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	<title>BehCreative | CEPID BRAINN</title>
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	<description>CEPID FAPESP especializado em neurociências</description>
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		<title>G1: Unicamp testa tecnologia que une cores e sons para devolver habilidades motoras a pessoas com sequelas neurológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 15:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Neurociência]]></category>
		<category><![CDATA[AVC]]></category>
		<category><![CDATA[BehCreative]]></category>
		<category><![CDATA[Elena Partesotti]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Castellano]]></category>
		<category><![CDATA[sequelas neurológicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reportagem do G1 Campinas entrevista pesquisadora do CEPID BRAINN, dra. Gabriela Castellano, sobre projeto criado em parceria com a musicóloga Elena Partesotti. Confira vídeo. Por Bianca Garutti, originalmente publicado em g1 Campinas e região Imagine uma pequena sala revestida com espuma acústica, com três telões brancos e um projetor. Este equipamento está conectado a caixas [&#8230;]</p>
The post <a href="https://www.brainn.org.br/g1-unicamp-testa-tecnologia-que-une-cores-e-sons-para-devolver-habilidades-motoras-a-pessoas-com-sequelas-neurologicas/">G1: Unicamp testa tecnologia que une cores e sons para devolver habilidades motoras a pessoas com sequelas neurológicas</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Reportagem do G1 Campinas entrevista pesquisadora do CEPID BRAINN, dra. Gabriela Castellano, sobre projeto criado em parceria com a musicóloga Elena Partesotti. Confira vídeo.</em></p>
<p><span id="more-16455"></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><em><span style="font-size: 10pt;">Por Bianca Garutti, originalmente publicado em <a style="color: #808080;" href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/01/04/unicamp-testa-tecnologia-que-une-cores-e-sons-para-devolver-habilidades-motoras-a-pessoas-com-sequelas-neurologicas.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>g1 Campinas e região</strong></span></a></span></em></span></p>
<p>Imagine uma pequena sala revestida com espuma acústica, com três telões brancos e um projetor. Este equipamento está conectado a caixas de som e um aparelho popular em videogames usado para captar movimentos corporais.</p>
<p>Conforme você se movimenta, surgem imagens abstratas e coloridas acompanhadas de diferentes sons, que variam de acordo com a intensidade e a fluidez das ações. Resumidamente, é assim que funciona <span class="highlight highlighted">uma tecnologia desenvolvida na </span><a class="" href="https://g1.globo.com/educacao/universidade/unicamp/" data-mrf-link="https://g1.globo.com/educacao/universidade/unicamp/"><span class="highlight highlighted">Unicamp</span></a><span class="highlight highlighted"> que busca unir arte e ciência na reabilitação de pacientes com sequelas neurológicas e motoras, como pessoas que tiveram acidente vascular cerebral (<a href="https://www.brainn.org.br/o-corpo-como-instrumento-terapia-musical-na-neuroplasticidade-do-cerebro-e-na-reabilitacao-de-pacientes-com-avc/">AVC</a>).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Veja também</strong></h3>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="gb2hJRU4ns"><p><a href="https://www.brainn.org.br/o-corpo-como-instrumento-terapia-musical-na-neuroplasticidade-do-cerebro-e-na-reabilitacao-de-pacientes-com-avc/">O corpo como instrumento: terapia musical na neuroplasticidade do cérebro e na reabilitação de pacientes com AVC</a></p></blockquote>
<p><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;O corpo como instrumento: terapia musical na neuroplasticidade do cérebro e na reabilitação de pacientes com AVC&#8221; &#8212; CEPID BRAINN" src="https://www.brainn.org.br/o-corpo-como-instrumento-terapia-musical-na-neuroplasticidade-do-cerebro-e-na-reabilitacao-de-pacientes-com-avc/embed/#?secret=gb2hJRU4ns" data-secret="gb2hJRU4ns" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Criado pela musicóloga Elena Partesotti em parceria com a docente <a href="https://www.brainn.org.br/gabriela-castellano/"><strong>Gabriela Castellano</strong></a>, o BehCreative <span class="highlight highlighted">estimula processos artísticos e criativos</span> para promover bem-estar físico e psicológico. A ideia é que o <span class="highlight highlighted">ambiente dê ao participante liberdade para escolher os movimentos que deseja realizar, conduzindo o próprio tratamento.</span></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/01/04/unicamp-testa-tecnologia-que-une-cores-e-sons-para-devolver-habilidades-motoras-a-pessoas-com-sequelas-neurologicas.ghtml" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-16458 size-full" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1.jpg" alt="CEPID BRAINN - behcreative em uso - reportagem G1" width="700" height="336" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1.jpg 700w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1-300x144.jpg 300w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1-417x200.jpg 417w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1-82x39.jpg 82w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1-100x48.jpg 100w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2025/01/CEPID-BRAINN-behcreative-em-uso-reportagem-G1-156x75.jpg 156w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/01/04/unicamp-testa-tecnologia-que-une-cores-e-sons-para-devolver-habilidades-motoras-a-pessoas-com-sequelas-neurologicas.ghtml" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#795d8f;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-file-video-o" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Assista ao vídeo da reportagem</span></a>
<p>&nbsp;</p>
<h2> <strong>Como funciona?</strong></h2>
<p>A tecnologia, cujo nome deriva da expressão “behave creatively” (comporte-se criativamente, em inglês), utiliza um sistema de realidade virtual e aumentada composto por um computador, rastreador de gestos, projetores e caixas de som. A interação ocorre a partir dos <span class="highlight highlighted">movimentos corporais do participante, que controlam sons e imagens projetados no ambiente.</span></p>
<p>Segundo Partesotti, a proposta inicial era explorar os potenciais criativos e terapêuticos do projeto no contexto da <strong>musicoterapia</strong>, especialmente em relação à regulação emocional e à expressão criativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2> <strong>Estudos e primeiros resultados</strong></h2>
<p>Estudos preliminares realizados com um grupo de pessoas saudáveis mostraram que o projeto despertou alterações na conectividade cerebral em regiões associadas às <span class="highlight highlighted">emoções e à criatividade</span>. Segundo as pesquisadoras, em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), os estudos mostraram <span class="highlight highlighted">aumento de conectividade em áreas motoras</span>.</p>
<blockquote><p>&#8220;O que a gente vê são alterações relacionadas ao que a gente chama de conectividade cerebral que é, basicamente, como as diferentes áreas do cérebro conversam entre si, então as áreas relacionadas às emoções tiveram mais alterações&#8221;, explica Castellano.</p></blockquote>
<p>O uso no tratamento de pacientes segue em fase de testes. Durante os experimentos, que acontecem no Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (Nics) da Unicamp, eles utilizam o equipamento por até 10 minutos, enquanto passam por avaliações de eletroencefalografia para medir alterações no funcionamento cerebral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/01/04/unicamp-testa-tecnologia-que-une-cores-e-sons-para-devolver-habilidades-motoras-a-pessoas-com-sequelas-neurologicas.ghtml" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:6px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:6px 18px;font-size:14px;line-height:21px;border-color:#795d8f;border-radius:6px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link" style="font-size:14px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria na íntegra no website do G1 Campinas e Região</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/g1-unicamp-testa-tecnologia-que-une-cores-e-sons-para-devolver-habilidades-motoras-a-pessoas-com-sequelas-neurologicas/">G1: Unicamp testa tecnologia que une cores e sons para devolver habilidades motoras a pessoas com sequelas neurológicas</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O corpo como instrumento: terapia musical na neuroplasticidade do cérebro e na reabilitação de pacientes com AVC</title>
		<link>https://www.brainn.org.br/o-corpo-como-instrumento-terapia-musical-na-neuroplasticidade-do-cerebro-e-na-reabilitacao-de-pacientes-com-avc/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BRAINN]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 12:40:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BRAINN na Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Brandão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reportagem do Jornal da Unicamp explica tecnologia inovadora e seus usos em reabilitação de pacientes. Confira entrevista com a pesquisadora do BRAINN, dra. Gabriela Castellano. Reportagem do Jornal da UNICAMP Autoria Paula Penedo Pontes Edição de Imagem Alex Calixto Paulo Cavalheri Fotografia Antonio Scarpinetti &#160; Em um pequeno estúdio da Unicamp, uma mulher dança delicadamente. Seus braços e pernas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Reportagem do Jornal da Unicamp explica tecnologia inovadora e seus usos em reabilitação de pacientes. Confira entrevista com a pesquisadora do BRAINN, dra. Gabriela Castellano.</em></p>
<p><span id="more-16317"></span></p>
<p><a href="https://jornal.unicamp.br/edicao/718/o-corpo-como-instrumento/" target="_blank" rel="noopener"><em>Reportagem do <span style="text-decoration: underline;">Jornal da UNICAMP</span></em></a></p>
<div class="single-post__meta__author d-inline-block me-4"><em><span class="single-post__meta__author__label me-1">Autoria </span><a class="single-post__meta__author__link" href="https://jornal.unicamp.br/autoria/paula-penedo-pontes/"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Paula Penedo Pontes</span></a></em></div>
<div class="single-post__meta__author d-inline-block me-4"><em><span class="single-post__meta__author__label me-1">Edição de Imagem </span><a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:alexcmat@unicamp.br"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Alex Calixto</span> </a><a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:pjc@unicamp.br"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Paulo Cavalheri</span></a></em></div>
<div class="single-post__meta__author d-inline-block me-4"><em><span class="single-post__meta__author__label me-1">Fotografia </span><a class="single-post__meta__author__link" href="mailto:ajscarpa@unicamp.br"><span class="single-post__meta__author__name me-2">Antonio Scarpinetti</span></a></em></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="has-drop-cap">Em um pequeno estúdio da Unicamp, uma mulher dança delicadamente. Seus braços e pernas fluem com elegância, criando uma harmonia com a música e imagens coloridas que ganham vida nas paredes. A cada gesto da bailarina, o ambiente se transforma: quando eleva os braços e desloca os ombros, as imagens explodem em uma vibrante fusão de cores. Quando contém seus movimentos, as figuras se acalmam, retornando a um tranquilo tom de amarelo claro.</p>
<p>Nessa <em>performance</em>, registrada no Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (Nics) da Universidade, a bailarina demonstra o funcionamento do BehCreative, uma caverna digital desenvolvida pela musicóloga e pesquisadora de pós-doutorado Elena Partesotti. A tecnologia, cujo nome deriva da expressão em inglês <em>behave creatively</em> – comporte-se de forma criativa –, consiste em um instrumento musical digital estendido (EDMI, na sigla em inglês) de realidade virtual e aumentada, em que imagens e sons podem ser manipulados pelos usuários com o apoio de recursos interativos.</p>
<p>Usando um computador, um rastreador de gestos, projetores de imagem e caixas de som, o BehCreative gera respostas visuais e auditivas baseadas nos movimentos realizados pelo usuário, movimentos esses associados a diferentes sons e padrões de cor. “A ideia é que seu corpo vire um instrumento musical. Não há um objeto físico. Você com seus movimentos produz sons e imagens, algo conectado ao paradigma da cognição incorporada”, explica Partesotti, referindo-se à teoria filosófica segundo a qual as experiências cognitivas humanas são influenciadas pela interação do corpo com o ambiente.</p>
<div id="attachment_16320" style="width: 410px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-16320" loading="lazy" class="wp-image-16320" src="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976.jpg" alt="20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976" width="400" height="546" srcset="https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976.jpg 785w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-220x300.jpg 220w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-750x1024.jpg 750w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-768x1049.jpg 768w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-146x200.jpg 146w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-60x82.jpg 60w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-73x100.jpg 73w, https://www.brainn.org.br/wp-content/uploads/2024/12/20241031_2_Gabriela-Castellano_Projeto-BehCreative_Nics_scarpa_AJS_3976-114x156.jpg 114w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-16320" class="wp-caption-text">A prof. Gabriela Castellano investiga como o cérebro se reorganiza. Fotografia: Antonio Scarpinetti, Jornal da UNICAMP</p></div>
<p>Criado para explorar como os sons e os movimentos podem se combinar em ambientes imersivos, a proposta inicial desse EDMI é estimular processos artísticos e criativos no âmbito da musicoterapia. Isso porque estudos já demonstraram que intervenções musicais oferecem importantes instrumentos para a promoção do bem-estar físico e psicológico de pacientes. Essas ferramentas estimulam a produção de hormônios como ocitocina, dopamina, norepinefrina e adrenalina, conectados a emoções como amor e prazer, e de melatonina, que regula processos biológicos como o sono e o despertar e, por isso, conseguem reduzir a ansiedade e a depressão, além de aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida de pessoas com déficits cognitivos como a doença de Alzheimer.</p>
<p><strong>No entanto estudos mais recentes também vêm apontando efeitos positivos da terapia musical na neuroplasticidade do cérebro – a capacidade do sistema nervoso central de se adaptar a novos estímulos ambientais – e na reabilitação de pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC). Por esse motivo, um dos objetivos da musicoterapeuta é avaliar a capacidade do BehCreative de reabilitar a função motora e a capacidade cognitiva desses pacientes, um projeto levado a cabo sob a orientação da docente <a href="https://www.brainn.org.br/10-anos-de-brainn-congress-saiba-como-foi-a-edicao-de-2024/">Gabriela Castellano</a>, do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW).</strong></p>
<p>De acordo com a docente, o instrumento musical desenvolvido ainda está na fase de protótipo, mas os pesquisadores pretendem que, um dia, ele possa ser utilizado pelos pacientes dentro de suas próprias casas, como uma forma complementar de tratamento fisioterapêutico.</p>
<blockquote><p>“A gente sabe que doenças debilitantes estão se tornando mais comuns por conta do estilo de vida sedentário e também do envelhecimento da população. Então há cada vez mais pessoas com sequelas neurológicas devido a diversas condições de saúde. E hoje em dia as clínicas e fisioterapeutas já não dão conta da demanda crescente de pessoas com essas sequelas”, observou a professora.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Reabilitação cognitiva</strong></h2>
<p>Castellano é uma das pesquisadoras principais do Instituto Brasileiro de Neurociências e Neurotecnologia (<strong>Brainn</strong>, na sigla em inglês) da Unicamp, que investiga os mecanismos causadores da epilepsia e de AVCs e os danos gerados por essas ocorrências. Antes de trabalhar com Partesotti, a professora já desenvolvia aplicativos de realidade estendida para terapia de pacientes com AVC, em parceria com o pesquisador de pós-doutorado <a href="https://www.brainn.org.br/realidade-virtual-no-tratamento-do-avc-alexandre-brandao-no-campuscast/"><strong>Alexandre Brandão</strong></a>. “A gente tem avaliado quais mudanças cerebrais decorrem do uso desses aplicativos, com a ideia de entender como o cérebro se reorganiza depois disso. Para tanto, usamos técnicas de neuroimagem, como a ressonância magnética funcional e a eletroencefalografia”, explica.</p>
<p>No entanto tais dispositivos não empregam recursos musicais e, por serem voltados à reabilitação motora, demandam movimentos específicos e pré-determinados do paciente, o que limita a criatividade do usuário e, consequentemente, uma possível resposta cognitiva. Por esse motivo, as pesquisadoras desejam agora empregar as mesmas técnicas de neuroimagem na avaliação de usuários do BehCreative, verificando se, por se tratar de uma atividade mais criativa, isso levará a uma melhora na capacidade cognitiva dessas pessoas.</p>
<p>Testes preliminares utilizando ressonância magnética funcional já demonstraram que, após o uso do BehCreative, pessoas saudáveis passaram por uma alteração de conectividade em regiões associadas às emoções, influenciando a regulação emocional e aumentando a expressão criativa dos usuários. Esses dados estão para ser publicados no <em>Nordic Journal of Music Therapy</em> (NJMT), um dos maiores periódicos de musicoterapia do mundo. Entretanto, devido às limitações impostas pela pandemia de covid-19, os testes envolveram apenas cinco pessoas, o que dificulta a generalização dos resultados. Mais recentemente, o estudo foi refeito com 15 usuários saudáveis, mas esses dados ainda estão sob análise.</p>
<p>Neste momento, Partesotti e Castellano estão iniciando os experimentos com o BehCreative em pacientes de AVC e buscando novos candidatos para participarem da pesquisa. Em um total de dez dias de testes, na Unicamp, os usuários utilizarão o equipamento por um período máximo de 10 minutos, quando passarão por uma eletroencefalografia, para registrar quaisquer alterações no funcionamento do cérebro, e receberão atendimento de um fisioterapeuta. “A ideia é que a pessoa decida como se expressar nesse equipamento. A gente chama isso de empoderamento criativo, que significa oferecer instrumentos para que ela possa aplicar o que gosta de fazer em sua reabilitação, buscando uma melhora motora e cognitiva”, afirma a pesquisadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<a href="https://jornal.unicamp.br/edicao/718/o-corpo-como-instrumento/" class="su-button su-button-style-glass" style="color:#ffffff;background-color:#3f175f;border-color:#33134c;border-radius:7px" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#ffffff;padding:7px 20px;font-size:16px;line-height:24px;border-color:#795d8f;border-radius:7px;text-shadow:none"><i class="sui sui-external-link-square" style="font-size:16px;color:#ffffff"></i> Leia a matéria no site do JU</span></a>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.brainn.org.br/o-corpo-como-instrumento-terapia-musical-na-neuroplasticidade-do-cerebro-e-na-reabilitacao-de-pacientes-com-avc/">O corpo como instrumento: terapia musical na neuroplasticidade do cérebro e na reabilitação de pacientes com AVC</a> first appeared on <a href="https://www.brainn.org.br">CEPID BRAINN</a>.]]></content:encoded>
					
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