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	<title>cadeira de rodas | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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	<title>cadeira de rodas | CEPID BRAINN</title>
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		<title>Projeto de robótica cria assistente para tetraplégicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Apr 2023 01:59:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira de rodas motorizada]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Rohmer]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal da UNICAMP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria do Jornal da Unicamp explica em detalhes a evolução da cadeira de rodasmotorizada desenvolvida no âmbito do CEPID BRAINN. Autoria:  Mariana Garcia &#124; Fotos: Antonio Scarpinetti &#124; Edição de imagem: Paulo Cavalheri &#160; Não bastam preconceito, exclusão social e falta de autonomia para se deslocar. Para quem é tetraplégico, conduzir uma cadeira de rodas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Matéria do Jornal da Unicamp explica em detalhes a evolução da cadeira de rodasmotorizada desenvolvida no âmbito do CEPID BRAINN.</em></p>
<p><span id="more-14478"></span></p>
<div class="jornal_unicamp__autor">
<div><em>Autoria:  <a href="mailto:%20ue8213@unicamp.br">Mariana Garcia </a>| Fotos: <a href="mailto:%20ajscarpa@unicamp.br">Antonio Scarpinetti </a>| Edição de imagem: <a href="mailto:%20pjc@unicamp.br">Paulo Cavalheri</a></em></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não bastam preconceito, exclusão social e falta de autonomia para se deslocar. Para quem é tetraplégico, conduzir uma <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.brainn.org.br/veja-com-noticia-cadeira-de-rodas-com-tecnologia-do-brainn/">cadeira de rodas motorizada</a></span> costuma ser exaustivo. Embora onerosos, os modelos atuais pecam pela ausência de recursos que ajustem velocidade e direção de acordo com o fluxo de transeuntes ou que possibilitem manobrar o equipamento com mais segurança e precisão – principalmente em vias estreitas ou sinuosas. Tampouco oferecem a opção de controle da navegação. Diante dessas lacunas, João Vitor Assis e Souza desenvolveu um assistente de navegação modular de baixo custo como projeto de mestrado em robótica assistiva – área em que a tecnologia é empregada para criar aparelhos que deem suporte a pessoas com deficiência –, na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp.</p>
<div id="attachment_14480" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-14480" loading="lazy" class="size-full wp-image-14480" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer.jpg" alt="BRAINN no Jornal da Unicamp - Materia Cadeira de Rodas prof. Eric Rohmer" width="990" height="667" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer.jpg 990w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-300x202.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-768x517.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-297x200.jpg 297w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-82x55.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-100x67.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-156x105.jpg 156w" sizes="(max-width: 990px) 100vw, 990px" /><p id="caption-attachment-14480" class="wp-caption-text">O professor Eric Rohmer, orientador da pesquisa: “Nossa preocupação era trabalhar com aparelhos que possibilitassem uma leitura mais sensível do ambiente e dos comandos faciais”</p></div>
<blockquote><p>&nbsp;</p>
<p>“Vi uma palestra sobre robótica assistiva do professor <a href="https://www.brainn.org.br/ranking-ai-2000-eric-rohmer-do-cepid-brainn-no-top-15-dos-pesquisadores-de-robotica-mais-influentes-da-decada/"><strong>Eric Rohmer</strong></a> [da Feec] ainda na graduação, na Universidade Federal de Juiz de Fora. Foi meu primeiro contato com esse tipo de pesquisa, o que despertou o meu interesse”, lembra Souza, cujo mestrado foi orientado justamente pelo professor que o inspirou. Já a ideia para seu projeto foi ganhando forma após tomar conhecimento sobre pesquisas em que tetraplégicos revelaram o desejo de retomar sua autonomia quando utilizam suas cadeiras de rodas robóticas. “Meu objetivo é oferecer uma gama de possibilidades para que o usuário esteja efetivamente no controle do que está fazendo”, conta ele.</p></blockquote>
<p>Orientador da pesquisa, o professor Rohmer ressalta o ineditismo do trabalho. “Não existe ainda no mercado esse tipo de aparelho, com tudo o que o João desenvolveu. Um aparelho que entenda o ambiente e que possa tomar decisões no sentido de ajudar o cadeirante”, avalia. Vinculada a um dos mais longevos projetos em andamento, o Brainn (Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia), fundado há 11 anos no escopo do Cepid (Centros de Pesquisa, Inovação e difusão), a pesquisa contou com financiamentos múltiplos – da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), do próprio Brainn e de uma empresa alemã de motores.</p>
<p>O projeto, esclarece Souza, é composto por três módulos, para poder fornecer diferentes níveis de assistência. Para cada um, foi desenvolvido um algoritmo específico – utilizando métodos de inteligência computacional – que funciona como um controlador de velocidades e modulador. Todos foram instalados em um microcomputador embarcado na cadeira de rodas robotizada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Compartilhando o controle</strong></h2>
<p>Batizado de módulo de controle compartilhado, o primeiro deles depende da atuação conjunta entre quem está na cadeira e o algoritmo. Tendo em mente a necessidade de manter os custos baixos, 16 sonares e dois lasers unidimensionais foram posicionados na cadeira e, segundo o engenheiro, “captam os obstáculos em seu entorno e os classificam em um mapa polar que permite 30 possibilidades teóricas de arranjo de obstáculos possíveis”.</p>
<p>Registrando o ambiente, esses aparelhos permitem o controle da velocidade a ser adotada pelos motores, funcionando como uma camada de segurança. Já o cadeirante define a direção a ser tomada utilizando uma interface – um aplicativo de <em>smartphone</em> instalado no veículo –, que lê seus comandos faciais, indo para frente, para trás, para a esquerda e para a direita. Forma-se, assim, um mecanismo anticolisões.</p>
<p>Por um lado, a escolha por sonares e lasers e, de outro, por um aplicativo de celular que captasse diferentes posições faciais, posteriormente transformadas em comandos para a cadeira, não foi puramente econômica, ressalta Rohmer. “Nossa preocupação era trabalhar com aparelhos que possibilitassem uma leitura mais sensível do ambiente e dos comandos faciais.” Os assistentes disponíveis, de acordo com o professor, não conseguem obter informações com a riqueza de detalhes desejada.</p>
<div id="attachment_14479" style="width: 1000px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-14479" loading="lazy" class="size-full wp-image-14479" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza.jpg" alt="BRAINN no Jornal da Unicamp - Materia Cadeira de Rodas prof. Eric Rohmer - Joao Vitor Assis e Souza" width="990" height="667" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza.jpg 990w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza-300x202.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza-768x517.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza-297x200.jpg 297w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza-82x55.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza-100x67.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2023/04/BRAINN-no-Jornal-da-Unicamp-Materia-Cadeira-de-Rodas-prof.-Eric-Rohmer-Joao-Vitor-Assis-e-Souza-156x105.jpg 156w" sizes="(max-width: 990px) 100vw, 990px" /><p id="caption-attachment-14479" class="wp-caption-text">João Vitor Assis e Souza, autor da dissertação: “Meu objetivo é oferecer uma gama de possibilidades para que o usuário esteja efetivamente no controle”</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Nada de fazer baliza</strong></h2>
<p>Ainda enquanto treinava a rede neural do primeiro módulo no simulador 3D, Souza percebeu a necessidade de desenvolver um aparato que assumisse a direção da cadeira em momentos de literal aperto. Isso porque, durante os experimentos, a ação de manobrar repetidamente o veículo em espaços muito pequenos e estreitos – mesmo que no ambiente virtual – o exauria.  Assim, nascia o AutoEMA (assistente de manobra de escape), módulo em que o controle da direção é assumido pela rede neural da cadeira, poupando o usuário da obrigação extenuante de dividir sua atenção entre a tela do seu celular, o ambiente ao seu redor e seu veículo para conseguir sair de um espaço diminuto. Concebeu-se, então, uma espécie de “piloto automático”.</p>
<p>Desenvolvido com base em uma heurística e treinado no simulador 3D já utilizado na primeira fase da pesquisa, esse módulo também trabalha com as informações fornecidas pelos sonares e lasers instalados na máquina. Entretanto, ao contrário do módulo anterior, somente entra em ação após ser ativado com um comando do usuário, via interface (aplicativo de leitura facial).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Seguindo o fluxo</strong></h2>
<p>Uma vez que o intuito era oferecer ferramentas para ampliar os níveis de autonomia, segurança e conforto de quem usa cadeiras robotizadas, o trabalho contemplou ainda a possibilidade de os usuários controlarem o ritmo da navegação. Assim surgiu o terceiro módulo, de velocidade adaptativa, que permite uma condução mais harmônica, seguindo o fluxo de pessoas em locais de grande circulação, como aeroportos, shoppings e universidades.</p>
<p>Diferentemente dos dois módulos anteriores, pontua Souza, o terceiro aparato funciona com base em informações fornecidas por um radar de ondas milimétricas, igualmente acoplado à cadeira. Esse radar, explica, rastreia a distância e a velocidade de qualquer obstáculo – uma pessoa, um objeto – que estiver se movendo na região frontal do veículo. “O algoritmo utiliza essas informações como referência para calcular a velocidade máxima da cadeira e ir ajustando o ritmo, no controlador, seguindo a movimentação geral”, esclarece o pesquisador. Serve, portanto, como mais um mecanismo de segurança.</p>
<p>Tese defendida, o próximo passo é testar a cadeira, já toda equipada, com pessoas portadoras de altas restrições de mobilidade. Devido à pandemia, não só o desenvolvimento como a validação do trabalho de Souza foram feitos em simuladores, como em um videogame. “Minha motivação em fazer esse projeto sempre foi ver o impacto real. Matematicamente, na simulação, vimos que os módulos são eficazes, que seu comportamento é apropriado. Mas validar ajuda a amadurecer o trabalho, ter um retorno”, conclui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/682/projeto-de-robotica-cria-assistente-para-tetraplegicos" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria do website do Jornal da Unicamp</span></a>
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			</item>
		<item>
		<title>Veja.com noticia cadeira de rodas com tecnologia do BRAINN</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2017 15:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[Hoo]]></category>
		<category><![CDATA[Veja.com]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia trecho da matéria de Veja.com sobre a startup Hoo.Box e que divulga a cadeira de rodas robótica desenvolvida nos laboratórios da UNICAMP. 09 de Fevereiro de 2016 &#160; Brasileiros criam cadeira de rodas guiada por expressões faciais A novidade foi apresentada na semana passada, durante a Campus Party, em São Paulo Na semana passada, a startup [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Leia trecho da matéria de Veja.com sobre a startup Hoo.Box e que divulga a cadeira de rodas robótica desenvolvida nos laboratórios da UNICAMP.</em><br />
<span id="more-9197"></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 11px; color: #808080;">09 de Fevereiro de 2016</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Brasileiros criam cadeira de rodas guiada por expressões faciais</strong></h3>
<p><em>A novidade foi apresentada na semana passada, durante a Campus Party, em São Paulo</em></p>
<p>Na semana passada, a startup brasileira <i>Hoo.Box</i> trouxe para a Campus Party 2017 um modelo de cadeira de rodas motorizada que pode ser controlada por meio da captura de expressões faciais. O projeto teve origem, em maio de 2016, durante pesquisas de alunos de pós-doutorado da Universidade de Campinas (a Unicamp).</p>
<p>A cadeira de rodas é acionada apenas com movimentos da face, o que ajuda pessoas que se encontram em situação de tetraplegia, a perda completa dos movimentos dos braços e das pernas. Paulo Pinheiros, CEO da <i>Hoo.Box</i>, explicou que o sistema funciona por meio de um kit batizado de <i>Wheelie 7. </i>O software é capaz de identificar as expressões faciais e transformá-las em impulsos elétricos que levam à movimentação da cadeira. “O interessante é que o <i>Wheelie</i> pode ser instalado em cadeira de rodas motorizadas comuns, vendidas no mercado”, ressaltou. “Não precisa ser acoplado a um equipamento especial”, completou.</p>
<div class="su-button-center"><a href="http://veja.abril.com.br/tecnologia/brasileiros-criam-cadeira-de-rodas-guiada-por-expressoes-faciais/" class="su-button su-button-style-soft" style="color:#ffffff;background-color:#FF9900;border-color:#cc7b00;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#ffb84d;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-hand-o-right" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA NO SITE DE VEJA.COM</span></a></div>
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		<item>
		<title>Interface Cérebro-Computador: o futuro controlado pela mente</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/interface-cerebro-computador-o-futuro-controlado-pela-mente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2017 10:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[Bin He]]></category>
		<category><![CDATA[braço robótico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manipular objetos usando o poder da mente já é uma (incrível!) realidade. Saiba mais sobre a cadeira de rodas e o braço robótico controlados pelo cérebro. 24 de Janeiro de 2016 &#160; Todos nós adoraríamos controlar objetos com o poder da mente. Já imaginou? Você pensa em levantar o copo, o copo levanta. Pensa em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Manipular objetos usando o poder da mente já é uma (incrível!) realidade. Saiba mais sobre a cadeira de rodas e o braço robótico controlados pelo cérebro.</em><span id="more-9158"></span></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 11px; color: #808080;">24 de Janeiro de 2016</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="su-pullquote su-pullquote-align-right"><em>Com a ajudinha de um computador, já é possível realizar movimentos complexos apenas pensando.</em></div>
<p>Todos nós adoraríamos controlar objetos com o poder da mente. Já imaginou? Você pensa em levantar o copo, o copo levanta. Pensa em trazer o controle remoto para mais perto do sofá e lá vem ele voando em sua direção. Sem esforço, sem suor. Apesar deste tipo de &#8216;controle cerebral&#8217; ainda ser coisa de ficção científica, avanços incríveis têm sido feitos na área de controle de objetos utilizando apenas a mente. E com aplicações bem mais práticas do que simplesmente levantar o controle remoto!</p>
<p>Com a ajudinha de um computador, <strong>já é possível realizar movimentos complexos <em>apenas pensando</em></strong>. Movimentos tão complexo quanto fazer uma <strong>cadeira de rodas</strong> se mexer, ou um <strong>braço robótico</strong> pegar objetos para você. A interface cérebro-computador é uma tecnologia fascinante para ajudar pessoas com dificuldades de movimento a ganhar muito mais liberdade e melhor qualidade de vida. Vamos ver alguns exemplos práticos neste texto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>UMA CADEIRA DE RODAS CONTROLADA PELA MENTE</strong></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você deve se lembrar que apresentamos, aqui no <strong>Blog do BRAINN</strong>, as impactantes pesquisas realizadas no Instituto que permitem <strong>controlar uma cadeira de rodas usando apenas o poder do cérebro</strong>. Para quem perdeu esta novidade, clique nos links a seguir para ler as matérias.</p>
<div id="attachment_7792" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-7792" loading="lazy" class="size-full wp-image-7792" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI.jpg" alt="brainn cadeira de rodas BCI" width="900" height="502" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI.jpg 900w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI-300x167.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI-359x200.jpg 359w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI-82x46.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI-100x56.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/brainn-cadeira-de-rodas-BCI-156x87.jpg 156w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /><p id="caption-attachment-7792" class="wp-caption-text">Teste de protótipo da cadeira de rodas robótica na FEEC/UNICAMP.</p></div>
<div style="margin: 10px 0; padding: 10px 20px; background: #EDEDED;">
<ul>
<li><span style="color: #800080;"><em><a style="color: #800080;" href="http://www.brainn.org.br/interface-cerebro-computador-bci-traz-novas-possibilidades-a-pessoas-sem-movimentos/"><span style="text-decoration: underline;">Interface Cérebro-Computador (BCI) traz novas possibilidades a pessoas sem movimentos</span></a></em></span></li>
<li><span style="text-decoration: underline; color: #800080;"><a style="color: #800080; text-decoration: underline;" href="http://www.brainn.org.br/historias-de-sucesso-a-interface-cerebro-computador/"><em>Histórias de Sucesso – A Interface Cérebro-Computador</em></a></span></li>
<li><span style="text-decoration: underline; color: #800080;"><a style="color: #800080; text-decoration: underline;" href="http://www.brainn.org.br/novas-tecnologias-assistivas-oferecem-mais-autonomia-a-pessoas-com-deficiencia/"><em>Novas tecnologias assistivas oferecem mais autonomia a pessoas com deficiência</em></a></span></li>
</ul>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="su-pullquote su-pullquote-align-right"><em>A Interface Cérebro-Computador permite que haja um &#8216;diálogo&#8217; entre mente e máquina</em></div>
<p>A cadeira de rodas robótica sendo desenvolvida pelo BRAINN utiliza uma tecnologia chamada de <strong>Interface Cérebro-Computador</strong> para funcionar. Trata-se de uma maneira de fazer com que nosso cérebro &#8216;se comunique&#8217; com uma máquina (o computador) e possa ser <em>compreendido</em> por ela. A partir disso, o computador poderá ser usado como intermediário para realizar diversas ações, como por exemplo controlar a cadeira de rodas.</p>
<p>Se quiser relembrar como a cadeira de rodas do BRAINN é controlada pelo cérebro, clique nos links acima para reler as reportagens. Em termos bem simples, a tecnologia desenvolvida no instituto interpreta <strong>sinais visuais</strong> como ordens de movimento à cadeira, fazendo-a se movimentar. É algo fascinante e que merece sempre ser relembrado.</p>
<p>Existem, também, outras maneiras de gerar movimento em objetos robóticos a partir de leituras cerebrais. Maneiras que independem de estímulo visual. Para que elas pudessem ser desenvolvidas, cientistas tiveram de compreender primeiro como funciona uma região específica do nosso cérebro: o <strong>córtex motor</strong>. É isso que veremos a seguir.</p>
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<h2><strong>NEURÔNIOS DO MOVIMENTO, NEURÔNIOS DO PENSAMENTO</strong></h2>
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<p>O <strong>córtex motor</strong> (a ‘fatia’ verde na imagem ao lado) é a região do cérebro que controla nossos <strong>movimentos</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" class="alignright size-full wp-image-9160" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/córtex-motor-fatia-do-cérebro.jpg" alt="córtex motor - fatia do cérebro" width="240" height="210" />Quando fazemos qualquer movimento, neurônios no córtex motor disparam, gerando uma pequena corrente elétrica. Por ser uma região do cérebro mais superficial, é possível usar aparelhos especiais para medir as correntes elétricas aí.</p>
<p>O mais legal dessa história é que o córtex motor está subdividido em seções bem específicas. Isto é, se você movimentar o braço direito, um determinado grupo de neurônios será ativado; se mexer a perna esquerda, outro grupo. Assim, ao mapear a atividade dos neurônios no córtex motor, é possível inferir quais partes do corpo estão se mexendo, com um grau bem alto de certeza.</p>
<p>Tudo isso já é conhecido dos cientistas faz tempo. Mas o córtex motor guarda ainda mais um segredo surpreendente: quando nós <em>pensamos</em> em um movimento &#8211; apenas pensamos, e não o realizamos -, grupos específicos de neurônios motores também são ativados! Isso é: se você <em>pensa</em>, por exemplo, em abrir a mão, um grupinho de neurônios no córtex motor dispara, mesmo que você, de fato, não tire a mão do lugar.</p>
<div id="attachment_7793" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-7793" loading="lazy" class="size-full wp-image-7793" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho.jpg" alt="sistema BCI brainn carrinho" width="600" height="365" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho.jpg 600w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho-300x183.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho-329x200.jpg 329w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho-82x50.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho-100x61.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2015/07/sistema-BCI-brainn-carrinho-156x95.jpg 156w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-7793" class="wp-caption-text">Hoje, a cadeira de rodas do BRAINN funciona captando sinais do córtex visual. Veja aqui os diferenciais desta técnica nos links acima!</p></div>
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<div class="su-pullquote su-pullquote-align-right"><em>Simplesmente </em>pensar<em> em um movimento já ativa neurônios do córtex motor &#8211; este é o segredo de tecnologias futuristas de controle de objetos pela mente</em></div>
<p>Essa descoberta abriu um caminho interessante para as pesquisas científicas. Imagine uma pessoa que perdeu os movimentos dos braços. Já pensou se pudéssemos &#8216;ler&#8217; a mente dela, detectar quais neurônios motores são ativados quando ela <em>pensa</em> em um movimento, e então transmitir estas &#8216;ordens&#8217; para um equipamento, que simulasse o movimento real?</p>
<p>É essa a ideia &#8211; e a tecnologia &#8211; básica que poderia ser utilizada em <strong>objetos robóticos inteligentes</strong>. Pessoas que estão impossibilitadas de se mover &#8211; seja em decorrência de um derrame ou de qualquer outro problema de saúde &#8211; poderão ser <strong>treinadas</strong> para pensar em um movimento (do tipo, &#8216;ir para a frente!&#8217;) e, apenas com o pensamento, conseguirão controlar o robô para realizar essa ação. Será uma revolução na qualidade de vida de milhões de pessoas, que hoje sofrem com as limitações que a falta de movimentos traz.</p>
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<h2><strong>UM FEITO INÉDITO DE MOVIMENTO 3D, CONTROLADO PELA MENTE</strong></h2>
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<div class="su-pullquote su-pullquote-align-right"><em>Assista no vídeo abaixo o braço robótico realizando movimentos 3D complexos, controlado apenas pelo pensamento</em></div>
<p>O <strong>BRAINN</strong> faz parte de grupos de pesquisas no mundo inteiro que têm realizado descobertas e feito avanços importantes no campo da Interface Cérebro-Computador. Um ótimo exemplo do que esta tecnologia já pode fazer foi dado no último mês por pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.</p>
<p>Pela primeira vez, pessoas foram capazes de <strong>controlar um braço mecânico robótico</strong> em tarefas complexas, em um ambiente de três dimensões. As tarefas incluíam segurar objetos, erguê-los e levá-los de um lugar para o outro. Tudo isso usando apenas o poder do cérebro. E sem implante nenhum.</p>
<p><iframe loading="lazy" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/w6QEGeIKHw0?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8220;Apenas <em>imaginando</em> que estavam mexendo <em>seu próprio braço</em>, elas eram capazes de mover o braço mecânico&#8221;, revela, orgulhoso, o professor de engenharia biomédica Bin He, um dos autores do estudo.</p>
<p>Para isso, os voluntários da pesquisa utilizavam uma touquinha especial repleta de eletrodos, capazes de detectar a atividade dos neurônios no córtex motor. Bem similar ao equipamento utilizado, também, pelos pesquisadores do <strong>BRAINN</strong>. Esses sinais eram transmitidos a um computador, que os decodificava utilizando algoritmos avançados e aprendizagem de máquina, passando depois as &#8216;ordens&#8217; ao braço robótico.</p>
<p>80 voluntários foram treinados nesse experimento a movimentar o braço robótico usando o pensamento. 80% deles conseguiram a façanha de pegar um objeto colocado em posições randômicas em uma mesa. 70% deles conseguiram não apenas pegar o objeto, mas também colocá-lo em seguida em uma estante de três prateleiras, como mostra a imagem abaixo.</p>
<div id="attachment_9161" style="width: 658px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-9161" loading="lazy" class="size-full wp-image-9161" src="http://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/universidade-de-michigan-bin-he-controle-braço-robótico.jpg" alt="universidade de michigan - bin he controle braço robótico" width="648" height="432" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/universidade-de-michigan-bin-he-controle-braço-robótico.jpg 648w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/universidade-de-michigan-bin-he-controle-braço-robótico-300x200.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/universidade-de-michigan-bin-he-controle-braço-robótico-82x55.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/universidade-de-michigan-bin-he-controle-braço-robótico-100x67.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2017/01/universidade-de-michigan-bin-he-controle-braço-robótico-156x104.jpg 156w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /><p id="caption-attachment-9161" class="wp-caption-text">Imagem: Universidade de Michigan</p></div>
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<p>&#8220;Isso é muito empolgante, pois todos os voluntários completaram a tarefa usando uma técnica completamente não-invasiva&#8221;, disse Bin.</p>
<p>&#8220;Nós vemos um grande potencial nessa pesquisa para ajudar pessoas que estão paralisadas ou que tenham doenças neurodegenerativas a se tornarem mais independentes, sem a necessidade de implantes cirúrgicos&#8221;, disse o pesquisador.</p>
<blockquote><p>&#8220;Três anos atrás, nós não sabíamos se seria possível mover um braço robótico complexo, fazê-lo pegar e mover objetos utilizando a tecnologia da interface cérebro-computador. Nós ficamos surpresos e muito felizes que isso funcionou com uma taxa de sucesso tão alta&#8221;, afirma Bin He.</p></blockquote>
<p>Será que, em poucos anos, veremos <strong>próteses robóticas</strong> <em>implementadas em pessoas</em> e sendo controladas apenas com o poder da mente? É um pensamento que já passou pela cabeça de muitos pesquisadores, e estudos nesse sentido já foram iniciados.</p>
<p>Quanto mais estudamos o cérebro, mais ele nos impressiona. Chegamos naquele ponto em que podemos controlar objetos remotamente, <em>apenas pensando</em> em um movimento. É o cérebro trabalhando de mãos dadas com a tecnologia. Isso poderá ajudar milhões de pessoas a conquistar mais <strong>liberdade</strong> e a superar as debilitantes dificuldades motoras causadas por doenças. Bem mais legal do que a ‘telecinese’ de controle remoto, não é mesmo?</p>
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<div class="su-spoiler su-spoiler-style-fancy su-spoiler-icon-plus su-spoiler-closed" data-scroll-offset="0" data-anchor-in-url="no"><div class="su-spoiler-title" tabindex="0" role="button"><span class="su-spoiler-icon"></span>Referência Científica</div><div class="su-spoiler-content su-u-clearfix su-u-trim">Jianjun Meng,<em> et al. </em><strong>Noninvasive Electroencephalogram Based Control of a Robotic Arm for Reach and Grasp Tasks</strong>. <em>Scientific Reports</em>, 2016; DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1038/srep38565">10.1038/srep38565</a></div></div>
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		<title>Cadeira de rodas é controlada por expressões faciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2016 20:12:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Agência FAPESP]]></category>
		<category><![CDATA[cadeira de rodas]]></category>
		<category><![CDATA[Eleri Cardozo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisa liderada pelo cientista Eleri Cardozo, do BRAINN, é destaque na Agência FAPESP. Acompanhe aqui a reportagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pesquisa liderada pelo cientista Eleri Cardozo, do BRAINN, é destaque na Agência FAPESP. Acompanhe aqui a reportagem.</em><span id="more-8597"></span></p>
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<p><b>Karina Toledo  |  <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://agencia.fapesp.br/cadeira_de_rodas_e_controlada_por_expressoes_faciais/23139/">Originalmente publicado na Agência FAPESP</a></span></b> – Uma cadeira de rodas que pode ser controlada por pequenos movimentos da face, da cabeça ou da íris foi desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (FEEC/Unicamp).</p>
<p>O equipamento ainda é considerado experimental e de alto custo. Porém, um projeto <b><a href="http://www.fapesp.br/pipe/chamada/resultado/chamada_de_propostas_para_o_programa_pipe__4_ciclo_de_analise_de_2015/6/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aprovado recentemente</a></b> pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, tem como objetivo adaptar a tecnologia para torná-la mais acessível e colocá-la no mercado brasileiro dentro de dois anos.</p>
<p>“Nosso objetivo é que o produto final custe no máximo o dobro de uma cadeira motorizada comum, dessas que são controladas por<i>joystick</i> e hoje custam em torno de R$ 7 mil”, disse o professor da FEEC/Unicamp <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.brainn.org.br/eleri-cardozo/">Eleri Cardozo</a></strong></span>, que apresentou resultados da pesquisa durante o <b><a href="http://brainncongress.wix.com/2016" target="_blank" rel="noopener noreferrer">3rd BRAINN Congress</a></b>, realizado em Campinas de 11 a 13 de abril de 2016.</p>
<p>Segundo Cardozo, a tecnologia poderá beneficiar pessoas com tetraplegia, vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), portadores de esclerose lateral amiotrófica ou outras condições de saúde que impedem o movimento preciso das mãos.</p>
<p>O trabalho, iniciado em 2011, contou inicialmente com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e hoje é desenvolvido no âmbito do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (<b><a href="http://www.brainn.org.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">BRAINN</a></b>), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (<b><a href="http://cepid.fapesp.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">CEPID</a></b>) apoiado pela FAPESP.</p>
<p><iframe loading="lazy" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/95OCYRZyYV4?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Nosso grupo estudava técnicas de interface cérebro-computador (<i>BCI, na sigla em inglês</i>, métodos de aquisição e processamento de sinais que permitem a comunicação entre o cérebro e um dispositivo externo) e achamos que seria interessante avaliar a tecnologia em uma situação real”, contou Cardozo.</p>
<p>O grupo então adquiriu uma cadeira motorizada convencional, retirou o <i>joystick</i> e a equipou com diversos dispositivos normalmente encontrados em robôs, como sensores capazes de medir a distância de paredes e de outros objetos ou detectar diferenças de profundidade no piso.</p>
<p>O protótipo também foi equipado com um notebook que envia os comandos diretamente para a cadeira e com uma câmera 3D com a tecnologia RealSense, da Intel, que permite interagir com o computador por meio de expressões faciais ou movimentos corporais.</p>
<p>“A câmera identifica mais de 70 pontos da face – em torno da boca, do nariz e dos olhos – e, a partir da movimentação desses pontos, é possível extrair comandos simples, como ir para frente, para trás, para a esquerda ou direita e, o mais importante, parar”, explicou Cardozo.</p>
<p>Também é possível interagir com o computador por meio de comandos de voz, mas essa tecnologia é considerada menos confiável que as expressões faciais por causa das diferenças de timbre e da possível interferência de ruído ambiente.</p>
<p>“Essas limitações podem ser contornadas com a definição de um número reduzido de comandos e com uma função de treinamento incorporada ao software que otimiza a identificação dos comandos para um usuário específico”, disse Cardozo.</p>
<p>Pensando em pacientes com quadros ainda mais graves – que impedem até mesmo a movimentação facial – o grupo também trabalha em uma tecnologia de BCI que permite extrair sinais diretamente do cérebro, por meio de eletrodos externos, e transformá-los em comandos. O equipamento, no entanto, ainda não está embarcado na cadeira robotizada.</p>
<p>“Fizemos demonstrações em que uma pessoa fica sentada na cadeira e outra sentada próximo a uma mesa usando o capacete com os eletrodos e controlando a cadeira. Antes de embarcar o equipamento de BCI na cadeira precisamos solucionar algumas limitações, como a alimentação de energia. Ainda é uma tecnologia muito cara, mas está saindo uma nova geração de baixo custo, na qual o capacete pode ser impresso em 3D”, disse Cardozo.</p>
<p>A cadeira também foi equipada como uma antena wifi que permite a um cuidador dirigir o equipamento remotamente, pela internet. “Essas interfaces exigem do usuário um nível de concentração que pode ser cansativo. Por isso, se houver necessidade, a qualquer momento outra pessoa pode assumir o comando da cadeira”, contou Cardozo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Startup</b></h3>
<p>Dentre as metodologias já testadas pela equipe da Unicamp, a interface baseada em captura e processamento de expressões faciais tem se mostrado a mais promissora no curto prazo e, portanto, será o foco do projeto desenvolvido no âmbito do programa PIPE sob a coordenação do pesquisador Paulo Gurgel Pinheiro. Para isso, o grupo criou a<i> startup</i> <b><a href="http://www.hoo-box.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">HOO.BOX Robotics</a></b>.</p>
<p>“A empresa é um <i>spin-off</i> do meu pós-doutorado, cujo objetivo era desenvolver interfaces para dirigir uma cadeira de rodas com o mínimo de esforço possível do usuário. Inicialmente testamos sensores capazes de captar contrações dos músculos da face, depois evoluímos para tecnologias de imagem capazes de captar expressões faciais sem a necessidade de sensores”, contou Pinheiro.</p>
<p>Em vez de criar uma cadeira robotizada, como é o caso do protótipo da Unicamp, o grupo pretende, para reduzir o custo, desenvolver um software e uma minigarra mecânica que poderiam ser implantados em qualquer cadeira motorizada com <i>joystick</i> já existente no mercado.</p>
<p>“Nossa ideia é que o usuário possa baixar o software que fará o processamento das expressões faciais em seu notebook. O computador ficará conectado a essa minigarra por meio de uma porta USB. Quando ele fizer as expressões-chave, como um beijo, um meio sorriso, franzir o nariz, inflar as bochechas ou levantar as sobrancelhas, o software manda o comando para a garra e essa movimenta o <i>joystick</i>. Dessa forma, não mexemos na estrutura da cadeira e ela não perde a garantia”, explicou Pinheiro.</p>
<p>O pesquisador estima que um protótipo do sistema, batizado de Wheelie, estará pronto até o início de 2017. Dois desafios deverão ser vencidos nesse período: melhorar a classificação das expressões faciais, de modo a evitar que a interpretação dos sinais fique prejudicada por diferenças na iluminação ambiente, e garantir que apenas as expressões faciais do usuário da cadeira sejam capturadas quando houver outras pessoas próximas.</p>
<p>“A tecnologia também poderá, no futuro, ajudar na recuperação de pessoas que sofreram AVC ou outro tipo de lesão cerebral, pois o paciente poderá observar o avanço na realização de movimentos e ficará mais motivado a seguir o tratamento”, disse Pinheiro.</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/cadeira-de-rodas-e-controlada-por-expressoes-faciais/">Cadeira de rodas é controlada por expressões faciais</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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