PEGN: Empresários usam tecnologia que simula o cérebro para resolver problemas


Matéria da Pequenas Empresas, Grandes Negócios destaca nova empresa de deep learning criada pelo pesquisador do CEPID BRAINN, Roberto Lotufo.

21 de maio de 2018     | por Maria Isabel Moreira, para a Pequenas Empresas, Grandes Negócios

 

Roberto Lotufo, 61 anos, era pesquisador e professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp havia décadas quando começou a orientar o mestrado de Rodrigo Nogueira, em 2014.

Foi esse aluno que o despertou para o potencial do deep learning, uma área da inteligência artificial que procura simular o funcionamento do cérebro humano usando algoritmos sofisticados.

Colocada em prática, a tecnologia permite um ganho de produtividade em uma infinidade de atividades. Para Lotufo, foi uma descoberta que levou a uma guinada em sua carreira demais de 30 anos como professor acadêmico.

Inicialmente, Lotufo redirecionou suas pesquisas para esse ramo promissor da inteligência artificial. E logo começou a alimentar o sonho de abrir uma empresa.

Experiência não lhe faltava. O então professor trabalhou por quase dez anos como diretor da Agência de Inovação da Unicamp, ajudando empresas de base tecnológica a colocar seus negócios no mercado. Em 2017, seu sonho de empreender virou realidade.

Ele e a engenheira de produção Patricia Magalhães de Toledo, 45, que conheceu durante esse trabalho na incubadora, fundaram a NeuralMind, uma empresa 100% focada em deep learning. “Percebemos a solidez da tecnologia, que hoje já se iguala ou até supera a habilidade humana em várias áreas e pode gerar produtos comerciais bem-sucedidos”, diz Lotufo.

A NeuralMind já fechou negócios com três empresas da área financeira e trabalha no desenvolvimento de uma solução de controle de pragas agrícolas em conjunto com uma companhia do setor de agronegócio.

No varejo, fez uma parceria com a TXTvision para a criação de um robô capaz de ler folhetos promocionais e anúncios na web — e depois municiar rapidamente empresas de pesquisa, indústrias e e-commerces na sua tomada de decisões.

Na área de treinamento presencial, a startup oferece cursos introdutórios e avançados tanto para turmas abertas como na modalidade in company. “Desde julho, já formamos mais de 100 profissionais”, diz Patrícia. Em 2018, a empresa estima faturar R$ 400 mil.

 

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