023/09/14/mais-um-passo-nas-pesquisas-sobre-predisposicao-epilepsia-generalizada" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Acesse a matéria no Jornal da Unicamp</span></a>
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