Empresas-filhas do CEPID BRAINN em matéria sobre empreendedorismo do Jornal da Unicamp


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Confira reportagem sobre as empresas Bioxthica e Hoobox, filhas de projetos de pesquisa do CEPID BRAINN.

 

Em reportagem sobre empreendedorismo dentro das Universidades, o Jornal da Unicamp destacou os sucessos de duas empresas- filhas do CEPID BRAINN. A Bioxthica desenvolve soluções na área de neuroreabilitação e a Hoobox atua na área de robótica e inteligência artificial. Confira abaixo trecho da matéria e siga o link ao final do texto para ler a matéria completa.

 

O texto a seguir foi originalmente publicado em 18 de setembro de 2018 no Jornal da Unicamp

Pré-incubação

A Incamp também oferece um programa de pré-incubação. “Com duração de um ano, é uma etapa que serve para validar uma ideia ou um projeto, para checar se é viável montar um protótipo ou se o negócio é, de fato, promissor”, explica Mariana Zanatta. A Bioxthica é uma das empresas que passou por essa etapa. Hoje, já como incubada, desenvolve soluções na área de neuroreabilitação baseada em realidade virtual. “Quando um paciente sofre um acidente vascular cerebral (AVC), ocorrem lesões no cérebro que comprometem movimentos da pessoa. Nossa expectativa, com essa tecnologia, é estimular que novas áreas do cérebro possam reaprender aquele movimento perdido”, explica Alexandre Brandão, sócio-fundador da Bioxthica.

A empresa é uma spin-off de um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), da Fapesp, o Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn). Em uma das aplicações da tecnologia em desenvolvimento na empresa, sensores fixados nas pernas de um paciente enviam sinais para uma placa controladora quando esta faz um movimento de caminhada. Então, a placa se conecta com um ambiente de realidade virtual por meio de óculos especiais. “O usuário visualiza um ambiente que simula uma cidade com prédios, ruas, veículos, faixas de segurança nas ruas etc. e que responde às ações desse usuário. Isso permite que um movimento limitado de um paciente possa ser reproduzido como um movimento completo. No ambiente virtual, o paciente visualiza o movimento perfeito e não deficitário”, explica Brandão.  “A interatividade no ambiente virtual pode acelerar a recuperação do paciente, estimulando novas áreas do cérebro a se encarregar desses movimentos”, completa.

Segundo Brandão, a ideia é que o novo produto esteja no mercado em médio prazo, tendo como público-alvo o profissional que trabalha com reabilitação. “Nosso desafio agora é chegar a um produto de custo acessível. Eu acredito muito no potencial de ter um método seguro e não invasivo, que pode trazer impacto importante tanto na recuperação de pacientes com mobilidade comprometida quanto para os cuidadores”, afirma Brandão.

Além da Incamp, a empresa recebeu recursos do Sebrae e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Emprapii), do CPqD (que é uma unidade da Emprapii). A Bioxthica está investindo em um novo projeto de um dispositivo vestível para coletar sinais vitais de pacientes, em parceria com a empresa Monitora Soluções Tecnológicas.

 

Inteligência artificial

Outra empresa que surgiu no Brainn foi a Hoobox, que atua na área de robótica e inteligência artificial. Incubada desde o ano passado, a startup criou o Wheelie, primeiro programa de computador do mundo capaz de traduzir expressões faciais em comandos para controlar uma cadeira de rodas e computadores. “A tecnologia dispensa o uso de sensores corporais e qualquer tipo de treinamento”, contou o engenheiro Claudio Pinheiro, um dos fundadores da empresa. “Eu sempre desejei que minhas pesquisas na Universidade pudessem se transformar em um produto com impacto na vida das pessoas. Para mim esse é um jeito de recompensar o investimento que a sociedade faz na universidade pública”, revela Pinheiro.

A Hoobox combina o perfil empreendedor dos fundadores com a pesquisa de ponta realizada na Unicamp. “Temos uma relação muito próxima com a Universidade. Nossos colaboradores são alunos de mestrado e doutorado que têm a vivência da pesquisa e, ao mesmo tempo, a experiência do trabalho na startup. Também mantemos contato estreito com professores porque eles são a ponte entre a academia e o conhecimento, que é a base do nosso negócio”, afirma Pinheiro. Segundo ele, foi a capacitação na Incamp que possibilitou à empresa eleger seu mercado de atuação: veteranos de guerra norte-americanos para a tecnologia de mobilidade em cadeira de rodas.

A Hoobox já tem um escritório em Houston, no Texas, em parceria com o Laboratório de Inovação da Johnson & Johnson, gigante norte-americana da área de farmacêuticos e cuidados pessoais. O potencial da empresa também chamou a atenção do Hospital Albert Einstein, o maior hospital da América Latina, que se tornou um parceiro investidor. “São ambientes que trazem subsídios importantes para nosso desenvolvimento: no Einstein temos contato com ambiente hospitalar e com médicos que viabilizam testes cruciais na nossa área de atuação. Nos Estados Unidos temos ampliado nosso conhecimento sobre o mercado na área de saúde”, revela Pinheiro.

 

Leia a matéria no website da Unicamp

 

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